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Origem da Lei de Murphy – Coluna Vertebral #15

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Na semana passada, precisei muito de um objeto que havia doado dois meses antes, pois já não o usava há “séculos”. Nunca precisei tanto de algo assim, com urgência. Porém, já não o tinha mais e tive que “improvisar” para atingir o meu objetivo.

O que é isso? Com certeza a tal “Lei de Murphy” me atingiu em cheio. Aquela: “Se você tem alguma coisa há muito tempo, pode jogar fora. Se você jogar fora alguma coisa que tem há muito tempo, vai precisar dela logo, logo.” Já aconteceu algo assim, semelhante com algum de vocês? Ou outras assim:

– Você sempre encontra aquilo que não está procurando;

– Quando te ligam:

a) se você tem caneta, não tem papel.

b) se tem papel não tem caneta.

c) se tem ambos ninguém liga;

– Por mais bem feito que seja o seu trabalho, o patrão sempre achará onde criticá-lo;

– Se o sapato serve, é feio!;

– A fila ao lado sempre anda mais rápido…

Mas de onde vem esse termo: “Lei de Murphy”?

Algumas versões são escritas, ditas por aí. Entretanto uma das mais divulgadas, por exemplo está no livro “Uma História da Lei de Murphy“, de Nick Spark, ainda inédito no Brasil – é a de que o autor do famoso “se algo pode dar errado, vai dar errado” é Edward A. Murphy Jr., major e engenheiro da Força Aérea americana na década de 1940. Ele também, foi a primeira vítima conhecida de sua própria lei.

A frase foi formulada após um acontecimento típico da futura “lei”: em um experimento para testar a tolerância humana à aceleração da gravidade, um técnico tinha que encaixar 16 medidores de aceleração em uma máquina e, por força de uma “lei” até então inominada, não acertou a posição de nenhum.

Para poder fazer essa medição, construiu um equipamento que registrava os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos. O aparelho foi instalado por um técnico, mas simplesmente ocorreu uma pane, com isso Murphy foi chamado para consertar o equipamento, descobriu que a instalação estava toda errada. Então Murphy disse a tal frase (“se algo pode dar errado…”) e seu colega John Stapp, um major com visão de publicitário, decretou a criação da “Lei de Murphy”.

Hoje, a lei foi “adaptada” para diversas áreas da vida, como, por exemplo: “A probabilidade de você encontrar uma garota bonita aumenta se você está com a namorada“; “Se você joga fora alguma coisa que tem há muito tempo, você vai precisar dela logo“; “Ninguém nunca está ouvindo, até você falar uma besteira“; “Toda vez que um incompetente se demite é substituído por alguém mais incompetente ainda” etc.

Em 2003, a famosa “lei” ganhou o prêmio IgNobel, concedido a invenções consideradas inúteis. A homenagem (às avessas) póstuma foi recebida pelo filho do engenheiro.

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Sobre Kiko Oliveira (17 Artigos)
Carioca, curioso, ator, diretor teatral, estudante de Tarô, estudioso da gastronomia, baterista e percussionista, além de praticante de Jiu Jitsu