Leia também

Mexa-se #05 – Massa Muscular

O que é e qual sua importância?

Mexa-se Projeto de Vida cópia

No corpo humano existem cerca de 600 músculos esqueléticos – tem esse nome por estarem ligados aos ossos por meio de estruturas fortes e resistentes (tendões) que asseguram essa liga­ção. São voluntários, ou seja, temos poder de decisão sobre ele. Enquanto que outros, como os músculos viscerais ou lisos, como os que se encontram no interior do nosso corpo, funcionam sem darmos por isso.

Estamos constantemente usando os músculos, mesmo quando sentados ou apenas para nos mantermos de pé. Mas nem sempre usamos todos, ou na intensidade devida. Quantas vezes ao fazermos um movimento diferente com um braço, por exemplo, sentimos desconforto, porque aquele músculo estava há muito adormecido. A prática regular de exercício físico é a melhor forma de conservar os músculos saudáveis. Sem exercício, os músculos atrofiam-se e perdemos força, elasticidade e flexibilidade.

O desenvolvimento da massa muscular depende de muitos fatores. Além do sexo e perfil hormonal, são importantes a consti­tuição física inata, o estado nutricional e estratégias alimentares adotadas, tipo de treino e nível de atividade física praticado. Quanto mais cedo se começar, maiores garantias temos de desen­volver bem os nossos músculos. Verdade seja dita, os homens e as mulheres têm o mesmo número de músculos, mas os homens têm mais massa muscu­lar, são mais pesados e altos, e concentram mais massa muscu­lar na parte superior do corpo. A presença de testosterona (hormônio sexual masculino) nos homens também favorece o aumento das fibras musculares.

A partir da adolescência, tanto os rapazes como as meninas ganham peso e altura, mas o percentual de massa muscular é superior no rapaz, e assim continua a ser ao longo do seu desenvolvimento.

shutterstock_65908873-3

Um processo de emagrecimento, para ser bem sucedido e benéfico, deve tra­duzir-se em perda de massa gorda. Contudo, por mais bem conduzido que seja, haverá também perda de alguma massa muscular, porque não se conse­gue perder 100% de peso à custa de gordura. Mas podemos equilibrar essas proporções, preservando assim, a massa magra (muscular). O tecido muscular (magro) desempenha um papel muito mais ativo no metabolismo que o tecido gordo, porque gasta mais energia. Então, se aumen­tarmos a massa muscular de um indivíduo, ele passa a gastar mais calorias em repouso. Quanto maior a quantidade de massa muscular, mais calorias o organismo queima, e maior o seu metabolismo basal.

Você já reparou que algumas pessoas engordam com mais facilidade do que outras. Em parte, esta diferença explica-se pelas diferenças nas mas­sas corporais e conseqüentemente no metabolismo. Certamente, o indivíduo que engorda facilmente apresenta um metabolismo basal mais baixo e maior percentagem corporal de massa gorda. A diminuição do tecido muscular é uma das características do processo de envelhecimento e traduz-se na maior facilidade de ganhar peso e também na perda de energia ou aumento da fadiga corporal.

Os músculos são essencialmente constituídos por proteínas. É perfeitamente possível ingerir a quantidade ideal de proteínas por dia (em torno de 1,6 a 1,8 g/Kg – gramas/peso corporal) exclusivamente através da alimentação, através de alimentos protéicos como carne, peixe, ovos, lacticínios, legumi­nosas e cereais. Mas isso exige a prescrição de um plano alimentar bem adaptado, não só para evitar os riscos associados a um excesso de alimen­tos protéicos, como para tirar o máximo rendimento do mesmo, em termos de desenvolvimento muscular.

Também é possível se fazer uso dos suplementos alimentares a base de proteína, que também devem ser recomendados por especialistas. Após a prática de exercício físico, há uma síntese protéica compensadora, desde que haja nutrientes disponíveis, em especial nas duas horas logo após o exercício.

massa-gorda-x-massa-magra

A prática de exercício físico ajuda a envolver e a conservar a massa muscu­lar. Ao ajudar o corpo a manter-se firme e com tônus, o exercício tem efeito positivo sobre a postura e a autoconfiança. Reconhecem-se vários benefí­cios da prática regular de atividade física, desde favorecer a perda de gor­dura corporal, sobretudo a gordura abdominal profunda, à prevenção e trata­mento da diabetes e das doenças cardiovasculares e não menos importante, nos dias de hoje, ajuda a controlar o stress e a reduzir a ansiedade.

Mas daí vem a pergunta: por que os músculos “viram” gordura quando paramos de praticar atividade física?

Quando paramos de fazer musculação ou qualquer atividade física exigente em ter­mos musculares, deixamos de estimular o músculo e, naturalmente, ele passa para um estado de menor gasto energético, reduz o tamanho, diminuí a tonicidade e relaxa, o que faz com que conserve energia. Simplificando – fica pequeno, fraco e flácido, mas NÃO se transforma em gordura. O que acontece é que o organismo passa a gastar menos energia e, caso não tenha havido uma diminuição significativa da ingestão alimentar, o excesso de calorias armazena-se no nosso corpo sob a forma de gordura. Frente a tudo isso, fica claro que o aumento e manutenção da massa mus­cular é um processo cumulativo, fruto de um trabalho contínuo e esforçado, sendo muito mais rápido perder músculo do que ganhá-lo.

 Está achando difícil e trabalhoso adquirir massa muscular? Então, se preferir adquirir massa gorda, fica a dica: apenas coma um pouco mais do que o necessário e fica sentado no sofá! Mas depois não venha reclamar…

Comentários

comentários


Sobre Renê Rodrigues (13 Artigos)
Renê , 33 anos é professor de Educação Física formado pela UFSC, pós graduado em Treinamento Desportivo pela Universidade Gama Filho, e MBA em Gestão de Academias na Faculdade Inspirar (Curitiba). Também é proprietário e personal trainer no Studio Personal e Saúde.