Bate Papo #04 com China (Denis Torizani)

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Jovem empresário de Jaraguá do Sul, Denis Torizani, carinhosamente conhecido como China, abriu a cervejaria e o Pub Stannis, com o amigo Jorge Braier. No bate papo China conta um pouco mais da sua trajetória de sucesso desde a época da China Birds até a expansão do Stannis, que ganha uma filial em Blumenau.

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Bate-Papo #01 – com Léo Begin e Rapha Fagiolo

PitadasPrimeiro vídeo do canal Pitadas do Sal. Eu bati um papo bem bacana com Léo Begin e Raphael Fagiolo. Eles realizam um trabalho muito maneiro com materiais descartados, transformando-os em peças únicas e acessórios incriveis. Clique e confira!

Gostou? Se inscreve no canal e dá um like… Eu agradeço muito! 😉

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Ed Motta tá certo e me perdoe os coxinhas!

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Sou brasileiro, “pedreiro”, moro na europa, tenho um subemprego, sinto saudades do Brasil, minha “cultura” musical não é muito vasta, mas gosto de sertanejo universitário, pagode e axé. Sempre que posso gosto de ostentar o pouco que conquistei. Quando vou à festas bebo muito, falo alto e faço questão de ser inconveniente. Sei lá, tenho essa necessidade de chamar atenção. Quando tem algum show de brasileiro por aqui, faço questão de comparecer para matar um pouco as saudades da terrinha. Gosto de ouvir outra pessoa falando português, quero ouvir as músicas que eu gosto e cantar junto… “ai, ai se eu te pego”, “eu quero tchu, eu quero tcha”.

Nossa, como eu sinto falta de música brasileira, é sempre uma festa, tão animada. Vão ter alguns shows do Ed Motta por aqui, vou chamar a turma para agitarmos por lá. Eu sou mais simplório, nunca acompanhei direito a carreira do Ed, mas quero cantar bem alto aquelas que tocaram no rádio como “Manoel”, “Daqui Pro Méier”, “Fora da Lei”, “Colombina”, “Vamos Dançar”… Tomara que ele toque outras músicas conhecidas, pode até ser de outros artistas brasileiros. Eu não falo bem e não entendo direito o inglês. Mas o lance mesmo é a diversão. Vou com minha camisa do mengão, meu relógio novo e, tomara Deus, que o show seja uma festa! O que? não vai ter nada disso? O Ed não vai falar português? Não vai ter “Manoel”? É um show de jazz? Que porra é essa? É de comer? Que merda, não vou nesse show! Puta cara babaca, não vai tocar o que eu quero, não vai falar o que eu quero e ainda vai tocar músicas que eu não conheço. Vou xingar muito no Facebook pra ver se ele muda o repertório. E Vou esperar quando o Michel Teló ou o Tiaguinho se apresentarem por aqui!

Não, não sou melhor nem pior do que as pessoas que não seguem a mesma cartilha que eu. Cada um com seus cada qual. Não é porque a pessoa nunca ouviu John Coltrane, Duke Ellington, Miles Davis, e não saiba sequer onde fica Nova Orleans, que ela será uma pessoa menor. Tão pouco os que conhecem serão superiores. Fato é que a turnê que o Ed Motta fará na europa é para os apreciadores do gênero criado pelas comunidades negras americanas no início do século XX e não para aquelas “simplórias”, que não compram discos, só ouvem o que toca no rádio e o que lhes empurram ouvido abaixo. Não, o show não é para você que é fã do Luan Santana. Ponto.

O que o Ed Motta fez, de modo um pouco incisivo para muitos, foi alertar a esse grupo. “Não gaste seu dinheiro e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica”. Quem vai se sentir ofendido com esse tipo de “alerta”? Apenas aqueles que se identificarem com o que escrevi no início do texto, ou seja, as pessoas simplórias.

Ah, e para aquelas que adoram odiar tudo na internet, é simples… Não gosta do Ed Motta, não ouça, não perca tempo respondendo ao comentário dele no Facebook. Não gosta de jazz, não vá a um show desse estilo. Quer fazer questão de que é brasileiro sem noção, deixe para gritar em um show de sertanejo, axé ou pagode, onde esses comportamentos são normais e aceitáveis. Cada um na sua vibe, na sua tribo. Mas entrar na página de um músico, independente do tamanho do sucesso que ele tenha aqui ou no exterior, só porque você não concorda com o que ele escreveu, tornando o “assunto” em um fato mais importante do que um monte de desgraça que está acontecendo pelo País, xingando o cara de preto, gordo, feio, careca, só te faz ser tão babaca ou mais do que o Ed Motta que você tanto xingou. O show é do cara, ele toca o que quer, do jeito que quer e vai quem quer. Apenas não vá esperando o que você não vai encontrar em um show dele no exterior. E na boa, pro cara escrever isso, ele, que tem quase 30 anos de carreira, deve estar de saco cheio de aturar bêbado chato atrapalhando o show.

Ah, se sou contra quem vai a um show mais intimista para “farrear” e não para assistir a apresentação? Sim, sou. Acho que não deveriam gastar seu dinheiro e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica. Sim, me chamem de babaca!

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  TRANSCRIÇÃO DO PEDIDO DO MÚSICO ED MOTTA, EM SEU PERFIL DO FACEBOOK

conforme venho avisando aqui nos últimos 3 anos, eu agradeço e fico honrado em ser prestigiado pela comunidade brasileira, mas é importante frisar, não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show… Preciso me comunicar de forma que todos compreendam, o inglês é a língua universal, então pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasuca berrando “Manuel” porque não tem, e muito menos gritar “fala português Ed”… O mundo inteiro fala inglês, não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês. A divulgação da gravadora, dos promotores é maciça no mundo Europeu, e não na comunidade brasileira. Verdade seja dita, que meu público brasileiro de verdade na Europa, é um pessoal mais culto, informado, essas pessoas nunca gritaram nada, o negócio é que vai uma turma mais simplória que nunca me acompanhou no Brasil, público de sertanejo, axé, pagode, que vem beber cerveja barata com camiseta apertada tipo jogador de futebol, com aquele relógio branco, e começa gritar nome de time. Não gaste seu dinheiro, e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica, esse não é um show para matar a saudade do Brasil, esse é um show internacional. Que desagradável ter que toda vez dar explicações, e ter que escrever esse texto infame…

Você realmente precisa disso? (Uma reflexão sobre o consumismo)

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Sou um pouco consumista, não nego, mas só um pouco. Coleciono filmes, já colecionei quadrinhos e LPs/CDs. Também gosto de tecnologia e, quando possível, gosto de ter um equipamento “último tipo”. Já com carro já não ligo. Não tenho aquela fissura de muitos em ficar trocando o carro novo por um novo carro novo.

Porém, cada vez mais, parece que se você não possui o smartphone top of top, ou o computador mais power, por exemplo, você está por fora, não faz parte do clube. Acaba acontecendo de muitas vezes o indivíduo estar com o aluguel atrasado, mas está com seu i-Phone 6 blaster-mega-plus brilhando (ou o Android Galaxy Note-Master-Excellence. Ou comer um singelo pão com ovo (que acho uma delícia), mas ostenta com orgulho seu novo carrão.

Um vídeo que assisti hoje na internet provoca uma reflexão interessante. Temos que avaliar sempre se precisamos realmente de um novo aparato tecnológico. O que você possui não atende suas necessidades? Claro, que esse questionamento não é direcionado aos endinheirados que não faz qualquer diferença comprar um novo Gadget a cada semana, mas sim aquele consumidor comum, que tem seu dinheirinho suado, no final do mês e deixa de priorizar o que realmente importa, para estar antenado com as novas do mundo “muderno“.

Vale muito o play no vídeo abaixo.

O melhor cover de Pink Floyd, ever!!!!

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Pessoal lá do Amazonas é que é feliz, pois tem a seu bel prazer a dupla mais power em fazer versões de músicas do Pink Floyd! Eu já virei fã do “baterista”. Assista, vc não irá se arrepender!

Os números de 2014 do Pitadas do Sal

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

O Museu do Louvre, em Paris, é visitado todos os anos por 8.5 milhões de pessoas. Este blog foi visitado cerca de 2.400.000 vezes em 2014. Se fosse o Louvre, eram precisos 103 dias para todas essas pessoas o visitarem.

Clique aqui para ver o relatório completo

Ensaio Fotográfico – Garotas e Becks (+18)

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O fotógrafo Richard Kern lançou no ano passado um livro que reúne garotas e baseados. Sim, eu sei que a notícia é velha, mas eu não publiquei no início do ano por pura preguiça. Mas vamos lá. O ensaio registrado capta imagens naturais de mulheres baforando um cigarrinho com encanto e graça. O livro chama-se “Contact High” e  pode ser encomendado facilmente, sem impostos, na Amazon. Ah, você também pode acompanhar outros clicks do Richard no InstagramContinuar lendo “Ensaio Fotográfico – Garotas e Becks (+18)”

Seis Playmates das décadas de 1950 a 1970 hoje em dia (+18)

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Um artigo publicado pela New York Magazine resgatou as garotas do mês da revista Plavboy dos anos 19850 a 1970. O artigo (em inglês) pode ser conferido aqui. Seis senhoras contam a experiência de ser uma playmate, símbolo sexual de várias gerações, em uma época recheada de tabus nos Estados Unidos da América. Se voê tem mais de 18 anos, confira a galeria… Continuar lendo “Seis Playmates das décadas de 1950 a 1970 hoje em dia (+18)”

Como não identificar contatos no celular

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Vi no site Sweetlicious, enquanto peregrinava pela internet e achei genial. Cuidado ao identificar seus contatos no celular para não ser pego em uma saia justa! 😉

Instagram dos personagens Dysney

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Ariel

A ilustradora italiana Simone Bonafini criou uma série, batizada Selfie Fables, onde apresenta personagens da Disney em “selfies” feitas para o Instagram. Não sei vcs, mas eu curti a ideia. Confira… Continuar lendo “Instagram dos personagens Dysney”

Propaganda e a praga do politicamente correto

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Que o tempo em que vivemos existe uma melhora significativa em uma ampla gama de situações, não há dúvidas. Porém, em alguns setores, principalmente do entretenimento e da cultura, os tempos antigos eram infinitamente melhores. No humor, na música e na propaganda, a patrulha do politicamente correto tornou-se uma rocha nos sapatos das mentes criativas. “Buylling” e “preconceito”  são tratados com certo exagero, na minha opinião, e isso podou/poda a criatividade, a liberdade criativa. Concordo que certos exageros devam ser revistos, mas será que na música bandas como Raimundos, do famigerado Puteiro em João Pessoa e os Mamonas Assassinas, que caiu no gosto da meninada fariam sucesso hoje em dia? E Os Trapalhões? O melhor grupo brasileiro de humor que o país já conheceu, com piadas “machistas”, “preconceituosas”, racistas e aquele buylling maroto, será que se criaria nos tempos atuais? Será que algum patrocinador apostaria as fichas em um programa do gênero?

Ah, a puberdade…

Foi revendo a propaganda dos bombons Garoto, criado pela agência W/Brasil, acho que no início dos anos 1990, que eu percebi que falta um pouco de ousadia também na publicidade. Nós, que já fomos um celeiro de criatividade, deixamos de produzir peças geniais, como a do “Meu primeiro sutiã”, ou as geniais propagandas de cigarro, com suas trilhas sonoras marcantes, que deixa no chinelo qualquer propagandinha da Red Bull (que não dá asas a ninguém). Queria uma sociedade mais ousada e criativa e penos chata e policiadora.

E  que dizer dessa obra prima? Será que passaria hoje em dia sem polêmica?

Comerciais

Mussum e a “pindureta”

A evolução dos comerciais do cigarro Hollywoos

Sátira do “meu primeiro sutiã, com Eduardo Sterblitch

E o original…

James Brown – Trailer Legendado Oficial da Cinebiografia

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Saca Groove? Funk? Swing? Balanço? Ritmo?

Pois a personificação de tudo isso se dá em James Brown, o cara que mudou a música pop nos anos 1960! A Universal lançou o trailer oficial da cinebiografia do cantor, conhecido por Mr. Dynamite (e também por Soul Brother Number One, Sex Machine, The Hardest Working Man in Show Business, The King of Funk, Minister of The New New Super Heavy Funk, Mr. Please Please Please Please Her, I Feel Good, The Original Disco Man5 e principalmente The Godfather of Soul (“O Padrinho do Soul”). No livro “Sweet Soul Music” de Arthur Conley, ele é descrito como King of Soul (“Rei do Soul”)).
Mais do que escrever sobre Brown, o melhor é ouví-lo. Então dá um clique para conferir o trailer e vá buscar na rede as músicas para alegrar seu dia!
O filme está previsto para 5 de fevereiro de 2015 e traz no elenco o ator Chadwick Boseman dando vida a James Brown na telona!

Veja o cartaz nacional do filme

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Fotos de Rihanna nua vazam na rede e repercute nas redes sociais (+18)

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Após a grande repercussão que teve as fotos de Jennifer Lawrence e outras celebridades, que tiveram fotos nuas divulgadas na internet por um hacker, neste final de semana foi a vez da cantora Rihanna a ter sua “privacidade” invadida. Se bem que no caso da Rihanna eu sinceramente tenho minhas dúvidas se não foi proposital, dada a mania da cantora a querer chocar sempre com clipes sensuais e roupas ousadas, como essa da imagem abaixo, que ela usou em um desfile de moda… Ela já posou sem roupa em diversas oportunidades e o perfil no Instagram da cantora foi desativado pelos administradores da rede social porque ela divulgou fotos de topless. Então…

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Se você ficou curioso em ver mais, este site aqui publicou algumas. E se vc tem mais de 18, dá um clique para ver uma pequena galeria aqui mesmo, no Pitadas Continuar lendo “Fotos de Rihanna nua vazam na rede e repercute nas redes sociais (+18)”

Costinha era o cara, ponto!

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Para os que tem mais de 40 anos deve ter bem viva na memória as caras e caretas do humorista Lírio Mário da Costa, ou simplesmente Costinha. Nascido no Rio de Janeiro de 1923, o virginiano partiu pro andar de cima em 1995, quando integrava o elenco da Escolinha do Professor Raimundo. Antes, porém, construiu e solidificou uma brilhante carreira no teatro, cinema e TV, atuando em humorísticos clássicos, como omo “Apertura” (Rede Tupi), “Aperte o Cinto” e “Domingo de Graça” (Rede Manchete), “Costinha em 3 atos e 1/2” (SBT), “Planeta dos Homens”, “Os Trapalhões” e “Chico Anysio Show” (Rede Globo).

O vídeo abaixo, que graças ao Youtube está preservado para as gerações futuras, mostra um pouco das características que consagraram Costinha. Após fazer a cena anunciando a Raspadinha da Lotérica do Rio, Costinha improvisa todo o texto para surto de risadas de quem estava assistindo. (Contém muitos palavrões. Se você é uma pessoa pudica, sorry, não dê play)

Ah, e quem da época também não lembra os discos de piadas gravadas por ele?

Ode Lúgubre II (o fim do disfarce)

Escrevi esse texto (desabafo) entre os dias 14 e 15 do ano de 1993. Na época com 22 anos, gostava de escrever minhas histórias e experiências desde os 14. Escrevia na primeira pessoa, olhando pro meu umbigo e sentia inveja daqueles compositores e poetas maravilhosos que conseguiam externar em palavras sobre o mundo, o país, o estado, a cidade, ou mesmo sobre a rua em que vivia. Eu tinha dificuldades. Mas, ante os fatos que ocorreram naquele ano, culminando com a chacina na candelária, onde menores de rua foram exterminados enquanto dormiam, escrevi esse desabafo que, pela primeira vez, publico aqui na Internet.

Jardim das Delícias - por Hieronymus Bosch (1504)
Jardim das Delícias – por Hieronymus Bosch (1504)

Continuar lendo “Ode Lúgubre II (o fim do disfarce)”

O passado revelado em fotos “raras”

O “raras” do título está entre aspas pois, após colocada na rede, as imagens deixaram de ser raras, né? Mas de qualquer maneira, o que vale é o registro. Confira na galeria uma série de fotos de bastidores do mundo das artes e das celebridades.

A coletânea de imagens é do site qga.com.br

Abbey Road dos Beatles – 45 anos depois

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Fãs do quarteto de Liverpool se reuniram na faixa de pedestres mais famosa do mundo nesta sexta-feira, 8 de agosto, para celebrar os 45 anos da realização da foto clássica do álbum Abbey Road, o 12º e último disco gravado pelos Beatles. Atores do musical Let it Be cruzaram a rua para reproduzir a capa do álbum, que traz John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison atravessando a rua.

A fotografia da capa do álbum Abbey Road é uma das mais icônicas da cultura pop. Clicada em 8 de agosto de 1969, pelo fotógrafo Iain Macmillan, a imagem já foi parodiada dezenas de vezes.
A sessão demorou apenas dez minutos e meia dúzia de fotografias foram tiradas.AbbeyRoad foi lançado pelos Beatles em 26 de setembro de 1969 e teve o mesmo nome da rua londrina onde se situa o estúdiodaEMI, que passou a sechamarAbbeyRoad após o disco. Confira as fotos dos bastidores da sessão que gerou a capa.

A abbey Road atualmente em um dia normal
A abbey Road atualmente em um dia normal

Clique e veja no Google Maps

Os Beatles nessa época como grupo, internamente, já estava destroçado. O álbum foi o canto do cisne dos rapazes. Todos sabiam que aquele era o último disco e que a banda haveria de acabar após o feito. Paul é quem comandava a maioria das atividades do grupo, mas nada era muito fácil. E foi justamente McCartney quem teve a a ideia e iniciativa de fotografar naquela faixa de pedestres.

Rascunho original feito por McCartney  para a foto
Rascunho original feito por McCartney para a foto

Antes mesmo de iniciar a sessão, Paul fez uma foto da rua vazia… abbey-road-empty-690808-580x389

Foram realizadas seis fotos para a tomada de capa… apenas seis tentativas para criar um clássico

 

Não há turista que passe por ali que não faça uma foto, refazendo os passos de Lennon, Starr, McCartney e Harrison… Até mesmo eu fiz uma, claro…

Sal atravessando a rua Abbey
Sal atravessando a rua Abbey

Lições da vida – Porque não empresto minhas coisas

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Uma coisa é certa: Assim como não gosto de emprestar nada, também não peço emprestado. Não tem jeito, por mais caprichoso que aquele seu amigo seja ninguém vai cuidar melhor de suas coisas do que você mesmo. Claro que eu falo isso de algo que tem um valor especial, seja sentimental ou que represente uma conquista pessoal, ou mesmo aquele item bacana de uma coleção. Quer me acusar de egoísta? Não ligo… mas, explico por que penso assim:

Quando eu leio um livro muito bom morro de vontade de compartilhar a experiência com alguém e, se a pessoa não leu, prefiro dar um livro igual de presente do que emprestar aquele meu.

Lembro nos idos dos anos 1990, só pra citar um exemplo, quando consegui adquirir com muito custo a biografia do Jim Morrison (do The Doors), importada, batizada “Daqui Ninguém Sai Vivo”, pois não havia sido lançada no Brasil. Era a época do filme do Oliver Stone, que contava a história da banda e do Rei Lagarto. O livro, inclusive, foi referência para o filme.

Pois bem, li o livro de cabo a rabo em questão de poucos dias e precisava conversar sobre aquilo. Na época, um amigo que também gostava da banda se mostrou interessado em  ler. Como era um livro “raro” e caro, ele não iria comprar. Emprestei o meu. Uns quatro meses depois, após muita cobrança minha pela devolução, recebi o livro de volta… em frangalhos. Eu não sei como o cara manuseou o livro, só sei que ele devolveu com vááááááárias folhas soltas, despencadas, uma dó. Eu fiquei sem ação com o livro naquele estado nas mãos e ele, sem graça, não sabia explicar o motivo de estar daquele jeito. Resultado? Não empresto mais livros para ninguém! Cedo a minha casa se a pessoa quiser ir lá ler alguns dos volumes de minha coleção, mas emprestar… nope!

Disco também era a mesma coisa. Na época dos LPs sempre vinha com uma faixa pulando (quando não vinha arranhada mesmo), com a capa suja ou amassada e isso quando devolviam. Minha coleção de vinil era para contar com muito mais do que tenho hoje, mas, infelizmente, muitos não me foram devolvidos. Com os CDs os arranhões eram mais raros, mas a caixinha plástica quebrada ou o encarte com orelhas era comum, e isso sem contar também os que não foram devolvidos. Resultado? Não empresto mais. Faço uma cópia do disco e dou de presente, mas emprestar…

Livros, discos, DVDs, Blu-rays, roupas, nada disso eu empresto e não é por que sou ruim, mas é porque só eu sei o duro que dei para conseguir aquelas coisas e tenho um carinho por todas essas peças. Alguém pode me acusar de “materialista”, ok. Minha consciência está tranquila… Aprendi a lição de que emprestar algo sempre acarreta em três consequências: Você fica sem o objeto, pois nunca mais o receberá de volta; você recebe o objeto danificado; você perde o amigo(?). Por isso, salvo raríssimas exceções, eu não empresto nada. Mas, fiquem tranquilo, pois como disse inicialmente no texto, também não peço emprestado.

Ah, e se você é daqueles que pegam emprestado e não devolvem, ou “se esquecem” de devolver, saiba que isso é feio, é muito feio… (alguém aí falou em furto?) rsrsrsrsrsrsrs

A tal da Geração “Só a Cabecinha”

 

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Li neste último final de semana um artigo interessante, na revista Galileu, sobre comportamento. Especificamente de usuários de Internet. Nele, a autora, Bia Granja comenta o “excesso” de informação na rede e o fato de que as pessoas não lêem/assistem durante muito tempo as postagens e cita uma pesquisa que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. A autora se impressiona e diz que “o mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento”. Ela destaca que se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, “o que acontece com o resto das coisas?”.

Quero deixar claro minha opinião frente a rede mundial de computadores, que acho uma maravilha, mas eu assino embaixo da corrente que prega que a WEB é aquilo que fazemos dela. A tal Geração “Só a Cabecinha”, do título deste post e do artigo de Bia é que me faz refletir o rumo que estamos tomando.

Muitos, muitos mesmo, compartilham ou curtem uma postagem sem ler o conteúdo. Fazem isso apenas pelo título ou pela consideração ao amigo que criou ou compartilhou primeiro a informação. Há inúmeros casos assim. Posso relatar duas experiências que tive. A primeira é em relação ao Pitadas do Sal. Criei uma página no Facebook para ajudar a divulgar o blog e meus posts do Facebook sobre as postagens possuem muito mais curtidas do que realmente visualizações lá no Pitadas. Isso quer dizer que as pessoas curtem um conteúdo que não leram.

Outro exemplo: há alguns meses circula em texto na Internet sobre “Músicas que cantamos errado, achando que era certo”… Ou algo parecido. Até aí tudo bem, tem exemplo do mais famoso Virundum já criado, que é a música do grupo Brylho, onde o Cláudio Zoli cantava “Na madrugada vitrola rolando um blues, tocando B.B. King sem parar…” e geral cantava “Trocando de biquini sem parar”. O “problema” foi quando citaram que na letra de “Menina Veneno”, clássico do músico Ritchie, a cor do abajur era “carmim” ao invés de “cor de carne”… Precisou o músico se pronunciar no próprio Facebook, para explicar o óbvio.

Reprodução Facebook
Reprodução Facebook

Em relação ao ocorrido, escrevi ao Ritchie:

Ritchie, um dos problemas em redes sociais, como o Facebook, é que a maioria dessa galera que frequenta não é muito propensa a pensar. É mais fácil curtir e compartilhar, mesmo sem checar a veracidade do post, do que que criar conteúdo próprio. Se alguém publicar que a canção “Atirei o pau no gato”, foi composta por uma menininha de 8 anos, que morava no interior de MG e que tinha o hábito de espancar os gatos da vizinhança e era filha da Dona Xica, uma mãe permissiva, provavelmente terá infinitos “likes”, se for bem escrito.

No próprio artigo da revista Galileu, cita um dado curioso:

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Porém, o artigo dá uma justificativa “rasa” para o fenômeno propalado nas redes sociais, e embora “compreensível”, a meu ver não justifica a falta de “aprofundamento”:

A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Não quero dizer que você precise saber de tudo, mas curta/comente/compartilhe aquilo que leu. É o mínimo.

Se você leu o texto aqui, meus sinceros parabéns e agradecimento!
Para ler o artigo da Bia, no site da revista Galileu, clique aqui.

por Ariston Sal Junior