Cinema

Alan Parker morre aos 76 anos

1 ago , 2020  

Cineasta britânico Alan Parker morre, aos 76 anos, em Londres. O fato ocorreu na manhã dessa sexta-feira, 31 de julho e foi divulgado pela família.

Parker foi diretor de filmes clássicos como O Expresso da Meia-Noite, Pink Floyd – The Wall, Evita, The Commitments – Loucos pela Fama, entre outros.

Alan Parker morre aos 76 anos
Alan Parker em 1973 COLEÇÃO HULTON-DEUTSCH / CORBIS / GETTY IMAGES

Alan Parker morreu depois de uma “longa doença”, conforme um comunicado de sua família. O diretor, sempre versátil em suas conduções cinematográficas, é da mesma geração de Ridley Scott.

Apesar de nunca ter ganhado um Oscar de direção, por exemplo, Parker foi primoroso na arte de fazer um cinema comercial e mais, com sucesso de público, crítica e bilheteria, aliada a qualidade e apuro técnico.

O diretor nunca fugiu de temas polêmicos e ousou em suas obras ao abordar temas nada sutis, que levasse ao público a uma reflexão, por exemplo. Mas, por outro lado, nunca fugiu do cinema contemporâneo, no moldes que atrai o grande público.

Alan Parker antes de ser diretor

O início de sua vida profissional foi como redator publicitário e a estreia na direção ocorreu em 1976, no filme Quando As Metralhadoras Cospem, “uma sátira musical aos filmes de gângsteres que se passa na Nova York dos anos 20”, de acordo com a sinopse.

Alan Parker morre aos 76 anos expresso
O Expresso da Meia-Moite – Foto: Divulgação

Mas foi logo em seu segundo filme, O Expresso da Meia-Noite, que possui roteiro escrito por Oliver Stone, que Alan Parker se tornou o diretor consagrado que passei a admirar. Como resultado, com a direção impecável desse filme, Parker receberia a sua primeira indicação ao Oscar de melhor diretor.

Os meus preferidos de Alan Parker

Da mesma forma, mostrando sua versatilidade característica, Alan Parker dirigiu três filmes que estão entre os meu queridinhos do diretor. O primeiro foi Fama, de 1980.

Alan Parker morre aos 76 anos Fama
Elenco principal de Fama – Foto: Divulgação

Esse filme fez minha cabeça primeiro com a trilha sonora. Meu primo Jorge Luiz tinha o vinil duplo e eu ouvia sem parar, me deliciando com as fotos contidas no disco. Poucos anos mais tarde o filme em si. Pra mim era um sonho. Oito adolescentes, estudantes em uma Escola de Artes Performáticas de Nova York. Era onde eu queria estar, estudar, cantar, dançar e atuar.

Depois disso Parker colocou na tela, em imagens, The Wall, filme baseado no álbum homônimo da banda britânica Pink Floyd. Parker dirigiu essa pérola em 1982. Lisérgico como a banda.

Na mesma linha, Alan Parker dirigiu o meu preferido dele, The Commitments – Loucos pela Fama, de 1991. O filme conta a história de um grupo de jovens irlandeses, que sonham se tornar famosos em uma banda de soul. A trilha sonora é primorosa.

Alan Parker Morre Aos 76 Anos Commitments
Alan Parker e o elenco de The Commitments

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Pitadas

Crianças reagindo: casamento homossexual

19 dez , 2018   Video

(ative a legenda em português, caso ela não apareça automaticamente)

Crianças reagindo: casamento homossexual – Para ilustrar de forma clara a pureza e autenticidade das crianças, este antigo vídeo, garimpado do Youtube, mostra a reação de crianças a pedidos de casamento homossexuais. O canal também mostra crianças reagindo sobre vários assuntos e temas na web-série Kids React (Crianças Reagem), vale dar uma conferida. O canal chama-se “The Fine Bros” .

A molecada entre 5 e 13 anos, com a pureza inerente aos dessa idade, reagem aos pedidos de casamento gay. Claro, há certo incômodo por parte de alguns, mas a maioria reage de forma positiva, e mais importante, reagem de forma autêntica. O que é o certo.

Por outro lado, e infelizmente, muitos adultos ao assistirem esse vídeo da reação das crianças a pedidos de casamento homossexuais se sentirão desconfortáveis e muitos ainda acharão “errado”. Em outras palavras, assim como ninguém se torna gay por opção, também não nascemos preconceituosos. Isso é construído ao longo da nossa formação católica cristã, machista, homofóbica, misógina.

Crianças e pedidos de casamento homossexual

Sempre bom lembrar que se quisermos podemos construir um mundo melhor para todos, basta ter vontade. Educar seus filhos com consciência é um caminho. Me alegro em saber que as coisas estão mudando. De forma lenta, é verdade, mas já avançamos em alguns aspectos. O casamento homossexual é uma prova disso.

Dá um alento ao coração, por exemplo, saber que a maioria das crianças no vídeo, “Crianças reagindo: casamento homossexual” fazem isso de forma positiva. Há respostas até mesmo surpreendentes pela maturidade com que são formuladas.

Como eu fico feliz, por outro lado, vivendo tempos de intolerância escrachada, essas crianças maravilhosas dando uma aula de empatia e respeito. Crianças são tudo de bom, mas infelizmente nós, adultos, na maioria das vezes fazemos um péssimo trabalho na criação. Mas nem tudo está perdido se nos esforçarmos um pouquinho mais!

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Cinema

Dica de filme Netflix: Um Contratempo

6 dez , 2018   Video

Dica de filme Netflix – Um Contratempo.

Sei que o filme não é novo, mas eu só assisti agora e acho que vale a recomendação.

Então, se você gosta de um bom filme de suspense e quer dar uma oxigenada fugindo do padrão hollywoodiano, assista ao muito bom thriller Um Contratempo. Filme espanhol, de 2016, dirigido por Oriol Paulo, e com  Mario CasasBárbara Lennie Ana Wagener no elenco.

O filme é envolvente, tem umas reviravoltas bacanas, não é cansativo e tem plot twist no final. Tudo para agradar aos apreciadores de uma boa trama policial, no caso do filme, investigativa. Se ficou interessado, corre que está disponível na Netflix, Um Contratempo.

⇒ Sinopse e detalhes do filme Um Contratempo

Tudo está indo muito bem para Adrian Doria (Mario Casas). Seu negócio é um sucesso e lhe trouxe riqueza, sua bela esposa teve a criança perfeita, e sua amante está bem com o caso dos dois escondido. Tudo está ótimo até que Doria desperta num quarto de hotel, depois de ser atingido na cabeça, e encontra sua amante morta no banheiro, coberta com um monte de notas em euros. Pior, o quarto é trancado por dentro e não tem nenhuma maneira de entrar ou sair. Com tudo o que construiu desmoronando aos seus pés, Doria recorre a melhor advogada de defesa da Espanha, Virginia Goodman (Ana Wagener), e eles tentam descobrir o que realmente aconteceu na noite anterior.
Dica de filme Netflix: Um Contratempo
Sempre que possível vou fazer posts com dicas de filmes que estão disponíveis na Netflix e Amazon Prime e um ou outra plataforma de streaming.
Como hoje em dia temos muita oferta, consequentemente escolher o que assistir parece trabalho difícil. Muitas vezes perdemos quase o mesmo tempo decidindo o que assistir, por exemplo, do que assistindo. Além disso, ir direto ao ponto se faz importante, para não perdermos tempo e, acima de tudo, aproveitarmos melhor esse tipo de serviço.

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Quadrinhos

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos

3 dez , 2018  

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos
Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos

Meu Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos foi formatado cedo.

Ainda criança, muito influenciado pelo meu pai, eu ganhava e comprava quadrinhos diversos.

Papai me inseriu no universo Disney, mas eu também lia demais a galeria dos maravilhosos personagens do Maurício de Souza, então, a Turma da Mônica sempre foi constante nessa época.

Da mesma forma, os heróis que a DC e Marvel, além de outras editoras menores, nos presentearam em meados do século passado, fizeram a minha cabeça e me transportaram para um mundo fantástico. 

Mais que super-heróis, um portal para a fantasia

Porém, confesso aqui que os heróis da DC sempre foram os meus favoritos. Talvez o impacto que o filme Superman, dirigido por Richard Donner e imortalizado pelo ator Christopher Reeve, lançado em 1978, tenha exercido forte influência naquele garoto de 7 anos, por exemplo.

Mas, naquela época, qual criança não saiu da sala de cinema acreditando que o homem podia voar? Mais importante, qual garoto não amarrou uma toalha no pescoço, fingindo ser capa?

Como resultado dessas experiências, resolvi nesse post deixar registrado o meu Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos.

 

Meus Super-Heróis preferidos

1º – Batman 

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos

O Cavaleiro das Trevas!

O grande detetive da DC Comics, apesar de não ter superpoderes, por outro lado é um dos mais queridos personagens das HQs de todos os tempos. Criado por Bob Kane e Bill Finger, a estreia de Batman nos quadrinhos ocorreu em 1939, para deleite da garotada, que passou a ter um personagem mais próximo delas do que um extra-terrestre vindo de Krypton.

Batman já passou por muitas fases nos quadrinhos, algumas geniais, como nos anos 1970 e 1980, outras nem tanto. Mas, na década de 1980, quando ele fez parte de dois dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, escritas pelos mestres Alan Moore e Frank Miller – A Piada Mortal e Batman Cavaleiro das Trevas – o vigilante de Gotham ganhou sua “batmania”.

Essas histórias influenciaram tudo mais que viria depois delas, tanto nos quadrinhos, como no cinema e nas animações, por exemplo. Por essas e outras que o morcegão de ocupa esse espaço de o melhor personagem de hq, para mim!

2° – Superman 

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos

O último filho de Krypton

Digo último com bastante aspas, se é que você me entende

Superman, o escoteiro azulão como alguns depreciadamente o chamam, é o super-herói mais antigo das HQs. Mas, o mais importante, Superman é o ícone dos ícones no mundo dos quadrinhos.

O super-herói surgiu em 1938, pelas mãos dos jovens Jerry Siegel e Joe Shuster. Ele até já ocupou o posto de primeiro lugar em meu Top 5, quando eu era adolescente, mas isso mudou. O que não mudou é o meu carinho e apreço por Clark Kent. Não á toa eu sou um intrépido jornalista.

Com mais de 80 anos nas costas, o Super já teve altos e baixos nas HQs. Ele já morreu e ressuscitou, virou um ser de pura energia, se dividiu em dois, mas sempre será exemplo de caráter e virtude, um ícone da cultura americana e a representação da grandeza essencial em todo ser humano.

vida longa ao super!

3° – Mulher-Maravilha

top-5-herois-preferidos

Bom, ela vem da ilha de Themyscira, é uma amazona, filha da rainha Hipólita, é linda, empoderada, não precisa de nenhum macho escroto para ser o que é, ou fazer o que quer e tem um laço mágico… precisa mais? 

Claro que eu estou falando de Diana Prince, ou Mulher-Maravilha, se você preferir. Ela é a primeira heroína a ser criada. Sua primeira aparição foi na revista All Star Comics #8, em dezembro de 1941. Seu principal criador é William Moulton Marston, um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo, daí o laço mágico que impede o “prisioneiro” de mentir.

Diana se tornou um sinônimo de mulher poderosa e, mais importante, é uma das maiores defensoras da paz e da igualdade. A princesa amazona faz parte da santíssima trindade da DC Comics, ao lado de Batman e Superman.

4° – Homen-Aranha

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos

Vindo ao mundo pelas mãos de Stan Lee e Steve Ditko, no ano de 1962, Homem-Aranha e seu alter ego, o nerd Peter Parker, além dos superpoderes, apresentavam problemas comuns aos jovens de sua idade.

Esse personagem da Marvel não demorou a ganhar o coração de uma horda de fãs espalhados pelo mundo. Os adolescentes no universo dos quadrinhos, até então, eram relegados a meros coadjuvantes, ou melhor dizendo, ajudantes dos protagonistas. 

Homem-Aranha apresentava aos leitores algo com o que podiam se identificar, pois o personagem trazia em si sentimentos de rejeição, inadaptações e solidão, inerentes a muitos adolescentes. Daí o sucesso e a rápida popularidade do teioso amigão da vizinhança.

5° – Wolverine

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos-wolverine

Wolverine, codinome Logan.

Esse personagem, que tem um passado nebuloso, foi criado por Len Wein, John Romita e Herb Trimpe.

Sua primeira aparição data de 1974, em uma revista do Incrível Hulk

Wolverine, além de ser o mutante do universo Marvel mais popular, faz parte do grupo X-Men, claro, e possui sentidos afiados, capacidades físicas aprimoradas, fator de cura e três garras retrateis, que já foram de osso, de adamantium, voltaram a ser de osso e por aí vai…

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Spawn

Top 5 – Super-Heróis dos quadrinhos-spawn

Antes de apresentar os meu Top 5, quero fazer uma menção honrosa ao Spawn – sim, esse personagem já foi muito legal. Surgido em meados da década de 1990 pelas mãos Todd McFarlane, na editora Image Comics. Eu colecionei as revistas até o número 105 e tenho elas até hoje, entre tantas outras.

Então, esse foi meu top 5 de heróis dos quadrinhos. você concorda, discorda?

Deixa aqui nos comentários a sua opinião e o seu Top 5, que eu vou ficar amarradão em saber!

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Música

Pitadas Entrevista: Juba, da Blitz

2 set , 2018   Video

Pitadas Entrevista: Juba, da Blitz – O baterista Roberto Gurgel, o Juba da Blitz, recebeu o Pitadas do Sal em sua casa. O bate-papo foi incrível, com muitas histórias ligadas ao rock nacional. Como resultado, um vídeo longo que renderia mais, com certeza.

Juba participou do Made In Brazil e Joelho de Porco e tocou com vários outros artistas, antes ingressar na Blitz. Ele “substituiu” Lobão, que saíra após o lançamento do primeiro disco da banda.

Pitadas Entrevista: Juba, da Blitz

Juba, da Blitz e tantas outras bandas

Dizer que o Juba já era lenda em São Paulo, antes de ingressar na Blitz, pode não ser exagero.

Morador do bairro Pompéia e amigo da rapaziada roqueira de lá, como Luiz Carlini, por exemplo (que foi nada mais nada menos, ao lado de Lee Marcucci, fundador da Tutti-Frutti), Juba fez um estúdio em sua casa para ensaios dele e dessa rapaziada. Algo incomum na época.

Vale ressaltar, certamente, que nesse estúdio ensaiava além da rapaziada da Pompéia, cantores emergentes, como Fábio Jr.

Influenciado pelo melhor da bossa-nova, o cara cresceu na efervescência dos festivais de música da Record, nos anos 1960, mas, por outro lado tendo The Who injetado na veia, Juba se apaixonou perdidamente pelo Hard Rock setentista

Juba tocou com Fush, Tutti Frutti, Made in Brazil, Joelho de Porco, entre outros.

Então, não é incorreto dizer que antes de ser o Juba da Blitz, Juba foi e é do rock!

Pitadas Entrevista Juba, da Blitz

O Pitadas Entrevista: Juba, da Blitz foi mais que um prazer para mim e para meu brother Kiko que temos a Blitz como uma banda importantíssima para nossa formação.

Certamente, melhor do que ficar aqui me lendo, dá um play no vídeo e se delicie com essa papo. De brinde, Juba nos apresenta parte de sua maravilhosa coleção musical.

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Música

40 anos de Boca Livre e um novo álbum para celebrar

3 ago , 2018   Video

40 anos de Boca Livre e um novo álbum para celebrar – Ao celebrar 40 anos de carreira em 2018, o grupo carioca Boca Livre lança novo álbum, Viola do Bem Querer, após um hiato de mais de seis anos.

O álbum está em gestação atualmente. O disco está previsto para sair esse ano. Mas, por outro lado, imprevistos ocorrem e não se espantem se o novo trabalho do Boca Livre sair ano que vem.

Com 40 anos de estrada o Boca Livre conta com uma carreira sólida. Embora a trajetória do grupo tenha passado por algumas idas e vindas.

Mas, hoje, David Tygel, Lourenço Baeta, Maurício Maestro e Zé Renato na formação, embala os saudosos e novos fãs com um novo trabalho.

Os vocais do Boca Livre 

O belo álbum Amizade foi o último disco do Boca Livre e saiu em 2013. Depois disso, o grupo fez uma pausa e agora retorna com um repertório de belas canções e arranjos vocais bem construídos.

Belos arranjos vocais sempre fora um dos pontos fortes e, acima de tudo, características marcantes na obra do grupo.

No novo álbum, canções como o samba Vida da minha vida (Moacyr Luz e Sereno, 2008) e a a clássica Amor de índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1978).

Lançada por Beto Guedes há 40 anos, a releitura de Amor de Índio pelo Boca Livre traz frescor á obra original e é uma ótima oportunidade dessa meninada mais jovem, que não conhece o grupo, ter contato com essas obras marcantes!

Quem está curioso pode ouvir algumas músicas do disco nas vozes do grupo. O Boca Livre adianta parte do repertório no show que faz esta semana na casa Tupi or not Tupi, na cidade de São Paulo (SP), de sexta-feira, 3 de agosto, a domingo.

40 anos de Boca Livre e um novo álbum para celebrar

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Música

Um bolero do Detonautas com Alcione

31 jul , 2018  

Um bolero do Detonautas com a participação de Alcione – O sexto álbum do grupo carioca Detonautas Roque Clube, lançado no ano passado e batizado VI, ainda rende muitos bons frutos aos rapazes.

Em primeiro lugar, vale lembrar que regravações do álbum VI se tornaram regra esse ano. Por outro lado, os velhos fãs da banda não ficam triste com o mais do mesmo “recauchutado”.

Da mesma forma que no mês passado o grupo relançou um dos hits do álbum, a canção Por Onde Você Anda?  com a participação de Lucas Lucco, dessa vez o Detonautas regrava a abolerada Você vai lembrar de mim.

O inusitado da versão é que essa conta com a participação luxuosíssima de nada mais nada menos que a diva Alcione, a eterna Marrom.

Um bolero do Detonautas com a participação de AlcioneFoto: Divulgação DRC / Fabiano Santos

Segundo o guitarrista Renato Rocha, a ideia é resgatar as canções do álbum VI, que tem repertório pautado por canções de amor, com a participação de artistas que são de outras vertentes musicais.

“A ideia é reunir essas faixas com participações especiais para um lançamento comemorativo dos 20 anos do grupo, formado em 1997”, conta Renato.

A participação de Alcione na balada Você vai lembrar de mim foi registrada no estúdio Biscoito Fino, no Rio de Janeiro, com o toque do acordeom de Fabrizio Lorio, músico convidado do disco.

Da mesma maneira como ocorreu com Lucco, a gravação com Alcione, realizada em 23 de julho, será lançada em single nas plataformas digitais.Um bolero do Detonautas com Alcione

Um bolero do Detonautas com Alcione

Um bolero do Detonautas com Alcione

Fotos: Divulgação DRC / Fabiano Santos

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Pitadas

Pérolas Negras de Melodia em show de Pedro Luís

27 jul , 2018   Video

Pérolas Negras de Melodia em show de Pedro Luís

O carioca e discípulo do Negro Gato do Estácio, Pedro Luís, revisita repertório de Luiz Melodia.

O repertório do “negro gato” do Estácio é apresentado em versões originais no show Pérolas negras – Homenagem a Luiz Melodia. 

Esse fato, por si só, já é motivo de comemoração. Mas, a homenagem partindo de alguém que é, acima de tudo, um verdadeiro admirador de Luiz Melodia, torna o fato ainda mais relevante.

No espetáculo, Pedro não quis apenas reproduzir os arranjos originas das canções maravilhosas de Luiz Melodia, por exemplo. O artista, acima de tudo, quis colocar sua própria marca e suingue.

As Pérolas do show de Pedro Luís

Dentre as canções do repertório, Pedro traduz ao seu estilo, a dor do samba Estácio, Holly Estácio (Luiz Melodia, 1972) em tom terno.

Da mesma forma evoluiu sinuoso no Forró de janeiro (Luiz Melodia, 1973).

Pedro ainda expõe com fluência a arquitetura melodiosa de Objeto (Luiz Melodia, 1973). Nesse número, o iluminador Cesio Lima tinge o palco de vermelho em sintonia com a cor dos versos.

Além disso reitera que a música de Melodia está viva na cadência samba-canção-jazz de Abundantemente morte (Luiz Melodia, 1973).

Clássicos como Vale quanto pesa (1973),  Magrelinha (1973), Congênito (1975), com citação de Ébano (1975), fazem o espetáculo ainda mais estrelar.

Ah, não posso esquecer de Objeto H (1973), com uma gaita marota de Milton Guedes, que na mesma linha que as outras releituras, engradecem a obra de Melodia.

Produzido com caprichada direção artística de Bianca Ramoneda, o mais importante é que o show Pérolas negras – Homenagem a Luiz Melodia, traz Pedro Luís em contínua evolução como intérprete. Artista que gravitou em torno da cidade que gerou Luiz Melodia.

Parabéns Pedro por apresentar essa linda homenagem a um dos grandes músicos de nossa constelação da MPB e, da mesma, forma manter viva a memória de Melodia.

Salve Luiz Melodia!, mostrando o brilho perene da obra desse gênio conterrâneo que, a despeito de todas as cobranças, se fez forte feito nobre humano. 

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Nara Leão tem shows reunidos em um box de CDs

26 jul , 2018  

Nara Leão tem shows reunidos em um box de CDs

Nara Leão tem shows reunidos em um box de CDs

Sempre achei Nara Leão uma fofa, além de uma artista incrível que com sua inteligência e bossa lançou compositores e tendências com uma discografia totalmente em sintonia com seu tempo. Infelizmente nos deixou cedo demais e nunca, em sua carreira, chegou a lançar um único disco ao vivo solo, fato remediado pelo selo Discobertas.

Para suprir o desejo dos fãs e apreciadores da boa música, chega ao mercado a caixa, ou box, como você preferir, Nara Leão – Ao vivo anos 60 / 70 / 80, lançada esta semana. O item tem valor histórico, documental e artístico imensuráveis. São quatro CDs com registros inéditos de shows feitos por Nara em 1965, 1972 e 1978 e 1985.

Em sua carreira a capixaba Nara tem registros de shows ao vivo, mas em apresentações coletivas, como Opinião e 5 na Bossa. Ela era um tanto quanto avessa aos palcos por não se sentir a vontade, em sua timidez, em encarar o público.

O primeiro CD apresenta gravações de shows de 1965. A ficha técnica informa que as oito músicas foram captadas em São Paulo, sem mencionar o local e a data exata da apresentação. O segundo disco traz à tona o registro de 11 músicas de show apresentado por Nara em setembro de 1972, no Rio de Janeiro (RJ), sob direção geral de Tarso de Castro, embora não haja informação sobre o local do show, feito com banda formada por virtuoses do naipe do flautista Copinha (1910 – 1984), do pianista Dom Salvador e do saxofonista Paulo Moura (1932 – 2010).

Nara Leão tem shows reunidos em um box de CDs

O terceiro disco avança seis anos no tempo e apresenta Nara em show gravado ao vivo em 26 de janeiro de 1978, no Teatro da Galeria, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Nessa apresentação, Nara canta com o toque do conjunto Os Carioquinhas, formado em 1976 com ninguém menos do que o adolescente prodígio Raphael Rabello (1962 – 1995) no violão de sete cordas.

O quarto e último disco traz o registro mais completo do lote de gravações de shows da caixa. Trata-se de gravação ao vivo de show de voz e violão (o da própria Nara) feito pela artista em 30 de março de 1985 no Minas Centro, em Belo Horizonte (MG).

Nara Leão – Ao vivo anos 60 / 70 / 80 foi produzido pelo pesquisador musical Marcelo Fróes, com aval da filha de Nara, Isabel Diegues. Os quatro discos da caixa  ganham edições cuidadosas, com reproduções das letras das músicas e com sucintos textos escritos pelo jornalista Renato Vieira para os encartes de cada disco com a contextualização da vida e obra de Nara Leão na época de cada show. Imperdível.

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Carnaval na obra do Mundo Livre S.A. ganha reedição

25 jul , 2018  

Carnaval na obra do Mundo Livre S.A. ganha reedição

Gravado há 20 anos, o terceiro álbum do grupo pernambucano Mundo Livre S.A., Carnaval na Obra é o primeiro sem o músico Otto, que debandou para uma carreira solo. O (re)lançamento se dá através da série Clássicos em Vinil, da Polysom, neste mês de julho.

O Mundo Livre é precursora, ao lado de Chico Science & Nação Zumbi, do movimento que sacudiu o pop nacional nos anos 1990, conhecido como Mangue Beat. Otto e Fred Zero Quatro são os nomes do grupo que mais se destacaram, ao lado de Chico no cenário recifense. O terceiro álbum do Mundo Livre foi também o primeiro título do catálogo da então nascente Abril Music, gravadora que iria turbinar o mercado fonográfico do Brasil, no comando do executivo Marcos Maynard, até sair de cena por conta das próprias pretensões faraônicas.

Carnaval na obra do Mundo Livre S.A. ganha reedição

Gravado com a formação Fred Zero Quatro (voz, cavaquinho, guitarra, violão, banjo e surdo), Tony (bateria, caixa de ferramentas, programação de bateria eletrônica e vocal), Fábio (baixo), Bactéria (teclados, guitarra e vocal) e Marcelo Pianinho (percussão), o álbum Carnaval na obra foi idealizado por quatro produtores – Apollo 9, Carlos Eduardo Miranda (1962 – 2018), Eduardo BiD e Edu K – e deixou marcada músicas como Bolo de ameixa e Quem tem bit tem tudo, ainda relevantes no repertório da banda 20 anos após o lançamento do disco.

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