Bate-Papo #02 – com Charles Zimmermann

O jaraguaense Charles Zimmermann é um viajante com selo de qualidade aprovado pelo Inmetro. Professor e escritor, em seu mais recente livro, Travessia – 747 Dias de Bicicleta Pelo Mundo, publicado pela editora Camus, Zimmermann narra sua viagem em busca de conhecimento. Detalhe que ele fez isso montado em uma bike.

Charles Zimmermann

Foram 747 dias “sozinho”. Zimmermann pedalou por 40 países, em quatro continentes. O fascínio pelo exótico fez o escritor travar contato com culturas tão diferentes da nossa, que só mesmo convivendo um pouco com essas pessoas foi possível absorver o estilo de vida delas. E é este contato próximo que o autor de Travessia – 747 Dias de Bicicleta Pelo Mundo, vivenciou e apresenta no livro.

Confira o bate-papo para o Pitadas do Sal, e conheça um pouco mais desse ilustre catarinense de Jaraguá do Sul.

Anúncios

Poesia chamada “Uma”

O Quarto - Van Gogh (!888)
O Quarto – Van Gogh (!888) 

Uma benção que necessito
Uma prece escolhida a dedo
Uma lembrança que guardo de ti
Uma vez mais não é sempre

Uma lágrima percorre meu rosto
Uma dúvida perambula minha vida
Uma tentativa fracassada de te amar
Uma esperança que insiste em me atrapalhar

Uma Mulher — Um Homem
Uma vida entranhada em outra
Uma amizade — Um amor nascido
Uma outra chance pra tentar

Uma vez em que choramos
Uma certeza de que nos amamos
Uma palavra que não conseguimos falar
Uma história irônica não sei contar

Uma culpa que nunca tive
Uma viagem que não realizei
Uma dor que em mim insiste
Uma ferida que não cicatrizei!

Aproveite O Dia (carpe diem)

carpe_diem_by_snabow-d2v7ts1

 

Transforme sua vida no que você quiser!

Aproveite o dia!

Pense por si só!

Não se mede poesia!

 

Palavras podem mudar o mundo

Qual será seu verso?

Olhe ao redor

Encontre sua própria voz!

Descubra novos campos!

 

Há paixão na raça humana

Estamos vivos para amar

Aproveite o dia

É pra isso que estamos vivos!

 

Descubra novas maneiras de enxergar a vida

Sugue toda essência que ela nos dá

O homem só é livre em sonhos!

 

Rasgue tudo que não te agrada

Quebre todos que não valem nada

Encontre seu próprio passo

 

Abra caminho com as próprias mãos

Não há fronteiras ou religião

Que te impeçam de existir

 

Siga seu coração

Não se mede a alegria

Realize teu sonho

Aproveite o dia!

 

por Ariston Sal Junior

Uma caderno chamado Minha Vida

Há muito tempo em uma galáxia não tão distante, na verdade aqui mesmo, entre a segunda metade dos anos 1980 e início dos 1990, eu escrevia alguns textos sobre as coisas que aconteciam comigo… Eram nas páginas de um surrado caderno, o qual eu chamava de Minha Vida, que eu exorcizava meus fantasmas. Como não tinha grana para fazer uma terapia, eu escrevia. Alguns amigos me chamavam de “poeta”. Título muito nobre para um garoto que apenas escrevia o que sentia. O texto abaixo eu escrevi após dois episódios que vivenciei, seguidamente. O primeiro foi durante uma viagem de ônibus que fiz voltando do Leblon para Copacabana. O ônibus estava cheio, sem lugares para sentar e eu parei diante de uma menina, com minha velha mochila jeans, a qual estava o meu caderno dentro. Ela, gentilmente se ofereceu para “segurar” minha mochila. O segundo episódio foi alguns dias depois, em São Pedro d’Aldeia, na Praia do Sudoeste. Era a noite de um dia no meio da semana, férias de verão, eu e uns amigos iríamos ao “centro” da cidade. Uma de nossas amigas não quis ir, preferindo ficar sozinha na praia, que por ser no meio da semana, estava deserta. Eu entrei em casa, peguei meu caderno e a entreguei para que esse lhe servisse de companhia até voltarmos… No dia seguinte ela me devolveu o caderno com uma carta supercarinhosa, na qual me agradecia o gesto. Segue…

s-Printemps

Minha Vida

Apareceu você não sei bem de onde
Pediu a Minha Vida e a colocou em seu colo
Sem saber ao certo o que estava fazendo

Você folheou a Minha Vida
Sem saber que por onde seus olhos passavam
Era a Minha Vida

Minha Vida amassada
Gasta
Suja e rabiscada
Mas a Minha Vida

Você levou a Minha Vida para o seu quarto
E a deitou na sua cama
Dormiu
Sonhou
E se identificou com a minha vida

Você acordou com a Minha Vida por perto
E por dentro de ti

Chorou!
Sorriu!
E gozou com a Minha Vida

Por raros momentos Minha Vida fez parte da sua vida
Assim como de outras vidas
Hoje é apenas a minha vida

Minha Vida já andou por mãos delicadas
Foi vista por pessoas pequenas
E por olhos grandes como a lua

Minha Vida já viajou pra longe
E voltou pra minha vida

Já sorri muito e chorei demais para Minha Vida
Já inventei histórias verdadeiras para Minha Vida
Sobre a minha vida
Só a Minha Vida para aturar minha vida

A Minha Vida é o melhor e o pior da minha vida
A Minha Vida me dá forças para viver
A Minha Vida me vive
A minha vida é a Minha Vida!

E eu vivo a minha vida criando loucuras lúcidas
Num apetite voraz
De viver a Vida!

Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles (+ Entrevista com Geoff Emerick)

Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles
Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles

Lançado nos EUA em 2006 pelo engenheiro de som dos estúdios EMI, Geoff Emerick, com a ajuda do jornalista Howard Massey, Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles narra a trajetória de Geoff, desde sua adolescência, quando conseguiu a vaga de estagiário de assistente de engenharia de som no lendário estúdio Abbey Road até os dias atuais. Porém, como o próprio título do livro entrega, é a sua convivência nos estúdios com os quatro rapazes de Liverpool, desde sua primeira gravação, em 1962, até o último álbum da banda, em 1969, a cereja do bolo e a razão de ser das memórias de Geoff no livro.

Aqui no Brasil o livro chegou apenas no final do ano passado, através da editora Novo Século, o livro é mais voltado aos fãs dos Beatles, ou para aqueles interessados em como as gravações funcionavam 50 anos atrás. De forma simples, mas não menos interessante, Geoff conta detalhes técnicos e truques usados nos estúdios de gravação para dar forma as ideias pouco convencionais de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Sempre sob o olhar atento do produtor George Martin, o leitor entra nas estruturas do estúdio e viaja no tempo em que clássicos álbuns como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band foram registrados em míseros quatro canais de gravação.

Geoff em algum momento dos anos 2000
Geoff em algum momento dos anos 2000

Mesmo na correria do dia a dia, eu consegui a proeza de ler o livro em apenas uma semana, tamanha é a sede de saber mais e mais sobre as gravações contadas de maneira atraente pelo autor. Confesso que, após concluir a leitura, eu fui ouvir várias das músicas gravadas por Geoff, com fones de ouvido, para prestar atenção nos detalhes, nas minúcias, nos truques e “erros” abordados de forma apaixonada pelo engenheiro de som. Faça a experiência. Confesso que você jamais ouvirá A Day In The Life ou Tomorrow Never Knows, da mesma maneira que antes.

Geoff, por amar tanto a música é capaz de enxergar cores quando a ouve, por isso, diz que pinta quadros com as canções. Por seu amor e dedicação sabemos como um pedido inusitado de Lennon como, “faça minha voz soar como o Dalai Lama cantando no alto de uma montanha”, para Tomorrow Never Knows, tomou forma em 1966, na gravação do disco Revolver, usando os parcos recursos que mesmo um grandioso estúdio, como o da EMI (que só viria a ser chamado de Abbey Road após o lançamento do disco dos Beatles com o mesmo nome), oferecia na época.

975987yruyruyr654773
Ringo Starr entrega ao engenheiro de som, Geoff Emerick, o Grammy de “Melhor Engenharia de Gravação” para Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, enquanto o produtor George Martin apenas observa (Mar/1968)

Além de narrar os bastidores das gravações de vários clássicos dos Beatles, Geoff também nos brinda com particularidades sobre as personalidades de cada um dos integrantes no estúdio, durante as várias fases da carreira do grupo. O engenheiro de som, cargo que conquistou aos 19 anos, às vésperas da gravação de Revolver, nos mostra desde a época em que os Beatles eram vistos com desconfiança pelos funcionários da EMI em 1962, os dias de glória e inovações nos estúdios – quando os quatro músicos resolvem parar de excursionar e se dedicar apenas às gravações a partir de Revolver – a fase “pesada” do registro do Álbum Branco, até a despedida com Abbey Road, quando nunca mais os quatro se reuniram para qualquer outra atividade musical.

Muito já se escreveu sobre os Beatles, alguns livros são muito bons, outros apenas caça níqueis. Minha avaliação sobre se vale a pena ler Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles, é SIM. Geoff nasceu para ser engenheiro de som, mais que isso, ele nasceu para gravar os Beatles. Por ser testemunha ocular da história musical dos Fab Four, Geoff nos apresenta um relato diferenciado, uma nova visão da banda, ao contrário do maciçamente abordado em tantas outras que existem por aí.

Parabéns para editora Novo Século em trazer este livro para o Brasil. Antes tarde do que nunca.
Boa leitura! 😉

Continuar lendo “Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles (+ Entrevista com Geoff Emerick)”

Ode Lúgubre – em homenagem ao Dia Nacional da Poesia

5288887

Um vazio luxuriante toma conta do âmago de quem mais nada espera!
Aglutinado no desvario que me movia amiúde
Galguei trôpego o teu covil umbroso

Tornou-se hábito provir do silêncio o indevido estado de torpor
Tua complacência terminou no meio de uma metade cortada
Insultei proferindo contra nada
Adulterei minha insólita jornada
Fui intransigente na estrada

Usurpando minha senda adversa ao teu mundo
Hostilizando a minha intrépida ação
A hidra lúbrica concisa rompe o tênue invólucro de sua mácula
Justapondo impávida o frêmito e a frivolidade!

A praia cintilante e seus casais diáfanos fazem alusão a um ser
Compelido a fazer parte de um melodrama sórdido
Onde um protagonista relapso é persuadido num perene amor dúbio

Meu olhar lívido e incauto infringiu mais uma vez teu decrépito refúgio
Num ímpeto escuso ludibrio seu coração meridiano

Com meu pérfido orgulho paliativo
Imbuído de prazer na margem do vale antigo
Peregrino a vasta cidade boreal do amor ambíguo
Casto!
Cético!
Com afã!

Teu frenesi efêmero me deixa combalido
Perco o equilíbrio adornando teu coração
Esgotou-se toda ênfase do princípio!

Teu crime passional e metafórico
É consumado num dia hediondo predestinado a ser perpétuo!

A serpente antagônica é martirizada em sua insanidade
Bailando lúgubre no seio dessa ode!

Num ledo engano me perco em sua ubiquidade
E meu pérfido orgulho paliativo
Me relata que não existe tua saudade!

Um Romance Noir

Marlene Dietrich, em O Anjo Azul (1933)
Marlene Dietrich, em O Anjo Azul (1933)

Foi quando ela entrou pela porta dos fundos
A cidade fez-se mais silenciosa que de costume
A cortina de fumaça pelas largas avenidas remetiam a um romance noir escrito na 3º pessoa
Os carros cintilavam seus faróis nas grossas gotas da tempestade
Ela é a heroína de cinema mudo, com sua imagem irretocável
Exceto pelo rímel borrado por uma gota que insiste em escorrer por sua face

Muda, completamente alheia ao temporal
Cambaleante a cidade acolhe seus pensamentos
Encolhe seus medos…
Não era para ser assim”, ela sussurra num tom grave abafado pela canção

Quantos acordes cabem na canção?
Quantos cigarros amassados no cinzeiro serão necessários para lhe mostrar que a sorte lhe sorriu e se foi
Ela deixou escapar…
Não soube manter…
Errou na escolha

Foi quando ela sentou-se a mesa ao fundo do bar
O som da banda soou mais contundente que de costume
O salão enfumaçado pelos cigarros
Os olhos acesos reiteravam a promessa que não foi feita
Como num filme classe “C” recheado de clichês
A luz sobre o veludo verde
A luz dos seus olhos verdes

Ela era a heroína de um romance “pulp”
Com seus sonhos em branco e preto
Exceto pelo seu desejo secreto
Borrado pelo batom dos meus lábios…

por Ariston Sal Junior

Como Uma Prece Orada Com Fervor

1223216306_9ade673a32

Como uma prece orada com fervor
Rogo sua presença
Tento manter o equilíbrio adornando teu coração
Catando estrelas nos seus olhos
Faço do seu pedido minha crença

Aguardo sangrando promessas que não fizemos
Escrevo num salmo seu imaculado nome
Não vale minhas lágrimas sobre a tempestade
Ou o alimento de suas palavras
Se é pelo seu corpo que tenho fome

Guardo teu mistério bem trancado numa arca
Purifico no bálsamo de seus lábios o meu medo
Nenhum sacrifício executado, nenhuma pedra atirada
Não é heresia te aspirar cada sílaba sagrada
Ou sonhar suave a primavera de teus pêlos

Como uma prece que não fizemos aguardo sangrando teus mistérios
Transformo seu pedido em minha profecia
Mantendo o equilíbrio no vale de seus olhos
Rogo cada sílaba sobre a tempestade
Sonhando suave estrelas setecentas vezes ao dia…

por Ariston Sal Junior

Kurt Cobain terá biografia em quadrinhos lançada em abril nos EUA

Biografia de Kurt Cobain
Biografia de Kurt Cobain

Uma notícia bem bacana que une duas paixões que tenho, música e quadrinhos. Acabei de ler apouco na Internet que o vocalista/guitarrista/compositor do Nirvana, Kurt Cobain, “ganhou” uma biografia no final de 2013, em formato HQ.

Escrita por Danilo Deninotti e desenhada por Toni Bruno, Kurt Cobain: When I Was An Alien, sem previsão de lançamento no Brasil, foi publicada na Itália, pela editora Edizioni BD e mostra a infância e a juventude de Cobain. Em abril a edição deve ganhar uma versão americana, através da editora One Peace Book, terá 100 páginas e chegará às comic shops americanas ao preço de US$14.

Sinopse: “Enquanto crescia, Kurt Cobain acreditava que era um alienígena e que seus pais não eram seus pais de verdade. Ele achava que seria resgatado por sua raça original mais cedo ou mais tarde, ou pelo menos conheceria outros como ele. Eventualmente, Kurt conheceu garotos que pensavam da mesma maneira e criou o Nirvana, a banda que “mudou” o mundo da música para sempre. Criada por dois novos quadrinistas italianos, esta graphic novel de não-ficção acompanha o crescimento de Kurt Cobain, de sua infância à fama mundial que veio com o lançamento de Nevermind, mostrando como a vida suburbana pode ser dura para um adolescente e como a música e a amizade ajudam a preencher esse vazio, especialmente quando alguém se sente diferente. Sozinho.”

 – Imagens e sinopse divulgado pela Bleeding Cool –

Pintura Inacabada

seductionIII
Seduction III, Emma Ferreira (2009)

 

Vida…
Me dá um sinal
Quero você!
Me encontra
Estou sozinho
Já rasguei poesias e paixões!

Mundo…
Me dá uma porrada
Quero acordar!
Grita comigo
Estou meio surdo
Já rasguei destino e mulheres!

Deus…
Me dá uma benção
Preciso de você!
Me ampara
Estou perdido
Mas não rasguei minha fé!

Solidão…
Me dá um tempo
Quero nesse momento!
Não sou esperto mas quero ficar
Já rasguei tempestades para amar!

Mulher…
Venha como vier
Seja como quiser
Amo você!

Mulher!
Já rasguei o passado pra remendar meu futuro

 

por Ariston “Sal” Junior

 

Palavras, Simples Palavras

klimt-75

Palavra
Palavra
Pura palavra
Dura
Palavra pura

Crua
Palavra sem pudor
Flor
Pura
Simplesmente flor

Flor
Púrpura
Calor
Onda
Futura onda
Ou seja lá o que for

Insípido objeto
Lívido
Rubro
Medo ruim
Pavor gostoso

Amor
(tristeza)
Amor
(alegria)

Criado
Princesa
Real fantasia

A lua
O sol

Mais lua aqui
Menos sol lá

Giro
Viro
Reviro
Suspiro

¿
O
Que
É
Aquilo
Ali
No
Ar
?

¿
Por
Quê
Respiro
?

¿
Por
Quê
Vivo
Procurando
Amar
?

por Ariston Sal Junior

A Sombra do Vento

Sombra

A Sombra do Vento, do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafon, é uma declaração de amor apaixonada ao livro, esse objeto fascinante que nos conduz a lugares inimagináveis quando nos deixamos envolver por suas páginas. Em meu mundo utópico, as pessoas gostam muito de ler. =)

A Sombra do Vento foi publicado pela primeira vez em 2001 e conjuga os mais variados estilos literários, como o policial, o romance, o suspense e o terror, sem perder o viés da narrativa, sem cansar o leitor e sem deixar de exercer seu poder de fascinação. São mais de sete milhões de exemplares vendidos no mundo. E a história é a seguinte…

Tudo começa na Barcelona Franquista, de 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já falecida, seu pai lhe dá um presente marcante: Em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um sinistro lugar no coração do centro histórico da cidade, O Cemitério dos Livros Esquecidos. O local, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta, cheia de labirintos, que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax e que mudará de uma vez a sua vida e de todos que o cercam.

Alexandre Dumas, Vitor Hugo, Edgard Alan Poe, são apenas algumas das referências que o leitor mais atento encontrará na narrativa empregada.

O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu, outros dois livros do autor, fazem parte da trilogia conhecida como “O Cemitério dos Livros Esquecidos.”

Se você ainda não leu e curte momentos agradáveis de boa leitura, passe na livraria mais próxima e adquira o seu exemplar sem medo. De uma coisa é certa. Prepare-se para ficar consumido em muitas horas do dia e da noite com o livro, mas serão horas bem empregadas. Você não conseguirá largar o livro quando entrar na trama e sentir-se inserido na Barcelona de Daniel Sempere.

Dados
A Sombra do Vento foi traduzido em mais de 30 idiomas e publicado em cerca de 45 países, e foi finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d’Escritas, do ano de 2006.