Bate-Papo #02 – com Charles Zimmermann

O jaraguaense Charles Zimmermann é um viajante com selo de qualidade aprovado pelo Inmetro. Professor e escritor, em seu mais recente livro, Travessia – 747 Dias de Bicicleta Pelo Mundo, publicado pela editora Camus, Zimmermann narra sua viagem em busca de conhecimento. Detalhe que ele fez isso montado em uma bike.

Charles Zimmermann

Foram 747 dias “sozinho”. Zimmermann pedalou por 40 países, em quatro continentes. O fascínio pelo exótico fez o escritor travar contato com culturas tão diferentes da nossa, que só mesmo convivendo um pouco com essas pessoas foi possível absorver o estilo de vida delas. E é este contato próximo que o autor de Travessia – 747 Dias de Bicicleta Pelo Mundo, vivenciou e apresenta no livro.

Confira o bate-papo para o Pitadas do Sal, e conheça um pouco mais desse ilustre catarinense de Jaraguá do Sul.

Anúncios

Ensaio Fotográfico – Garotas e Becks (+18)

Sem título

O fotógrafo Richard Kern lançou no ano passado um livro que reúne garotas e baseados. Sim, eu sei que a notícia é velha, mas eu não publiquei no início do ano por pura preguiça. Mas vamos lá. O ensaio registrado capta imagens naturais de mulheres baforando um cigarrinho com encanto e graça. O livro chama-se “Contact High” e  pode ser encomendado facilmente, sem impostos, na Amazon. Ah, você também pode acompanhar outros clicks do Richard no InstagramContinuar lendo “Ensaio Fotográfico – Garotas e Becks (+18)”

Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles (+ Entrevista com Geoff Emerick)

Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles
Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles

Lançado nos EUA em 2006 pelo engenheiro de som dos estúdios EMI, Geoff Emerick, com a ajuda do jornalista Howard Massey, Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles narra a trajetória de Geoff, desde sua adolescência, quando conseguiu a vaga de estagiário de assistente de engenharia de som no lendário estúdio Abbey Road até os dias atuais. Porém, como o próprio título do livro entrega, é a sua convivência nos estúdios com os quatro rapazes de Liverpool, desde sua primeira gravação, em 1962, até o último álbum da banda, em 1969, a cereja do bolo e a razão de ser das memórias de Geoff no livro.

Aqui no Brasil o livro chegou apenas no final do ano passado, através da editora Novo Século, o livro é mais voltado aos fãs dos Beatles, ou para aqueles interessados em como as gravações funcionavam 50 anos atrás. De forma simples, mas não menos interessante, Geoff conta detalhes técnicos e truques usados nos estúdios de gravação para dar forma as ideias pouco convencionais de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Sempre sob o olhar atento do produtor George Martin, o leitor entra nas estruturas do estúdio e viaja no tempo em que clássicos álbuns como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band foram registrados em míseros quatro canais de gravação.

Geoff em algum momento dos anos 2000
Geoff em algum momento dos anos 2000

Mesmo na correria do dia a dia, eu consegui a proeza de ler o livro em apenas uma semana, tamanha é a sede de saber mais e mais sobre as gravações contadas de maneira atraente pelo autor. Confesso que, após concluir a leitura, eu fui ouvir várias das músicas gravadas por Geoff, com fones de ouvido, para prestar atenção nos detalhes, nas minúcias, nos truques e “erros” abordados de forma apaixonada pelo engenheiro de som. Faça a experiência. Confesso que você jamais ouvirá A Day In The Life ou Tomorrow Never Knows, da mesma maneira que antes.

Geoff, por amar tanto a música é capaz de enxergar cores quando a ouve, por isso, diz que pinta quadros com as canções. Por seu amor e dedicação sabemos como um pedido inusitado de Lennon como, “faça minha voz soar como o Dalai Lama cantando no alto de uma montanha”, para Tomorrow Never Knows, tomou forma em 1966, na gravação do disco Revolver, usando os parcos recursos que mesmo um grandioso estúdio, como o da EMI (que só viria a ser chamado de Abbey Road após o lançamento do disco dos Beatles com o mesmo nome), oferecia na época.

975987yruyruyr654773
Ringo Starr entrega ao engenheiro de som, Geoff Emerick, o Grammy de “Melhor Engenharia de Gravação” para Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, enquanto o produtor George Martin apenas observa (Mar/1968)

Além de narrar os bastidores das gravações de vários clássicos dos Beatles, Geoff também nos brinda com particularidades sobre as personalidades de cada um dos integrantes no estúdio, durante as várias fases da carreira do grupo. O engenheiro de som, cargo que conquistou aos 19 anos, às vésperas da gravação de Revolver, nos mostra desde a época em que os Beatles eram vistos com desconfiança pelos funcionários da EMI em 1962, os dias de glória e inovações nos estúdios – quando os quatro músicos resolvem parar de excursionar e se dedicar apenas às gravações a partir de Revolver – a fase “pesada” do registro do Álbum Branco, até a despedida com Abbey Road, quando nunca mais os quatro se reuniram para qualquer outra atividade musical.

Muito já se escreveu sobre os Beatles, alguns livros são muito bons, outros apenas caça níqueis. Minha avaliação sobre se vale a pena ler Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles, é SIM. Geoff nasceu para ser engenheiro de som, mais que isso, ele nasceu para gravar os Beatles. Por ser testemunha ocular da história musical dos Fab Four, Geoff nos apresenta um relato diferenciado, uma nova visão da banda, ao contrário do maciçamente abordado em tantas outras que existem por aí.

Parabéns para editora Novo Século em trazer este livro para o Brasil. Antes tarde do que nunca.
Boa leitura! 😉

Continuar lendo “Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles (+ Entrevista com Geoff Emerick)”