“Vaza” o trailer de Vingadores 2: A Era de Ultron

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Anunciado na quarta-feira (22), pela Marvel, o lançamento oficial do trailer de Os Vingadores 2: A Era de Ultron só aconteceria dia 28 de outubro, no intervalo da série Marvel`s Agents of S.H.I.E.L.D. Porém, aaahhh, porém, o vídeo “vazou” na rede pouco depois do comunicado. O trailer tá sinistro.  Confira:

 

Leia a sinopse oficial do filme:

A Marvel Studios apresenta: Os Vingadores 2: A Era de Ultron, a épica continuação do maior filme de super-heróis de todos os tempos. Quando Tony Stark tenta alavancar um programa de paz virtual, as coisas dão errado e os maiores heróis da Terra, incluindo Homem de Ferro, Capitão América, Thor, o Incrível Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro enfrentam um teste derradeiro enquanto o destino do planeta está em jogo. Quando o vilão Ultron surge, a missão dos Vingadores é impedi-lo de concluir os seus planos terríveis. Para isso, logo surgem alianças inesperadas que abrem caminho para uma aventura global épica e única.

Os Vingadores 2: A Era de Ultron tem no elenco Robert Downey Jr., que retorna como Homem de Ferro, junto com Chris Evans como Capitão América,Chris Hemsworth como Thor, e Mark Ruffalo como Hulk. Junto com Scarlett Johansson como Viúva Negra, Jeremy Renner como Gavião Arqueiro e com o apoio de Samuel L. Jackson como Nick Fury e Cobie Smulders como a agente Maria Hill, o time se reúne para enfrentar James Spader como Ultron, um assustador vilão tecnológico obcecado com a extinção humana. No caminho, eles enfrentam dois misteriosos e poderosos novatos, Wanda Maximoff, interpretada por Elizabeth Olsen, e Pietro Maximoff, interpretado por Aaron Taylor-Johnson, e encontram um velho amigo em uma nova forma quandoPaul Bettany se torna o Visão. Escrito e dirigido por Joss Whedon e produzido por Kevin Feige, Os Vingadores 2: A Era de Ultron é baseado na popular série em quadrinhos Os Vingadores, publicada pela primeira vez em 1963.

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Com Eva Green nua, Sin City: A Dama Fatal ganha trailer para adultos

O novo trailer do longa Sin City: A Dama Fatal foi divulgado primeiro na Comic-Con, que terminou no último final de semana e agora está na internet. O filme é uma história baseada no universo da HQ criada por Frank Miller, Sin City, já adaptada aos cinemas em 2005 , contando uma outra história, Sin City: A Cidade do Pecado.

Agora o que chega às telas é uma adaptação da HQ homônima, publicada em 1994, pela editora Dark Horse Comics. A Dama que dá nome à história é interpretada pela bela Eva Green, e será responsável por causar caos e guerra entre as gangues da nova trama. O elenco traz nomes conhecidos do longa de 2005, como Bruce Willis, Jessica Alba, Mickey Rourke e Rosario Dawson e caras novas como Josh Brolin que substitui Clive Owen no papel de Dwight, além de Joseph Gordon-Levitt e Lady Gaga. 

O filme será dirigido pela dupla Frank Miller e Robert Rodriguez, que repetem a dobradinha do primeiro longa. O filme tem previsão de estreia para 22 de agosto.

Confira a galeria de imagens do filme…

Miley Cyrus em um vídeo bizarro com The Flaming Lips e Moby

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A ex-Hannah Montana e atual Miley-quero-chamar-a-atenção-do-mundo-Cyrus, lançou essa semana um “curta metragem” bizarro, em conjunto com o grupo Flaming Lips e o cantor Moby. A parada seria um clipe para uma música que faz referência ao LSD, mas saiu isso aí que vc confere abaixo, com o título Blonde SuperFreak Steals the Magic Brain + Lucy In The Sky With Diamonds

Wayne Coyne, vocalista do Flaming, tenta explicar a bagaça:

“A história do vídeo é mais ou menos assim: Moby é um líder cult e demoníaco. Ele quer a coisa mais valiosa (de acordo com nossa história) psicodélica e sobrenatural do mundo…o cérebro de John F. Kennedy. O cérebro em questão contem a formula original da droga LSD!!!
Miley Cyrus no entanto é a dona do cérebro, então Moby convoca uma loira ninfomaníaca para ir roubar o cérebro de Cyrus. Ela rouba o cérebro enquanto Cyrus ainda está na cama em coma induzido pelo uso de drogas. Quando ela finalmente acorda, fica extremamente puta porque seu cérebro foi roubado. Ela então convoca um papai noel de rosto queimado e uma lésbica pé grande para caçar a loira bizarra que roubou o cérebro. Durante a perseguição, Cyrus lamenta a perda do cérebro mágico e Moby ganha arco-íris poderosos do inferno. Por sim, a loira bizarra mata o papai noel e o pé grande e o cérebro acaba ficando com um filhote de toupeira. Ah sim, e os Flaming Lips estão disfarçados como arco-íris, cogumelos e flores assistindo a tudo de uma sala no céu, onde acontece uma gigantesca explosão de diamantes”.

 

Ainda Somos Os Mesmos – Novas bandas prestam tributo a clássicos compostos por Belchior

Para esse post eu tentei, sem sucesso, entrar em contato com Belchior, mas ele continua exilado de sua persona e do mundo, enfim… De qualquer maneira, o músico Cearense voltou a mídia musical essa semana, por conta de um tributo, mais que merecido, onde artistas novos, como Nevilton, Bruno Souto, Marcelo Perdido e outros, relêem as faixas que compõem o clássico Alucinação, lançado por Belchior em 1976. Músicas geniais composta em uma época em que a MPB navegava em águas mais limpas, como Apenas Um Rapaz Latino Americano, Velha Roupa Colorida, Como Nossos Pais, A Palo Seco, Como o Diabo Gosta, estão presentes em regravações que ora se afasta bastante da versão original, ora remete a versão de Belchior

O bacana da novidade é que ela está disponível para audição e download e tem como bônus o EP Entre o Sonho e o Som, com outras cinco músicas do cantor sumido. O interessante do registro é justamente a identidade que cada artista imprime nas faixas, seja na inventividade do som, seja na desconstrução da música. Não vou elencar aqui as que eu achei mais legal e saliento que sigo com as músicas originais lançadas originalmente por Belchior, mas acho muito válido a homenagem e é uma ótima oportunidade para uma galera entrar em contato com as canções do cearense pela primeira vez.

Capa EP Entre o Sonho e o Som (2014)
Capa EP Entre o Sonho e o Som (2014)

Set List do álbum + EP

Álbum: Ainda Somos os Mesmos
1- Dario Julio & Os Franciscanos – “Apenas Um Rapaz Latino Americano”
2- Manoel Magalhães – “Velha Roupa Colorida”
3- Phillip Long – “Como Nossos Pais”
4- Nevilton – “Sujeito de Sorte”
5- Lucas Vasconcellos – “Como o Diabo Gosta”
6- Bruno Souto – “Alucinação”
7- Lemoskine – “Não Leve Flores”
8- Fábrica – “A Palo Seco”
9- Transmissor – “Fotografia 3×4?
10- Marcelo Perdido – “Antes do Fim”

EP Bônus: Entre o Sonho e o Som
1- nana – “Coração Selvagem”
2- Jomar Schrank – “Comentário a respeito de John”
3- Ricardo Gameiro – “Medo de Avião”
4- João Erbetta – “Paralelas”
5- The Baggios – “Todo Sujo de Batom”

G.U.Y. Novo vídeo de Lady Gaga traz referências a Jesus Cristo, Gandhi e Michael Jackson, Lego, Minecraft e Mitologia Antiga

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Fotografia e edição caprichada, coreografias bem ensaiadas, roupas esquisitas e o estilo excêntrico da cantora… Está tudo lá, no novo clipe da cantora e compositora Lady Gaga, para a música G.U.Y., lançado oficialmente no último sábado e que integra o álbum Artpop.

Com aproximadamente sete minutos de duração, o clipe inicia com Gaga encarnando uma espécie de anjo, ferido por uma flecha em meio a um caos de “executivos”em busca de $$$$. Mesmo ferida a personagem chega a um castelo e se transforma em Afrodite. Recuperada e já com certa influência no Olimpo, o plano é repovoar a terra com clones obtidos através da combinação de DNA de Michael Jackson, Jesus Cristo e Gandhi.

O vídeo conta ainda com as presenças do elenco da série The Real Housewives of Beverly Hills e do criador do jogo Minecraft. Segundo Lady Gaga, tanto a série quanto o jogo foram grandes companhias no período em que ela ficou internada no hospital para se recuperar da lesão que sofreu no quadril ano passado.

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Filmado em sua maior parte Hearst Castle, na Califórnia, nos Estados Unidos, o clipe foi dirigido pela própria Gaga, que troca de figurino 16 vezes e passa por 13 cenários diferentes, sem contar dezenas de bailarinos e figurantes. O clipe ainda apresenta duas músicas além de G.U.Y. No começo, enquanto ela está de anjo ferido toca Artpop, depois quando está em frente ao castelo para ser resgatada toca Venus e nos créditos finais a canção é Manicure.

Confira a letra e a tradução aqui

Campanha da Kiss FM – Simplesmente demais

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Quem assistir pode não concordar comigo, beleza, seguiremos numa boa, mas não posso deixar de comentar aqui que eu achei a ideia da da nova campanha publicitária da Rádio Kiss FM muito criativa e maravilhosamente executada. Sem contar que eu fiquei arrepiado com o clipe. A campanha completa será lançada nesta terça-feira, 18 de março.

Criada pela agência AlmapBBDO, a campanha institucional da Rádio Kiss FM, de São Paulo é composta de um clipe com 98 segundos de duração (com versões de 60 e 30 segundos), spot de rádio, mídia impressa e trabalhos digitais. A marca registrada da rádio, lógico, é o rock e o objetivo da campanha é destacar isso, a fidelidade ao ritmo, ao gênero sessentão que fez a cabeça da rapaziada de gerações passadas, mas que não está muito em alta, infelizmente, entre os jovens de hoje em dia. Mas há esperanças!

Eu assisti ao vídeo faz alguns minutinhos e nele é bacana de ver as referências surgindo na tela. Se você prestar atenção direitinho e, claro, for roqueiro, vai encontrar um porta retrato com a capa do disco do U2, outra fotografia com a capa do discaço do Bob DylanThe Freewheelin, outra do bluseiro Robert Johnson no cruxifixo do padre… Mas é quando soa o primeiro solo que os pelinhos arrepiam. Puta Que Pariu! Puxa que bacana! Como alguém pode preferir sertanejo universitário?

No clipe não há diálogo. O enredo trata de um “endorcismo”, que seria o contrário de um “exorcismo” e a ideia é fazer o espírito do rock’n’roll voltar ao corpo de um rapaz, possuído por outros “estilos musicais”, se é que dá para chamar aquelas coisas de música. É engraçado ver o carinha tentando reagir aos solos de rocks clássicos dançando e fazendo as coreografias ridículas dos outros ritmos. Durante a sessão de endorcismo outras imagens de capas de discos e artistas ícones do rock são mostradas rapidamente. Ah, o guitarrista modafóca é a cara do Neil Young.

Tá, escrevi demais… Assiste aí em alto e bom som!!!! Aumenta que isso aí é Rock’nRoll!!!

Ao todo, serão quatro anúncios ilustrados pelo designer americano David Moscati, que desenha, entre outras artes, cartazes de cinema. Foram estes cartazes que inspiraram a mídia impressa. No rádio, um dos spots é o depoimento do rapaz que passou pela sessão de endorcismo. No outro, o “endorcista” discute com as músicas ruins para afastá-las. A campanha digital deve ser lançada em breve. Será interativa e ligada ao filme.

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Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles (+ Entrevista com Geoff Emerick)

Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles
Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles

Lançado nos EUA em 2006 pelo engenheiro de som dos estúdios EMI, Geoff Emerick, com a ajuda do jornalista Howard Massey, Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles narra a trajetória de Geoff, desde sua adolescência, quando conseguiu a vaga de estagiário de assistente de engenharia de som no lendário estúdio Abbey Road até os dias atuais. Porém, como o próprio título do livro entrega, é a sua convivência nos estúdios com os quatro rapazes de Liverpool, desde sua primeira gravação, em 1962, até o último álbum da banda, em 1969, a cereja do bolo e a razão de ser das memórias de Geoff no livro.

Aqui no Brasil o livro chegou apenas no final do ano passado, através da editora Novo Século, o livro é mais voltado aos fãs dos Beatles, ou para aqueles interessados em como as gravações funcionavam 50 anos atrás. De forma simples, mas não menos interessante, Geoff conta detalhes técnicos e truques usados nos estúdios de gravação para dar forma as ideias pouco convencionais de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Sempre sob o olhar atento do produtor George Martin, o leitor entra nas estruturas do estúdio e viaja no tempo em que clássicos álbuns como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band foram registrados em míseros quatro canais de gravação.

Geoff em algum momento dos anos 2000
Geoff em algum momento dos anos 2000

Mesmo na correria do dia a dia, eu consegui a proeza de ler o livro em apenas uma semana, tamanha é a sede de saber mais e mais sobre as gravações contadas de maneira atraente pelo autor. Confesso que, após concluir a leitura, eu fui ouvir várias das músicas gravadas por Geoff, com fones de ouvido, para prestar atenção nos detalhes, nas minúcias, nos truques e “erros” abordados de forma apaixonada pelo engenheiro de som. Faça a experiência. Confesso que você jamais ouvirá A Day In The Life ou Tomorrow Never Knows, da mesma maneira que antes.

Geoff, por amar tanto a música é capaz de enxergar cores quando a ouve, por isso, diz que pinta quadros com as canções. Por seu amor e dedicação sabemos como um pedido inusitado de Lennon como, “faça minha voz soar como o Dalai Lama cantando no alto de uma montanha”, para Tomorrow Never Knows, tomou forma em 1966, na gravação do disco Revolver, usando os parcos recursos que mesmo um grandioso estúdio, como o da EMI (que só viria a ser chamado de Abbey Road após o lançamento do disco dos Beatles com o mesmo nome), oferecia na época.

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Ringo Starr entrega ao engenheiro de som, Geoff Emerick, o Grammy de “Melhor Engenharia de Gravação” para Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, enquanto o produtor George Martin apenas observa (Mar/1968)

Além de narrar os bastidores das gravações de vários clássicos dos Beatles, Geoff também nos brinda com particularidades sobre as personalidades de cada um dos integrantes no estúdio, durante as várias fases da carreira do grupo. O engenheiro de som, cargo que conquistou aos 19 anos, às vésperas da gravação de Revolver, nos mostra desde a época em que os Beatles eram vistos com desconfiança pelos funcionários da EMI em 1962, os dias de glória e inovações nos estúdios – quando os quatro músicos resolvem parar de excursionar e se dedicar apenas às gravações a partir de Revolver – a fase “pesada” do registro do Álbum Branco, até a despedida com Abbey Road, quando nunca mais os quatro se reuniram para qualquer outra atividade musical.

Muito já se escreveu sobre os Beatles, alguns livros são muito bons, outros apenas caça níqueis. Minha avaliação sobre se vale a pena ler Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles, é SIM. Geoff nasceu para ser engenheiro de som, mais que isso, ele nasceu para gravar os Beatles. Por ser testemunha ocular da história musical dos Fab Four, Geoff nos apresenta um relato diferenciado, uma nova visão da banda, ao contrário do maciçamente abordado em tantas outras que existem por aí.

Parabéns para editora Novo Século em trazer este livro para o Brasil. Antes tarde do que nunca.
Boa leitura! 😉

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Kurt Cobain terá biografia em quadrinhos lançada em abril nos EUA

Biografia de Kurt Cobain
Biografia de Kurt Cobain

Uma notícia bem bacana que une duas paixões que tenho, música e quadrinhos. Acabei de ler apouco na Internet que o vocalista/guitarrista/compositor do Nirvana, Kurt Cobain, “ganhou” uma biografia no final de 2013, em formato HQ.

Escrita por Danilo Deninotti e desenhada por Toni Bruno, Kurt Cobain: When I Was An Alien, sem previsão de lançamento no Brasil, foi publicada na Itália, pela editora Edizioni BD e mostra a infância e a juventude de Cobain. Em abril a edição deve ganhar uma versão americana, através da editora One Peace Book, terá 100 páginas e chegará às comic shops americanas ao preço de US$14.

Sinopse: “Enquanto crescia, Kurt Cobain acreditava que era um alienígena e que seus pais não eram seus pais de verdade. Ele achava que seria resgatado por sua raça original mais cedo ou mais tarde, ou pelo menos conheceria outros como ele. Eventualmente, Kurt conheceu garotos que pensavam da mesma maneira e criou o Nirvana, a banda que “mudou” o mundo da música para sempre. Criada por dois novos quadrinistas italianos, esta graphic novel de não-ficção acompanha o crescimento de Kurt Cobain, de sua infância à fama mundial que veio com o lançamento de Nevermind, mostrando como a vida suburbana pode ser dura para um adolescente e como a música e a amizade ajudam a preencher esse vazio, especialmente quando alguém se sente diferente. Sozinho.”

 – Imagens e sinopse divulgado pela Bleeding Cool –

Aeyo – Quero muito uma dessa

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Por enquanto somente importada. A Aeyo é um misto de patins, bike e sei-lá-o-que-mais, mas que é bacana é. O preço, sem as taxas de importação, é de 449 euros.

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Guitarrista do Barão lança segundo solo instrumental com rock na veia

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Em meio a lançamentos de discos nacionais de qualidade questionável, um disco de Rock, no que de melhor o termo representa, vem bem a calhar. Quando esse disco se mantém fiel ao básico, ao Rock direto, certeiro, sem firúlas, mas com amor ao ritmo transbordando em cada acorde, a novidade é mais que bem vinda. Dessa forma, o novo trabalho solo do guitarrista e compositor Fernando Magalhães, Rock It! é um bálsamo para os ouvidos tanto dos puristas, quanto para os simples amantes do gênero.

Lançado digitalmente pela Agência Digital e recém editado em CD pelo selo Toca Discos, Rock It! é a segunda incursão de Fernando em mostrar ao público um trabalho inteiramente instrumental (seu solo de estreia foi em 2007).

As 10 faixas do disco foram compostas por Fernando e pelo ex-Herva Doce, Roberto Lly, que também produziu o disco. “O Roberto é um músico de extremo talento. Como produtor, é um cara que resolve as coisas, não é de ficar dando voltas: você sugere algo e ele prontamente tenta executar, geralmente melhor do você imaginou. É um mestre do estúdio, com um bom gosto impecável. Além de tudo isto, é um ser humano maravilhoso, um grande amigo e companheiro. Fico muito honrado dele estar comigo nos dois CDs”, comemora Fernando.

Sobre o fato de ser um disco de rock instrumental, Fernando sabe que o mercado brasileiro não é tão afeito a esse nicho, mas que há um público fiel e é essa demanda que Rock It! veio suprir. “A música instrumental no Brasil tem o seu foco em festivais de Jazz e Blues, acontece em lugares específicos, para apreciadores deste gênero musical. Agora, o Rock instrumental, até para estes poucos espaços, às vezes é visto com certa estranheza. É um tipo de música para os fãs de rock, que não tem vínculo com o que faz sucesso nas paradas. Acho que é este público alvo que tem que ser alcançado, por meio da internet, imprensa especializada e rádios rock sérias. É um público grande e muito fiel, apesar de não tão aparente como o de uma banda de pop/rock.

Para a gravação de Rock It”, Fernando foi buscar inspiração na fonte primordial do rock, como AC/DC, Rolling Stones, The Who, Tuti Frutti e rock clássico em geral. “Por curiosidade, sempre gostei de bandas, nunca fui muito de comprar e ouvir discos solo de guitarristas, mas é claro que adoro vários, como Jeff Beck, Robin Trower, Joe Satriani“, destaca o guitarrista que iniciou no instrumento no final da década de 1970. Dessa época, até 1985, Fernando tocou e compôs com várias bandas de amigos, até ingressar no Barão Vermelho, onde ajudou a moldar o som do grupo carioca.

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Fernando se inspira no rock clássico para compor seus sons

“Guitarras fazem o papel dos vocais”

Para o repertório do novo álbum, o guitarrista e compositor Fernando Magalhães lembra que as canções passeiam por ” variações e moods distintos: da aceleração da faixa título à suavidade de Olhando o Céu e Anos Luz“, explica. “Se você toca Jazz, Blues, Fusion, as pessoas compreendem mais o termo “instrumental”, mas com o Rock, parece haver um certo estranhamento. Eu abri dois shows do Joe Satriani, no Rio e em Sampa, e fui super bem recebido, o público ficou bem atento e interessado. Existe um público para o rock instrumental e quando ele gosta do que ouve, se torna fiel aos artistas”, acredita Fernando.

No estúdio, a parceria Fernando e Roberto Lly contou com os luxuosos auxílios de músicos e amigos com os quais tem muita afinidade: Pedro Strasser (baterista do Blues Etílicos), Sergio Villarim (teclados), que já haviam participado do disco de estreia do guitarrista, além de Sergio Melo (bateria), Kadu Menezes (bateria), Humberto Barros (teclados) e o Barão Mauricio Barros (teclados). Humberto Barros é autor ainda da Ilustração da capa do CD: “Este é um CD dedicado a minha infância e adolescência, no final dos anos 70. Passei esta ideia e o Humberto veio com esta capa linda, que diz tudo”.

Sobre as diferenças que pontuam seus dois solos, Fernando considera o segundo trabalho mais fácil, mais simples, e bem roqueiro. “Não é um disco apenas para os músicos ouvirem e gostarem, e sim para quem gosta de rock. O meu primeiro CD era mais Hard Rock, passeava por improvisações.Rock it! é mais Rock’n’Roll, mais reto, sem tantas mudanças dentro das músicas. Quando falo “fácil”, não estou dizendo que não tenha profundidade, mas sim que ele segue uma linha mais objetiva”, define.