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Saiba tudo sobre a festa de Halloween – Coluna Vertebral #13

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Coluna Vertebral 13

Eis que surge o mês de outubro, são dois meses para que o ano termine. Neste mês são várias datas comemorativas. É comemorado, por exemplo, o “Dia do Médico”, “Dia Mundial do Dentista”, “Dia do Atletismo”, “Dia das Crianças”, “Dia de Nossa Senhora Aparecida”, “Dia da Abelha”, entre outras datas.

Comemoramos também o “Halloween” e o “Dia do Professor”. Mas por que celebramos essas duas datas? A segunda é muito plausível, afinal “Professor” deveria ser comemorado sempre e faz parte de toda cultura, inclusive a nossa. Mas e o “Halloween”?

Bem, comecemos pela razão da comemoração do Halloween.

Uma de muitas versões para a celebração do “Dia das Bruxas” (como também é conhecida por aqui) vem da Europa, centenas de anos antes de Cristo. Originalmente, o Halloween era um ritual de um povo que habitou a Grã-Bretanha e a França entre o ano 2000 e o ano 100 antes da era cristã, os celtas. Para eles, a noite de 31 de outubro, data da comemoração até hoje, indicava o início do Samhain, uma importante celebração que marcava três fatos: o fim da colheita, o Ano-Novo celta e também o início do inverno, “a estação da escuridão e do frio”, um período associado aos mortos. “No Halloween, segundo a mitologia desse povo, era possível entrar em contato com o mundo dos desencarnados”, diz a historiadora Clare Downham, da Escola de Estudos Celtas, na Irlanda. Como se pregava que esse contato libertava todo tipo de espírito, as pessoas acreditavam que, durante aquela noite, fantasmas, demônios e fadas ficavam à solta.

Para representar essa parte sobrenatural, os celtas se fantasiavam com peles e cabeças de animais abatidos para o inverno. A crença nos espíritos também despertou outros costumes típicos da festa, como o uso de leite e comida (hoje substituídos por doces) para acalmar os visitantes do além. Outras tradições, porém, foram deixadas de lado, como o hábito de acender fogueiras para espantar os espíritos. Bem depois, no século 9, a festa foi influenciada pela expansão do cristianismo na Grã-Bretanha. Na tentativa de acabar com os festejos pagãos, o papa Gregório III consagrou o dia 1º de novembro para a celebração de Todos os Santos. Surgiu daí a própria palavra halloween, originada de all hallows eve, que em português quer dizer “véspera do dia de Todos os Santos”. Finalmente, no século 20, o Halloween juntou ao seu caldeirão de influências a força da cultura dos filmes de terror, que hoje dão o tom da celebração tanto na Grã-Bretanha como nos Estados Unidos.

Por que uma vela dentro da abóbora?

Devido à adaptação da lenda de Jack o’lantern para o folclore norte-americano. Esse hábito vem da Irlanda e lá, acendiam velas dentro de nabos para afastar maus espíritos na festa celta de Samhain, que celebrava o fim do verão. Segundo uma das lendas do folclore desse povo, um homem chamado Jack tinha o hábito de fazer brincadeiras satânicas em cima de uma árvore. Numa dessas vezes Jack conseguiu prender o diabo dentro da árvore. Então, fez um pacto com o diabo que dizia o seguinte: “Se você me deixar em paz e nunca me incomodar, eu te solto”. O diabo aceitou a proposta, e assim estava criado o pacto entre os dois. O tempo passou e Jack morreu, mas não conseguiu entrar no paraíso. O diabo, temendo as brincadeiras de Jack no inferno, não o quis também, mas deu a ele uma vela para iluminar seus caminhos. Jack então ficou com a vela que teria que durar a eternidade e, para que ela nunca apagasse, colocou dentro de um nabo com pequenos furos. Com o tempo o nabo foi substituído pela abóbora.

Por que “travessuras ou doces”?

Acreditava-se na cultura celta que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por membros mortos da família. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que suas colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao “travessuras ou doces” (trick or treat).

E por que as pessoas celebram o Halloween no Brasil?

Arrisco a dizer que tudo começou com os cursos de inglês, para os quais o Halloween é uma das festas mais importantes do ano. Se o início foi isolado e discreto, o impulso final para a popularização da festa foi dado pela indústria – sempre ela – e pelos empresários – sempre eles. Na última semana de outubro muitas lojas são tomadas produtos de Halloween – a maioria deles oriundos da China ou de Taiwan, em mais um fenômeno da globalização e sinal da mudança dos tempos.

Essa onda do Dia das Bruxas, no entanto, é recente – mas nem por isso bem-vinda a todos. Não é unanimidade. Para “combater” o Dia das Bruxas, foi criado no Brasil um projeto de lei que institui o “Dia do Saci”, comemorado dia 31 de outubro, uma iniciativa amplamente apoiada por artistas, educadores, políticos e uma boa parcela da sociedade. A ideia é de se homenagear o personagem do folclore nacional mais conhecido e descrito na literatura.

O Saci, ou Saci-pererê, é uma figura bastante popular e teve sua origem entre os indígenas da região das Missões, no Sul do país. Em algumas regiões, o Saci surge como um ser maléfico, do mal, em outras, como somente brincalhão ou gracioso.

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana transformou o Saci em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo, da mitologia européia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo, ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, eles usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais que fazem travessuras, principalmente de noite, dentro das casas.

Para a maioria das crianças e adolescentes, no entanto, as discussões acerca da tradição do dia 31 de outubro não têm a mínima importância. Independentemente da origem, se há ou não polêmica, o importante é comemorar e sair da rotina escolar, que a esta altura do ano já deixou cansada a maioria dos estudantes. O Halloween já se tornou uma data esperada com expectativa e recebida com alegria na pelos estudantes e “profis” – não apenas nos cursos de idiomas, mas também nas escolas normais, onde o inglês é disciplina obrigatória. O Dia do Saci, por sua vez, é comemorado principalmente entre os mais jovens, para quem a figura do Saci exerce um papel intrigante e assustador.

Para a maioria dos jovens, como muitos dos brasileiros, o importante é comemorar. Quanto mais motivos se tiver para a festa, melhor. Bom ou ruim, assim é a tradição.

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Dia do Professor 

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor. Como todos sabemos, trata-se de uma das mais importantes profissões praticadas no mundo, afinal, sem ela, a transmissão de conhecimentos e a correta apreensão destes pelas pessoas seriam praticamente impossíveis.

A origem do dia do professor se deve ao fato de, em uma data de 15 de outubro, o Imperador D. Pedro I ter instituído um decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil, em 1827, com a criação das escolas de primeiras letras em todos os vilarejos e cidades do país. Além disso, o decreto estabeleceu a regulamentação dos conteúdos a serem ministrados e as condições trabalhistas dos professores.

Tempos depois, mais precisamente no ano de 1947, o professor paulista Salomão Becker, em conjunto com três outros profissionais da área, teve a ideia de criar nessa data um dia de confraternização em homenagem aos professores e também em razão da necessidade de uma pausa no segundo semestre, até então muito sobrecarregado de aulas. Mais tarde, em 1963, a data foi oficializada pela lei Decreto Federal 52.682, que, em seu Art. 3º, diz que “para comemorar condignamente o dia do professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”.

 

Fontes de consulta: Brasil Escola, Wikipedia, Canal Futura, TV Escola

 

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Sobre Kiko Oliveira (17 Artigos)
Carioca, curioso, ator, diretor teatral, estudante de Tarô, estudioso da gastronomia, baterista e percussionista, além de praticante de Jiu Jitsu