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Circo é representado por aulas de acrobacia na Scar

Aulas de Acrobacia na Scar - por Ariston Sal Junior (6)

“Na corda bamba da vida o homem busca através dos seus erros e acertos superar seus limites”, esta metáfora faz parte da rotina diária da professora de acrobacias Lucia Ridan Almeida Lins de Albuquerque, 32, ou simplesmente Ridan. Formada em artes cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e prestes a concluir uma pós-graduação em atividades acrobáticas do circo e da ginásticas, pela PUC-PR.

Ridan é professora de acrobacia na Sociedade Cultura Artística (Scar), em Jaraguá do Sul e é apaixonada pela arte circense. As aulas possuem, além das técnicas inerentes ao circo, como acrobacias de solo (rolamento, estrelinhas, parada de mão, ponte, pirâmides) e aéreas (tecido e trapézio), atividades que envolvem alongamento força e consciência corporal de forma lúdica. “Nós trabalhamos com jogos, passo minha experiência do teatro por conta da vivência de palco, trago alguma noção de malabares também, mas o interesse maior dos alunos são as atividades aéreas”, garante a professora.

Sempre que possível Ridan insere a parte históricas dos exercícios na aula. “A parte teórica é contada aos poucos”, explica. “Fomos no circo Vostok, que esteve em Jaraguá e essa vivência também faz parte do aprendizado”.

Quanto as turmas Ridan informa que há vários níveis de crianças a adultos, conforme idade e nível de técnica. “Às vezes as pessoas têm mais facilidade em um equipamento que no outro, mas o circo possui essa característica. Existem tantas possibilidades dentro do circo que é difícil alguém não se encaixar em alguma coisa. Tem gente que possui mais facilidade com equilíbrio, outros com força e eu vou potencializando essas partes de cada aluno. Cada corpo é muito específico”.

E um dos encantos do circo para Ridan é que este, apesar dos novos tempos, ainda mante uma questão familiar muito forte envolvida na sua origem, que passa de pai para filho, “então há esse cuidado especial de como você ensina algo para alguém. Há um amor envolvido nisso. Há bastante união. Tu confia tua vida na mão de outra pessoa muitas vezes”, avalia.

Ridan

Ridan

Além da magia do circo, que engloba todas as artes, pois no picadeiro há espaço para tudo, como música, dança, teatro, cenografia, há os benefícios com a saúde. As aulas de acrobacia ministrada são também uma atividade física e como tal contempla todos os benefícios como queima de caloria, força, alongamento, consciência corporal. “O circo trabalha especificamente com a superação dos limites. Ele é uma metáfora da vida. Você vive equilibrando coisas no ar, tem que ir cada vez mais alto e cada erro a gente aprende. É aquela coisa. Caiu um objeto no chão, vou juntar e vou fazer de novo. Não consegui? Vou novamente. É uma arte completa, por isso acabei ficando nela”, orgulha-se Ridan.

Se você se interessou pelas aulas de acrobacia, pode entrar em contato com a secretaria da Scar, através do telefone (47) 3275-2477, para obter todas as informações necessárias, como valores, dias e horários das aulas.

Paixão a primeira aula

A publicitária Larissa Neumann, 24 anos, pratica atividades físicas desde criança. “Vôlei, futebol, ginástica, sempre estava metida em alguma coisa”, afirma. Por vontade própria, sem ter a influência da família, na adolescência praticou dança e no ano passado descobriu as aulas de acrobacias na Scar. “Sempre achei bonito, via as apresentações no Jaraguá em Dança, principalmente em tecido, que é aquela coisa colorida. E também sou viciada no Cirque de Soleil, mas nunca tinha parado para pensar: Ah, vou fazer aula de circo. Mas no ano passado já tinha algumas amigas fazendo aqui na Scar e eu decidi me matricular. Eu estava numa fase de fazer algo mais artístico, que envolvesse o trabalho com o corpo”, revela Larissa. A publicitária diz ainda que as aulas de acrobacias são ótimas e as tem como uma verdadeira terapia. “Para mim, a grande vantagem do circo é que você consegue fazer uma atividade física e ao mesmo tempo consegue ser mais criativo e se expressar com o próprio corpo”, define

Aos 29 anos, a analista de assuntos regulatórios, Marcela Sardagna, também sempre fora apaixonada por atividades físicas e no ano passado, enquanto fazia academia, sentiu falta de algo. “Queria alguma coisa que me alongasse mais, que eu relaxasse mais. Fui pesquisando o que tinha para fazer em Jaraguá e pensei até em voltar para dança, aí descobri que na Scar tinha aula de acrobacia e decidi fazer. Depois da aula experimental não tive dúvidas de que era o que eu queria fazer”, confessa.

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Jornalista, blogueiro, letrista, cantor em uma banda de rock, fã de música, quadrinhos e cinema