Walchico foi à Sochi e conta origem do Bobsled

Walchico - Pitadas do Sal

Na semana passada e retrasada, como não tinha nada a fazer e o calor aqui no Brasil era vulcânico, resolvi dar um pulinho em Sochi para, além de me resfriar, acompanhar um pouco essa competição, essas Olimpíadas de Inverno. Qual não foi meu espanto, quando dei de cara com umas mulatas que, mesmo estando sob uma temperatura negativa, tinham os glúteos de fora, além de uns sujeitos robustos jogando capoeira, uns cidadãos tocando pandeiro, cavaquinho, além de dois bolivianos vendendo daqueles CDs das flautinhas irritantes e malditas.

Na hora perguntei a mim mesmo: “Mim mesmo, será que são brasileiros?”. Nesse exato momento notei um carrinho de rolimã, que lembrava de longe um Bobsled, só que de mentirinha, com duas jovens e belas morenas dentro, parando perto de mim. Elas estavam estacionando numa vaga exclusiva para idosos e dois flanelinhas já vinham correndo e gritando: “Deixa solto, deixa solto”, disputando para ver quem ia tomar conta do carrinho ou o mesmo sairia arranhado. Daí percebi e falei alto, já que todos ali só conversavam gritando: “Sim, estou no meio de uma delegação de “brazucas”, em Sochi”. Percebendo que eu era um brasileiro e não turista qualquer, já me colocaram uma latinha de cerveja nas mãos e me serviram, muito amavelmente, um churrasquinho delicioso e cheiroso da marca FRIWISKAS. Cris do Cavaco, uma das pessoas que estavam lá presentes, me levou num rolezinho pelo shopping de Sochi. Cris, oriundo de Salvador, na Bahia, já mora em Sochi há quatro anos. É casado com Irineuska, uma russa de dois metros de altura, por três de largura e tem seis filhos: Iriscris, Crisneuska, Cavaneuska, Irineuskavacson, Neuska e Djôni Déppy. Cris é irmão mais novo do Mr. Catra e mecânico nas horas vagas. Ele construiu o carrinho de Bobsled que as brasileiras desceram, caíram e, felizmente, não se machucaram. Mas, infelizmente, não desistiram (por que alguns brasileiros ainda têm a mania de seguir a risco o ditado: “Sou brasileiro e não desisto nunca.”?) de tentar e vão querer continuar fazendo o que não sabem. Achei muito curioso essa modalidade, a do Bobsled, (a do Curling achei bizarro) e resolvi estudá-la e passar mais informações a vocês, meus três leitores.

Carro de Bobsled da equipe brasileira
Carro de Bobsled da equipe brasileira

BOBSLED – Também conhecido como 1111 – já que é um atrás do outro – é uma corrida inspirada nos Kamikazes e no comandante italiano, Francesco Schettino. É, talvez, um dos esportes mais endeusados, pois assim que começa a descida, seja o que Deus quiser. É uma mistura mutcho lôka de suicídio com montanha russa e foi inventada pela galera do Jackass.

ORIGEM DO NOME – Durante uma turnê pela Jamaica, o grupo de rock inglês, Led Zeppelin (Pelinho do Zé da lâmpada de léd), se encontrou com o artista local mais conhecido do país, o mundialmente conhecido Marcelo D2. Na época ele era conhecido como Celinho Chaminé. D2 era primo de DD4, artista performático e agitador cultural do lugar. No dia que a banda inglesa chegou à Jamaica aconteceu uma apresentação de um cantor meio desligadão que só queria chutar sua erva e fumar sua bola de futebol em paz, o Bob Esponja Marley. Roberto, da banda de rock, adorou a apresentação do jamaicano e como os dois tinham algo em comum – “Planta” – resolveram fazer uma turnê juntos. Bob subiu a bordo do Zeppelin, que era movido a fumaça e, juntos, arrebentaram a boca do balão. Anos depois, resolveram filmar esse fato. Fizeram o filme “Jamaica abaixo de zero”, onde alguns garotos da Jamaica – que deixaram suas mães e mulheres em casa chorando – decidem descer o Everest, num carrinho de rolimã, cantando “Stairway to Heaven” e “No woman, no cry”. O esporte não poderia ter sido chamado de outra coisa, foi batizado: “BOBSLED”.

REGRAS – Segundo Arnaldo Cézar Coelho, as regras do trenó são claras e simples: Basta empurrar o trenó como se fosse seu carro popular quebrado em uma rua ou avenida bastante movimentada. Depois, pule dentro dele, da mesma forma que você faz no dia-a-dia para entrar no busão ônibus, metrô ou trem lotado. Daí pra frente, segundo Arnaldo e primeiro, claro, Galvão, é o momento mais fácil do negócio. Sílvio Santos não andou ainda de Bobsled, mas sua filha número 8, uma das competidoras em Sochi, andou e resolveu falar a respeito: “A gente abaixa a cabeça e desce rezando. Quando passa a linha de chegada é que levantamos a cabeça para ver se está todo mundo inteiro, se está todo mundo vivo. Um must! Quero mais”. No show de encerramento das Olimpíadas, está previsto uma apresentação do cantor brasileiro, Michel Trenó. As Olimpíadas de Sochi vão deixar saudades. E, também, um legado enorme. Quando vier o verão, o sol derreter toda essa neve e deixar tudo cheio d’água, tudo legado. Fui!

por Walchico Floriano

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