Brasil x Alemanha – Inacreditável! (ou O Que Aconteceu Com a Seleção Brasileira?)

Não gosto de futebol, acompanhei profissionalmente a Copa no Brasil, mas aceitei o desafio do meu editor Márcio Schalinski, em escrever um texto literário para a matéria sobre a derrota do Brasil para a Alemanha. Segue:

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Vergonha!

Talvez essa seja a melhor tradução para expressar o sentimento do torcedor brasileiro na noite de ontem, quando a Seleção Brasileira, pentacampeã do mundo, caiu diante da Alemanha, de forma vexatória, por 7 x 1.

A maior derrota da Seleção Brasileira, que sediava o mundial, e que na pior das previsões, poderia perder da Alemanha sim, mas não tomar um verdadeiro “passeio”, para usar um termo empregado no universo futebolístico.

A equipe do Brasil já venceu sem convencer em outros mundiais. Neste, a história apenas se repetia. Mas, como “o jogo só acaba quando termina” e o “futebol é uma caixinha de surpresa”, a cada partida deste mundial a torcida acreditava em uma provável final com a Seleção Brasileira. Mas, o que aconteceu no Mineirão, deixou evidente o despreparo da equipe, ou, para ser mais preciso, a ausência de uma. E não, não me venha com a desculpa de que os jogadores estavam abalados pela ausência de Neymar. Um time é coletivo, não pode se sustentar apenas em um pilar. Afinal, possuímos alguns dos “melhores” jogadores do mundo em suas posições.

O que aconteceu na capital mineira no dia de ontem, só não foi pior porque não perdemos para a Argentina. Mas prevaleceu a técnica sobre a sorte, a competência sobre o mero acaso. A Alemanha foi merecedora da vitória.

E que a derrota para a Alemanha jamais seja esquecida. Que sirva de lição para as formações futuras da seleção, que sirva de lição para nós brasileiros. Que sirva de exemplo que para vencer não basta ginga, samba e malandragem, mas um trabalho sólido, aplicado, com dedicação e que um povo deve ter mais que o futebol para se orgulhar.

 

Texto que escrevi para a edição de 9/72013
do jornal Folha SC – Jaraguá do Sul

Fotos feitas no Jaraguá do Sul Park Shopping, no 2º tempo do jogo entre Brasil x Alemanha

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2 comentários em “Brasil x Alemanha – Inacreditável! (ou O Que Aconteceu Com a Seleção Brasileira?)

  1. :::::::::: ALEMANHA, ESPANHA… ::::::::::

    Jogam hoje em dia, como o Brasil jogava antigamente. Eles ASSUMIRAM que sempre admiraram o nosso futebol e SEMPRE imitaram os nosso jogadores.
    Ontem, hoje, antes de ontem, ano passado, no jogo que o Santos tomou uma goleada contra o Barcelona… esses times vêm jogaram como o Brasil jogava. Como jogava até 1986, na minha opinião. Até ali, jogávamos como verdadeiros apaixonados, não como burgueses sem religiões. Até 1986, éramos temidos, mesmo tendo perdido quatro anos antes, em 1982. Aliás, a seleção… quer dizer, “A” SELEÇÃO (com o “A” em destaque e SELEÇÃO em letras maiúsculas) que mais me apeteceu, que mais achei MARAVILHOSA (infelizmente não vi a de 70, nem 62, nem a de 58). A de 86, foi o último lampejo de uma seleção brazuca.
    Depois disso viramos burocratas, depois disso viramos jogadores comuns. A seleça do 1990 eram só jogadores que estava interessados em dinheiro, em poder, em cifras, em cifrões. Era liderada, por um cara, um projeto de técnico, um cara tão arrogante que tinha o seu próprio idioma, o “Lazaronês”.
    Sebastião Lazarone foi, PARA MIM, o verdadeiro “assassino” de um legado esportivo. PARA MIM ele “matou” o Garrincha, Zico, Pelé, Amarildo, Tostão, Nelinho, Rivelino, Carlos Alberto, Nilton Santos, Heleno, Didi, Falcão, Leandro, entre tantos outros que vi jogar e ouvi falar.
    Desde então, PARA MIM, o Brasil deixou de lado o fato de ser o “moleque” da história. Largou mão o futebol alegre e passou a viver em função de um clube que projete jogadores no Brasil, para irem embora, um ano depois, para a Europa.
    Nada contra quem ganhe dinheiro. Mas a função de um jogador brazuca é essa. Sair fora do país logo que pode. Não há mais identidade entre jogador e torcida, todos são “europeus”. Todos querem ser NEYMAR. Mas tudo é distante, a CBF é inatingível, os técnicos são inatingíveis, os jogadores não têm mais contato com os torcedores, são intocáveis mesmo, de verdade. Parecem um bando de Michael Jackson, parece que se tocarem nos fãs, vão pegar alguma micose.
    Hoje os jogadores não têm personalidade própria. Suas personalidades são as mesmas que seus assessores. Se os assessores disserem algo, eles repetem. Os jogadores são treinados a falar, são ensinados como cães a sentarem, rolarem, chorarem, etc… Por isso que não acredito muito nas lágrimas e nas palavras do DAVID LUIZ, muito discurso político. Esse papo de “queria fazer o meu povo, tão sofrido, feliz”, pra mim nada mais é do que o eterno sintoma de “tadinhice” ou o “Complexo de vira latas”, como disse Nelson Rodrigues. Não quero ser feliz apenas com o futebol. Quero um emprego digno, com salário digno. Quero um presidente honesto, que não seja ladrão, safado, que não pense só em si e nos companheiros de partido. Quero cultura, educação, saúde no padrão FIFA. Aliás, para finalizar, quero que a Copa, FIFA, resultado de 7 a 1… quero que tudo se FIFA! FIFA-SE tudo isso.

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