50 pôsteres de filmes adaptados em GIFs animados

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Para divulgar seus filmes, estúdios/produtoras não poupam esforços (às vezes parece que poupam sim) para criar algo bacana, um chamariz ao público para instigá-lo a ir ao cinema, ou comprar o filme. Imagens, já diz o ditado, valem mais que palavras. Agora, saca só essas 50 montagens/adaptações na galeria abaixo, com cartazes de filmes em Gifs animados. Não sei você, mas eu achei muito bacana! Deixa aí nos comentários sua opinião.

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Casablanca – Um dos meus filmes preferidos

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“Estou de olho em você garota”, “Louis…, eu acho que este é o começo de uma bela amizade!”, “Toque, Sam. Toque As Time Goes By”, “Reúna os suspeitos de sempre!”, “Nós sempre teremos Paris…”, “De todos os botecos, em todas as cidades, de todo o mundo, ela entra no meu!”. O quê que essas frases têm em comum? Todas são ditas no clássico Casablanca e ficaram eternizadas na memória de centenas de milhares de fãs da película no mundo todo.

Por que eu gosto desse filme? Simplesmente porque ele é foda é o máximo. Pensar que foi feito sem grandes pretensões do estúdio, o torna ainda mais especial pra mim, sem contar que tem os melhores diálogos da história do cinema e uma trilha sonora fantástica.

Mesmo quem nunca assistiu ao filme sabe do que ele trata, conhece alguma dessas frases acima, ou, ao menos, conhece os personagens Richard “Ricky” Blane e Ilsa Lund Laszlo, imortalizados por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

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A trilha sonora inesquecível, As time goes by, com letra e música de Herman Hupfield, ajudaram Casablanca a entrar para o rol das produções de Hollywood como um dos filmes mais amados e lembrados pelo público, ocupando o posto de 2º melhor filme de todos os tempos. Só perde para Cidadão Kane. (isso em algumas listas, claro)

Até ganhar as telas de cinema e tornar-se um ícone na história da Sétima Arte, Casablanca teve diversos roteiros. Foi em 1938, durante a ocupação européia na 2ª Guerra Mundial, em visita a um café no sul da França, que o escritor Murray Bumett teve a idéia de escrever um romance, “Everybody Comes to Rick’s”. Em 1941 o livro foi adaptado para uma peça teatral. Porém, antes de ganhar os palcos, a Warner Bros adquiriu os direitos do romance, já intitulado Casablanca. Sua estréia nos cinemas foi em 1942.

Vencedor do Oscar de melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro em 1944, além das indicações de melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor fotografia, melhor edição e melhor trilha sonora, Casablanca virou lenda. Se você já assistiu, reveja comprando ou locando a edição dupla em DVD, recheado de extras interessantes. Para quem não viu. Não perca a oportunidade e tome parte da magia de Casablanca.

Confira a galeria de pôsteres do filme

300

Arte dos quadrinhos escrito por Frank Miller

A Graphic Novel de Frank Miller, publicada em 1998 e batizada no Brasil de Os 300 de Esparta, é umas das histórias em quadrinhos mais maneiras que já li. Quando anunciaram o lançamento para o ano de 2006 (aqui no Brasil em 2007) da adaptação cinematográfica da história, me empolguei com a possibilidade de ver transporta para a telona, uma das minhas graphic prediletas. Ainda bem que a espera não foi em vão e o filme faz jus a história, com um visual muito foda bem feito.

Arte da Graphic Novel escrita por Frank Miller
Arte da Graphic Novel escrita por Frank Miller

Mesmo não recebendo nenhuma indicação ao Oscar de 2008, o filme 300 é um bom filme, honesto ao que se propõe. Aliás, a adaptação é competente e só enleva o original de Miller, que por sua vez é a sua versão pessoal da história real da batalha entre gregos e persas. Zack Snyder, o diretor, realizou uma adaptação fidelíssima da história em quadrinhos, carregada de imagens literalmente fiéis a obra.

Snyder aceitou o desafio de levar para os cinemas uma graphic novel cultuada pelos fãs e tida como um dos mais elaborados e importantes trabalhos feitos por Frank Miller e colorido por sua (ex) esposa, Lynn Varley. Os fanáticos por história em quadrinho (HQ) não poderiam imaginar que o resultado fosse tão bom. E o bacana é que Frank Miller acompanhou os trabalhos de perto, conferindo autenticidade à obra cinematográfica.

Fidelidade a obra original
Fidelidade a obra original

Com Gerard Butler, Rodrigo Santoro e Lena Headey no elenco, a trama gira em torno do embate entre persas, liderados pelo Rei Xerxes (Santoro) e espartanos, sob comando do Rei Leônidas (Butler). A resistência de Leônidas, com sua guarda de elite e alguns poucos gregos, encurralam numa certa região da Grécia, centenas de milhares de persas de forma violenta e sanguinária.

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A célebre Batalha nas Termópilas é linda e cruelmente reproduzida nas telas. O visual do filme é primoroso, com o diretor Snyder mostrando todo seu talento. A narrativa é inquietante, afiada, com recursos gráficos de computação muito bem empregados a favor da história. Diferente do que acontece em produções recentes, onde esta solução às vezes é utilizada para cobrir falhas.

300 é filme para assistir na tela grande do cinema, aproveitando todos os recursos que uma boa sala de projeção proporciona. Mas para rever a obra, ou tomar contato pela primeira vez, vale e muito assistir novamente em uma boa tela plana acoplada a um sistema de Home Theater. Eu tenho o DVD e o Blu-Ray. Eu sou colecionador. Mas, se você não é, peça emprestado. Vale a pena assistir de novo, afinal, “This is Sparta!!!!!!”.

A sequência

A continuação de 300 tem estreia prevista para o dia 7 de março próximo. A nova história do longa metragem, com o título de 300: A Ascensão de um Império, transcorre paralela à Batalha das Termópilas do primeiro filme e explica as origens do rancor de Xerxes contra os gregos.

Em declaração a imprensa, no ano passado, Frank Miller disse:
“A trama começa dez anos antes de 300, em Maratona – que foi sensacional de desenhar, apesar da trabalheira. O escopo é muito maior. A trama se passará ao longo desses dez anos, não apenas três dias, e trata de assuntos vastos: a frota naval de Atenas, espionagem… O protagonista é Temístocles, que se tornou o general grego e construiu a frota naval de Atenas. A história é diferente de 300 porque envolve a busca de Xerxes pelo endeusamento. A existência de deuses é um pressuposto desta história, e a ideia é que ele está a caminho de se tornar uma deidade”.

I’m Not There (Não Estou Lá) – Bob Dylan

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Gosto muito do Bob Dylan. Aprendi a apreciar sua música, antes mesmo de compreender suas letras, na minha infância e adolescência, com meus primos Beto e Nelson. Mais tarde, mesmo sem dominar o inglês, buscava traduzir suas canções (o que com a Internet ficou ainda mais fácil) para absorver suas mensagens. Afinal, estou falando de um dos maiores letristas do século XX. Não me tornei um expert como meu amigo Márcio Grings ou meu outro brother Zé Alfredo, mas…

Pois bem, para compreender melhor a obra do bardo americano, existe um filme genial chama I’m Not There (aqui no Brasil foi batizado com o título em português “Não Estou Lá”). Não é nenhum lançamento, o longa é de 2007, mas vale o resgate para quem não conhece ou mesmo para rever.

I´m Not There é dirigido por Todd Haynes e conta um pouco da persona de Mr. Robert Allen Zimmerman, um ícone da cultura pop que ganhou o mundo nos idos dos anos 1960 e influenciou toda uma geração de jovens ansiosos em mudar o planeta. Foi em 1962 que Zimmermam, na época, surgiu como Bob Dylan.

Mas não pense que a película é uma biografia convencional sobre o cantor. Nada disso. Bob Dylan e sua obra, se pudessem ser descritos em uma única palavra, seria plural. Por isso mesmo o diretor do filme baseia-se nas lendas por trás do mito para nos trazer os fatos marcantes na vida de Dylan. Seis atores distintos foram escalados para dar vida as diferentes fases do cantor e compositor autor de Blowin’ In The Wind e Like a Rolling Stone. Cate Blanchet, Marcus Carl Franklin, Ben Whishaw, Christian Bale, Heath Ledger e Richard Gere. Palmas para o diretor, pois esta decisão foi acertadíssima. Dylan, apesar de negar, viveu os vários “Dylans” de sua conturbada personalidade.

Cate Blanchett como Dylan
Cate Blanchet como Dylan

Elogiado por público e crítica o filme I´m Not There merece o destaque da interpretação de Cate Blanchet que ganhou o prêmio Copa Volpi de melhor atriz, no festival de Veneza de 2006. No filme ela está morena, de óculos escuros e cabelos cacheados. A cara do Bob Dylan dos anos 1960.

O bacana também é que Bob Dylan autorizou a inclusão de suas canções originais no filme, dando um charme a mais na produção do longa metragem, que por si só já está caprichadíssima. Então se você gosta de Dylan, de cinema e boa música… Não deixe de conferir. Continuar lendo “I’m Not There (Não Estou Lá) – Bob Dylan”

Across The Universe

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Tem muita gente que torce o nariz para musicais. Eu gosto de muitos, principalmente os clássicos, mas não de todos. O filme Across The Universe se encontra na primeira categoria. Além de ser um musical muito bacana, ele é conduzido pelas músicas dos Beatles em versões emocionantes, ao menos pra mim, e bem diferentes das originais.

Dirigido por Julie Taymor, esse longa americano foi lançado em 2007 e traz uma história de amor ambientada na turbulenta década de 1960. A trilha dos Fab Four e as referências a obra deles fará a cabeça de novos e velhos fãs do quarteto.

No elenco estão os ingleses Jim Sturgess e Joe Anderson e a americana Evan Rachel Wood. Além do trio, o filme traz deliciosas participações especiais de Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek. Jim e Evan dão vida aos protagonistas da história, Jude e Lucy (olha a referência aos Beatles aí). Os dois, aliados a uma pequena trupe, são atraídos pelos movimentos contrários a guerra e da contracultura, além das viagens para explorar a mente e o embalo do rock n roll.

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Para a viagem, Dr. Robert e Mr kite (mais referências), vividos por Bono e Eddie Izzard, são os guias. Personagens fantásticos em uma época que os comportava. Tudo isso regado as composições de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison e… Ringo Starr (sim, ele compôs Flying junto com os outros três).

Liverpool e Greenwich Village são alguns dos cenários na trama. No meio de um turbilhão de emoções e conflitos o jovem casal de separa. Mas é aí que Jude e Lucy, contra todos e tudo, precisam encontrar um jeito de voltarem um para o outro. Tudo no filme é relacionado aos Beatles e possui várias referências a obra do quarteto em cenas e diálogos. Se você ainda não teve a oportunidade de assistir, não perca tempo. Se já viu, vale ou não vale o repeteco? Nem que seja para escutar os clássicos com nova roupagem. Ah, tb é uma dica bacana para assistir com a(o) namorada(o), esposa (marido), amigo, amante e se transportar para um mundo mágico que somente os bons musicais proporcionam.

Low – O Exílio Voluntário de David Bowie

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Capa do disco Low

Não lembro quando foi que comecei a ouvir David Bowie a sério. Sei que foi tardiamente, perto dos 30 anos. Antes, só conhecia o que havia tocado nas rádios, na década de 1980. O camaleão Bowie me era familiar pelo clipe de Dancing in the Street, ao lado de Mick Jagger e do filme Labirinto, que não assisti, mas bombou na década mais pop da música ocidental. Mas foi movido pela curiosidade que fui vasculhar a discografia do cara. Ouvia dos mestres do assunto que os álbuns de 1970 é que eram o bicho. Então, fui garimpar.

Para os iniciados no rock o ano de 1977 é incontestável como o ano do punk, data fundamental para a história do ritmo e o louro de olhos bicolores já pressentia, quatro anos antes dessa subversão rítmica, os sintomas da estagnação por qual passava a música nessa década. Foi aí que ele trocou a Inglaterra, onde reinava absoluto, pela América.

David Bowiw Eyes olhos - Pitadas do Sal

O cara chegou chutando o pau da barraca e em entrevistas que concedia nos Estados Unidos, chamava o rock de “música de gente burra”. Radical ou marqueteiro tentando chamar os holofotes americanos em sua direção? O fato é que ele anunciou sua inclusão à carreira de ator e a soul music “plastificada” dos sul dos EUA. Resultado? O álbum foi um dos precursores da discothèque.

Nos dois anos em que viveu em solo americano, antes de se isolar em Berlim, faturou um Grammy com Fame (parceria com John Lennon) e protagonizou o filme O Homem que Caiu na Terra. Ah, também gravou o álbum Station to Station, o qual o crítico Allan Jones, do Melody Maker, avaliou como “o mais revolucionário da década”. Pra mim, não foi.

Isso tudo eu quis contar para chegar no grande clássico do cara e que não pode faltar em sua coleção. O que eu considero revolucionário mesmo é o álbum de 1977, batizado Low, cuja capa é uma foto do filme que ele fez nos EUA e alude o tema central das poucas e curtas letras do disco.

O álbum gira em torno do tema que remete ao exílio voluntário à capital alemã. “Azul, elétrico azul/ é a cor do quarto onde vou viver/ venezianas fechadas o dia todo/ nada para ler, nada para dizer/ vou me sentar e esperar pelo dom de som e visão” (em “Sound and Vision”).

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Low é um dos discos mais influentes do rock e contou com a colaboração de outro mestre, Brian Eno (tecladista, ex-Roxy Music), dando início a trilogia de Berlin de Bowie (Heroes e Lodger completam a tríade, todos em colaboração com Eno).

Mas é em Low que Bowie inicia seu flerte com o rock alemão e incorpora a eletrônica na música de forma quase obsessiva. Eno, famoso pelo uso de sintetizadores em seus trabalhos, com seu domínio criativo da parafernália dos estúdios de gravação, deixa o velho camaleão fascinado.

Na época, Bowie declarou sobre as faixas instrumentais do lado B do álbum: “Essas músicas são mais uma observação, em termos musicais, de como eu via o Bloco Oriental. Era algo que não podia expressar em palavras. O que precisava era de texturas, e de todas as pessoas que eu já ouvi compor texturas, as de Brian Eno eram as que mais me agradavam”.

Não deu outra. As texturas sonoras criadas para Low foram chupadas por uma série de artistas e acabou virando gênero musical, chamado cold wave (espécie de tecnopop mais cerebral ou meditativo e desacelerado). Bowie abriu a torneira da fonte que outra lenda do rock, o Joy Division, iria beber no clássico Closer, lançado em 1980. Vale dizer que antes de se chamar Joy Division, o grupo atendia por Warsaw – extraído de “Warzawa”, faixa que abre o lado B de Low.

 


Se você conhece, que tal ouvir de novo? Se nunca ouviu, o que está esperando?