Bate-Papo #02 – com Charles Zimmermann

O jaraguaense Charles Zimmermann é um viajante com selo de qualidade aprovado pelo Inmetro. Professor e escritor, em seu mais recente livro, Travessia – 747 Dias de Bicicleta Pelo Mundo, publicado pela editora Camus, Zimmermann narra sua viagem em busca de conhecimento. Detalhe que ele fez isso montado em uma bike.

Charles Zimmermann

Foram 747 dias “sozinho”. Zimmermann pedalou por 40 países, em quatro continentes. O fascínio pelo exótico fez o escritor travar contato com culturas tão diferentes da nossa, que só mesmo convivendo um pouco com essas pessoas foi possível absorver o estilo de vida delas. E é este contato próximo que o autor de Travessia – 747 Dias de Bicicleta Pelo Mundo, vivenciou e apresenta no livro.

Confira o bate-papo para o Pitadas do Sal, e conheça um pouco mais desse ilustre catarinense de Jaraguá do Sul.

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Seis Playmates das décadas de 1950 a 1970 hoje em dia (+18)

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Um artigo publicado pela New York Magazine resgatou as garotas do mês da revista Plavboy dos anos 19850 a 1970. O artigo (em inglês) pode ser conferido aqui. Seis senhoras contam a experiência de ser uma playmate, símbolo sexual de várias gerações, em uma época recheada de tabus nos Estados Unidos da América. Se voê tem mais de 18 anos, confira a galeria… Continuar lendo “Seis Playmates das décadas de 1950 a 1970 hoje em dia (+18)”

O passado revelado em fotos “raras”

O “raras” do título está entre aspas pois, após colocada na rede, as imagens deixaram de ser raras, né? Mas de qualquer maneira, o que vale é o registro. Confira na galeria uma série de fotos de bastidores do mundo das artes e das celebridades.

A coletânea de imagens é do site qga.com.br

Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles (+ Entrevista com Geoff Emerick)

Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles
Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles

Lançado nos EUA em 2006 pelo engenheiro de som dos estúdios EMI, Geoff Emerick, com a ajuda do jornalista Howard Massey, Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles narra a trajetória de Geoff, desde sua adolescência, quando conseguiu a vaga de estagiário de assistente de engenharia de som no lendário estúdio Abbey Road até os dias atuais. Porém, como o próprio título do livro entrega, é a sua convivência nos estúdios com os quatro rapazes de Liverpool, desde sua primeira gravação, em 1962, até o último álbum da banda, em 1969, a cereja do bolo e a razão de ser das memórias de Geoff no livro.

Aqui no Brasil o livro chegou apenas no final do ano passado, através da editora Novo Século, o livro é mais voltado aos fãs dos Beatles, ou para aqueles interessados em como as gravações funcionavam 50 anos atrás. De forma simples, mas não menos interessante, Geoff conta detalhes técnicos e truques usados nos estúdios de gravação para dar forma as ideias pouco convencionais de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Sempre sob o olhar atento do produtor George Martin, o leitor entra nas estruturas do estúdio e viaja no tempo em que clássicos álbuns como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band foram registrados em míseros quatro canais de gravação.

Geoff em algum momento dos anos 2000
Geoff em algum momento dos anos 2000

Mesmo na correria do dia a dia, eu consegui a proeza de ler o livro em apenas uma semana, tamanha é a sede de saber mais e mais sobre as gravações contadas de maneira atraente pelo autor. Confesso que, após concluir a leitura, eu fui ouvir várias das músicas gravadas por Geoff, com fones de ouvido, para prestar atenção nos detalhes, nas minúcias, nos truques e “erros” abordados de forma apaixonada pelo engenheiro de som. Faça a experiência. Confesso que você jamais ouvirá A Day In The Life ou Tomorrow Never Knows, da mesma maneira que antes.

Geoff, por amar tanto a música é capaz de enxergar cores quando a ouve, por isso, diz que pinta quadros com as canções. Por seu amor e dedicação sabemos como um pedido inusitado de Lennon como, “faça minha voz soar como o Dalai Lama cantando no alto de uma montanha”, para Tomorrow Never Knows, tomou forma em 1966, na gravação do disco Revolver, usando os parcos recursos que mesmo um grandioso estúdio, como o da EMI (que só viria a ser chamado de Abbey Road após o lançamento do disco dos Beatles com o mesmo nome), oferecia na época.

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Ringo Starr entrega ao engenheiro de som, Geoff Emerick, o Grammy de “Melhor Engenharia de Gravação” para Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, enquanto o produtor George Martin apenas observa (Mar/1968)

Além de narrar os bastidores das gravações de vários clássicos dos Beatles, Geoff também nos brinda com particularidades sobre as personalidades de cada um dos integrantes no estúdio, durante as várias fases da carreira do grupo. O engenheiro de som, cargo que conquistou aos 19 anos, às vésperas da gravação de Revolver, nos mostra desde a época em que os Beatles eram vistos com desconfiança pelos funcionários da EMI em 1962, os dias de glória e inovações nos estúdios – quando os quatro músicos resolvem parar de excursionar e se dedicar apenas às gravações a partir de Revolver – a fase “pesada” do registro do Álbum Branco, até a despedida com Abbey Road, quando nunca mais os quatro se reuniram para qualquer outra atividade musical.

Muito já se escreveu sobre os Beatles, alguns livros são muito bons, outros apenas caça níqueis. Minha avaliação sobre se vale a pena ler Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles, é SIM. Geoff nasceu para ser engenheiro de som, mais que isso, ele nasceu para gravar os Beatles. Por ser testemunha ocular da história musical dos Fab Four, Geoff nos apresenta um relato diferenciado, uma nova visão da banda, ao contrário do maciçamente abordado em tantas outras que existem por aí.

Parabéns para editora Novo Século em trazer este livro para o Brasil. Antes tarde do que nunca.
Boa leitura! 😉

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O que é doppelgänger?

A expressão é alemã: Doppel = Réplica + Gänger = Andante, e tem por significado algo como um “duplo andante”. Esse termo surgiu na Internet um tempo atrás e é utilizada para pessoas que são  a cara de um e fucinho da outra muito parecidas, mas não possuem qualquer parentesco. É uma parada muito sinistra. Confira abaixo alguns casos de pessoas famosas, comparadas com fotos de pessoas antigas. S-I-N-I-S-T-R-O.

*Seleção originalmente feita pelo site Frigideira

Paparazzi – Na caça aos artistas

O jornal espanhol, El Pais, publicou uma galeria com algumas imagens captadas por paparazzis que estão expostas no museu Pompidou de Meltz, na França. A mostra tem por objetivo avaliar a influência da foto “roubada” no cânone estético contemporâneo. Mais de 600 fotografias integram a exposição.
Leia a matéria completa aqui.

Kurt Cobain terá biografia em quadrinhos lançada em abril nos EUA

Biografia de Kurt Cobain
Biografia de Kurt Cobain

Uma notícia bem bacana que une duas paixões que tenho, música e quadrinhos. Acabei de ler apouco na Internet que o vocalista/guitarrista/compositor do Nirvana, Kurt Cobain, “ganhou” uma biografia no final de 2013, em formato HQ.

Escrita por Danilo Deninotti e desenhada por Toni Bruno, Kurt Cobain: When I Was An Alien, sem previsão de lançamento no Brasil, foi publicada na Itália, pela editora Edizioni BD e mostra a infância e a juventude de Cobain. Em abril a edição deve ganhar uma versão americana, através da editora One Peace Book, terá 100 páginas e chegará às comic shops americanas ao preço de US$14.

Sinopse: “Enquanto crescia, Kurt Cobain acreditava que era um alienígena e que seus pais não eram seus pais de verdade. Ele achava que seria resgatado por sua raça original mais cedo ou mais tarde, ou pelo menos conheceria outros como ele. Eventualmente, Kurt conheceu garotos que pensavam da mesma maneira e criou o Nirvana, a banda que “mudou” o mundo da música para sempre. Criada por dois novos quadrinistas italianos, esta graphic novel de não-ficção acompanha o crescimento de Kurt Cobain, de sua infância à fama mundial que veio com o lançamento de Nevermind, mostrando como a vida suburbana pode ser dura para um adolescente e como a música e a amizade ajudam a preencher esse vazio, especialmente quando alguém se sente diferente. Sozinho.”

 – Imagens e sinopse divulgado pela Bleeding Cool –

Eu preciso dizer que te amo – por Cazuza, Dé e Bebel

“Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece: como não fui quem fiz!?”. Inspirado por esse mote da letra de Certas Canções, de Tunai e Milton Nascimento, gravada pelo Bituca em 1982, no álbum Ânima, eu quero iniciar uma série comentando um pouco dessas músicas que admiro tanto. E não poderia começar com uma canção que desde a primeira vez que ouvi, aos 16 anos de idade, fiquei extasiado…

Cazuza Pitadas do Sal

Eu Preciso Dizer Que te Amo

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada gesto teu uma bandeira
Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

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Cazuza, Bebel e Dé, amigos na vida e na música

O local da criação de Eu Preciso Dizer Que Te Amo foi uma propriedade que a família de Cazuza possuía, em Fazenda Inglesa, Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Foi composta a seis mãos por Bebel Gilberto, Dé Palmeira (na época namorados) e Cazuza.

Inspirado com a melodia sendo criada, Cazuza – que na época estava lendo muito a Bíblia –  introduziu na letra os seguintes versos: Eu preciso dizer que te amo, desentalar esse osso da minha garganta. Bebel conta que Cazuza queria usar isso e disse a ele que os versos eram muito fortes. “Caju, essa parte não está encaixando muito bem, não tem outra coisa que você queira dizer?”, sugeriu a cantora. Eu fiz uma busca no Google para ver se encontrava esse trecho da Bíblia, mas não obtive resultado.. De acordo com Bebel, esta foi a última música feita para o disco de estreia dela, um EP (extended play), lançado pela WEA, em 1986, batizado com o nome da cantora.

Primeiro disco de Bebel Gilberto (1986)
Primeiro disco de Bebel Gilberto (1986) e que trazia Eu preciso Dizer que Te amo pela primeira vez

“O processo de criação foi espontâneo. Essa música foi muito especial. Era como se o Cazuza estivesse sentado aqui e, por acaso, o violão estivesse ali. A gente começou a cantar, e o canto virou uma música. Não foi aquela coisa de sentar e fazer [a música] (…) A gente estava em frente a lareira da casa, e ela saiu como um filho (…) em 40 minutos”, relembrou a cantora para o livro Eu Preciso Dizer Que Te Amo – Todas as Letras do Poeta, lançado em 2001, com autoria de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, em depoimento à jornalista Regina Echeverria.

Dé recorda que quando chegava nessa frase a música não seguia. “Desentalar esse osso da minha garganta é muito punk. Eu pensei em fazer um blues com essa frase, mas o resto da música é muito romântico”, disse o baixista em um especial para o Canal Bis em 2013. Ele conta ainda que o Cazuza bem tranquilo respondeu,  “pô, porque você não me falou isso antes, cara, peraí”, e subiu para o quarto e em cinco minutos desceu com a nova letra batida a máquina, já com o novo refrão “eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano, eu preciso dizer que te amo tanto”. “Ele foi ferino, certo e exato nessa frase. Essa música é o nosso standard. Ela é linda! Eu acho que tinha algum deus ajudando a gente ali, naquele ambiente, naquela casa… Foi tudo certo”, avalia Dé

Apesar do primeiro registro da canção em disco ter sido feita por Bebel, foi a cantora Marina Lima, que em 1987, ao incluir a canção em seu disco Virgem, tornou Eu Preciso Dizer Que te Amo “famosa”. “Foi o Cazuza que me mostrou [a música] numa fita cassete. Tinha o Dé tocando violão, a Bebel cantando e o Caju fazendo uns contracantos. Eu achei que ela tinha a ver com o disco Virgem, que vinha preparando”, lembrou Marina.

Na gravação Marina omitiu a última estrofe da música Eu já nem sei se eu tô misturando/Eu perco o sono/Lembrando em cada gesto teu uma bandeira/Fechando e abrindo a geladeira/A noite inteira. “Eu acho que aquela parte não existe. É totalmente irrelevante da canção. Acho que a música vira uma seta no alvo sem aquela parte”, explicou a cantora sobre o fato. “A Marina não gostou da terceira parte, não achava necessária e gravou da maneira que achava melhor. Eu gosto muito da gravação original, da fita cassete. Mas gosto de todas [as outras gravações], acho que todas as regravações mostram um lado da canção que eu não conhecia”, teoriza Dé.

Marina já era um nome consagrado na música brasileira e considera que ter gravado Eu Preciso Dizer Que te Amo em seu disco de 1987, ajudou a transformar a música em um dos clássicos “oitentista”. “Com certeza. Porque eu sendo compositora, gravei uma música do Cazuza por admiração. E foi um disco que estourou, vendeu muito”, recorda.

Eu Preciso Dizer Que te Amo trata do difícil, delicado e complexo tema de uma relação de amizade que se transforma em amor. Acredito que muitos de nós já tenha passado pela situação de evitar uma possível friendzone, mas ter o receio do outro não “partilhar” os mesmo interesses e por isso mesmo sofrer calado as “dores de outro amor” do amigo.

Léo Jaime, amigo pessoal de Cazuza, e um dos muitos artistas que gravaram Eu Preciso Dizer Que te Amo, diz que, apesar de gostar da canção, incluí-la em seu álbum Todo Amor, de 1995, não foi algo pensado com antecedência. “A ideia de gravá-la foi meio de última hora, e o Dé estava presente, um dos autores. A nossa versão tinha o mesmo corte da letra que a Marina já havia feito. E mudamos completamente a harmonia. Adoro esta música”, relembra Léo, que fez uma versão “diferente” da canção. Ao contrário das outras registradas, num tom mais “intimista”, a versão de Léo Jaime tem a levada de uma balada pop, em que o “eu lírico” assume de uma vez por todas o “risco” de ganhar ou perder e nunca demonstra dúvida de mostrar seu sentimento.

O registro na fita cassete, com Dé ao violão, Bebel e Cazuza nos vocais, que Marina ouviu pela primeira vez, foi feito logo após a composição ser concluída. Na gravação podemos ouvir claramente o barulho da tecla “REC” de um gravador caseiro ser acionada e a voz de Cazuza na sequência “apresentando” a obra, indicando que Bebel iniciará cantando. Para isso ele pede “por favor, não façam barulho no ambiente” e pede pelo “maestro” Dé seguido de um “vai Sapo”. “Foi o primeiro registro numa fita cassete na hora em que finalizamos a canção. Cazuza mandou a letra, mas fizemos a canção os três juntos. “Sapo” nesse caso sou eu, mas todo mundo na época se chamava de vários nomes inventados”, relembra Dé. Em 1988 Cazuza, Dé e Bebel Gilberto receberam o Prêmio Sharp de Música (referente ao ano de 1987) de “melhor música pop-rock”, com Eu Eu Preciso Dizer Que te Amo.

Essa gravação caseira, o primeiro registro de Eu Preciso Dizer Que te Amo, foi recuperada nos anos 1990, remasterizada e lançada oficialmente em 1996, no disco Red Hot + Rio. Além de Bebel Gilberto (1986 e 1992), Marina Lima (1987) e Léo Jaime (1995), a canção foi regravada por Pedro Camargo Mariano (para o especial Som Brasil – Cazuza, 1995), Cássia Eller (Veneno Antimonotonia, 1997), Emílio Santiago (Preciso Dizer Que Te Amo, 1998), Jay Vaquer (Cazas de Cazuza, 2000) e Zizi Possi (Bossa, 2001). Cazuza, Dé e Bebel ainda fizeram juntos Mulher Sem Razão, Minha Flor Meu Bebê, Mais Feliz e Amigos de Bar.

Famoso painel de Pablo Picasso ganha movimento e profundidade

O painel pintado por Pablo Picasso, em 1937 e que retrata os horrores d e um bombardeio sofrido pela cidade que batiza a obra, Guernica, ganha movimento e ares de 3D em vídeo postado no Youtube. Infelizmente não tenho mais informações sobre o trabalho gráfico. O painel original está atualmente no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid.

Carlitos – Personagem de Charlie Chaplin faz 100 anos

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O que Charlie Chaplin representa para o cinema é inquestionável. A grandeza de seu talento estão marcadas em filmes consagrados, verdadeiros clássicos da Sétima Arte, como O Vagabundo, Luzes da Ribalta, Tempos Modernos, O Garoto e O Grande Ditador. O Personagem Carlitos é um dos mais reconhecidos nos quatro cantos do mundo, sendo sua imagem de bengala, chapéu coco e o indefectível bigodinho marcas tão fortes, que não imaginamos Chaplin diferente do personagem. Carlitos era adorado pelo público e foi interpretado durante 22 anos por seu criador.

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Carlitos surgiu exatamente há 100 anos nas telas de cinema, no curta Carlitos Repórter. Nessa primeira aparição o personagem, ainda diferente do visual que o consagrou, trajava cartola, ao invés do chapéu-coco, o bigode era maior, mas a bengala estava lá.  O visual clássico apareceu no filme seguinte, Corridas de Automóveis Para Meninos, produzido no mesmo ano de 1914.

Na trama de Carlitos Repórter, curta de aproximadamente 12 minutos, Carlitos quer ser jornalista a todo custo, “rouba”o furo de um repórter e ainda tenta ficar com a namorada do cara. Assista abaixo.

No clima de comemoração do centenário do personagem, foi lançado nesta semana, em Londres, o livro Footlights, escrito por Chaplin em 1948, mas apenas reunidos os manuscritos e roteiros datilografados recentemente para o lançamento da edição. 

Charlie Chaplin em diferentes momentos de sua vida

(+) Para saber mais sobre a história de Charlie Chaplin e a construção do personagem Carlitos, a cinebiografia Chaplin (1992), narra a vida do astro, interpretado divinamente por Robert Downey Jr.  Você pode assistir online clicando aqui.

50 anos de Beatlemania para o mundo!

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Hoje, dia 7 de fevereiro, faz 50 anos da primeira visita dos Beatles aos EUA. Os quatro garotos de Liverpool foram recebidos no aeroporto John F. Kennedy por mais de três mil histéricas fãs que disputavam o melhor ângulo afim de deslumbrarem John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Dois dias depois foi a vez de nada mais nada menos que 74 milhões de espectadores americanos e outros tantos milhões no Canadá, assistir a, hoje histórica, apresentação do grupo no The Ed Sullivan Show. O início da Beatlemania para o mundo.

Eu, como fã, não fanático, pelos Beatles, poderia discorrer várias linhas sobre o feito e o impacto para a música e para o mundo, mas prefiro apenas deixar registrado aqui meu carinho pelo que os Fab4 fizeram pela arte.  Vale lembrar porém, que uma série de eventos estão programados, aqui no Brasil e pelo resto do mundo para celebrar essa data. Inclusive relançamento de álbuns da banda – uma nova coleção de 13 álbuns – de “Meet The Beatles” (1964) até “Hey Jude” (1970) – será lançada em 21 de janeiro pela Apple Corps Ltd. em parceria com a  Capitol Records, além de um provável encontro entre os dois integrantes remanescentes do quarteto, McCartney e Starr.

 

 

Dia mundial da Nutella

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Hoje, 5 de fevereiro, é o dia mundial de uma deliciosa iguaria feita a base de creme de avelã, cacau e leite.

Vendida em mais de 75 países, a receita original remonta aos tempos de Napoleão Bonaparte, quando um confeiteiro italiano adicionou avelãs para que o chocolate, encarecido por conta de racionamento de guerra, rendesse mais. Durante a Segunda Guerra Mundial, novamente devido a racionamentos, um outro confeiteiro italiano lembrou daquela manha antiga e trouxe novamente o delicioso creme a ativa. O nome do “gênio” é Pietro Ferrero, que recorreu mais uma vez às avelãs em 1946, criar a “Pasta Gianduja” que seria rebatizada de “Nutella” em 1964.

Foram dois blogueiros italianos que em 2007 decidiram mostrar todo seu amor pelo creme de avelã com chocolate e fixaram o dia 5 de fevereiro como o Dia Mundial da Nutella (Nutella Day). Nessa data, o objetivo é comer Nutella, compartilhar receitas com o produto, ver fotos pratos feito com ele e celebrar tudo o mais que estiver relacionado ao doce.

O site Mega Curioso tem algumas curiosidades sobre a Nutella, além de um vídeo bem bacana que conta um pouco mais dessa história.

Como o dia serve, também, para a troca de receitas, mando uma de brigadeiro, que eu vi no site Como Fazer Brigadeiro  =)

Ingredientes

  • 1 Lata – leite condensado
  • 50 ml (1/4 de xícara de chá) – leite
  • 1 Colher (Sopa) – manteiga
  • 1 Colher (Sopa) – chocolate em pó
  • 100g (meio copo) – Nutella
  • 1 Xícara (Chá) – avelãs moídas (opcional)

Modo de preparo

  1. Aqueça a panela, misture o leite condensado, leite, chocolate, a Nutella e a manteiga.
  2. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre até desprender do fundo.
  3. Retire do fogo e misture 1 colher de sopa da avelã triturada.
  4. Transfira a mistura para um prato fundo untado com manteiga, espalhe bem e deixe esfriar.
  5. Faça pequenas bolinhas com as mãos untadas e passe-as sobre a avelã triturada para confeitar.

 

E aí?  Você tem alguma receita especial para compartilhar?

Pra quem gosta de arte – Obras em alta resolução para Download

"Venus and Adonis" (1585 - 1590), Bartholomeus Spranger
“Venus and Adonis” (1585 – 1590), Bartholomeus Spranger

Eu aprecio arte. Já manifestei isso aqui no blog e meus amigos sabem disso. Não sou expert em nada, mas admiro as manifestações humanas em pintura, literatura, cinema, quadrinhos, música, grafismo e por aí vai. Por isso, fiquei bem feliz com a notícia de que o Rijksmuseum, um dos maiores museus da Europa, disponibilizou para download, em alta resolução, parte de seu vasto acervo. São aproximadamente 155 mil obras.

O bacana é que a coleção de pinturas do Rijksmuseum inclui trabalhos de mestres como Rembrandt, Fra Angelico, Ruysdael, Van Gogh e obras como:

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“Paisagem de Inverno” (1608), de Hendrick Avercamp

e

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“De Staalmeesters” (1662), de Rembrandt

Quem se interessar pode explorar toda a coleção por tema, artista, estilo… Basta fazer um registro simples ou se logar usando a conta do Facebook. Eu já fiz alguns 😉

Como tratar o racismo

O vídeo abaixo mostra uma história que eu já escutei há uns 10 anos. Aquelas histórias que você escuta como se fosse verdade. Seria lindo se fosse, mas na realidade eu descobri essa semana que se trata de um comercial feito há 14 anos, em comemoração ao 50º da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas. Se você, assim como eu, já tinha ouvido a história, assista ao vídeo. É muito bom!

Dê ao racismo o que ele merece

Arte clássica ganha vida com a magia da arte digital

Beauty

Manifestações artísticas diversas, sempre me interessaram. Sejam desenhos, grafites, pequenas ou grandes esculturas, quadros famosos ou artistas undergrounds. Assim como a música, quadrinhos, cinema, fotografia e literatura. Quando alguém faz uma intervenção interessante em algo já existente, a princípio considero o ato arriscado, mas alguns mais ousados conseguem nos surpreender com seus resultados e acaba por nos proporcionar uma experiência bacana, diferente, inusitada. Esse foi o caso de quando assisti ao vídeo abaixo, postado no feed do Facebook de alguns amigos hoje de manhã. Assistam e tirem suas conclusões.

 

As grandes obras-primas do Simbolismo, Maneirismo, Romantismo e Neoclassicismo apresentadas de forma animada. O projeto é do artista italiano Rino Stefano Tagliafierro, que transforma a arte “congelada” das pinturas em animações digitais.

Confira mais sobre o artista aqui.

54 fotos históricas coloridas digitalmente

Postagem original no Interessante Nota 10