Você realmente precisa disso? (Uma reflexão sobre o consumismo)

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Sou um pouco consumista, não nego, mas só um pouco. Coleciono filmes, já colecionei quadrinhos e LPs/CDs. Também gosto de tecnologia e, quando possível, gosto de ter um equipamento “último tipo”. Já com carro já não ligo. Não tenho aquela fissura de muitos em ficar trocando o carro novo por um novo carro novo.

Porém, cada vez mais, parece que se você não possui o smartphone top of top, ou o computador mais power, por exemplo, você está por fora, não faz parte do clube. Acaba acontecendo de muitas vezes o indivíduo estar com o aluguel atrasado, mas está com seu i-Phone 6 blaster-mega-plus brilhando (ou o Android Galaxy Note-Master-Excellence. Ou comer um singelo pão com ovo (que acho uma delícia), mas ostenta com orgulho seu novo carrão.

Um vídeo que assisti hoje na internet provoca uma reflexão interessante. Temos que avaliar sempre se precisamos realmente de um novo aparato tecnológico. O que você possui não atende suas necessidades? Claro, que esse questionamento não é direcionado aos endinheirados que não faz qualquer diferença comprar um novo Gadget a cada semana, mas sim aquele consumidor comum, que tem seu dinheirinho suado, no final do mês e deixa de priorizar o que realmente importa, para estar antenado com as novas do mundo “muderno“.

Vale muito o play no vídeo abaixo.

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Propaganda e a praga do politicamente correto

primiero sutia a gente nunca esquece

Que o tempo em que vivemos existe uma melhora significativa em uma ampla gama de situações, não há dúvidas. Porém, em alguns setores, principalmente do entretenimento e da cultura, os tempos antigos eram infinitamente melhores. No humor, na música e na propaganda, a patrulha do politicamente correto tornou-se uma rocha nos sapatos das mentes criativas. “Buylling” e “preconceito”  são tratados com certo exagero, na minha opinião, e isso podou/poda a criatividade, a liberdade criativa. Concordo que certos exageros devam ser revistos, mas será que na música bandas como Raimundos, do famigerado Puteiro em João Pessoa e os Mamonas Assassinas, que caiu no gosto da meninada fariam sucesso hoje em dia? E Os Trapalhões? O melhor grupo brasileiro de humor que o país já conheceu, com piadas “machistas”, “preconceituosas”, racistas e aquele buylling maroto, será que se criaria nos tempos atuais? Será que algum patrocinador apostaria as fichas em um programa do gênero?

Ah, a puberdade…

Foi revendo a propaganda dos bombons Garoto, criado pela agência W/Brasil, acho que no início dos anos 1990, que eu percebi que falta um pouco de ousadia também na publicidade. Nós, que já fomos um celeiro de criatividade, deixamos de produzir peças geniais, como a do “Meu primeiro sutiã”, ou as geniais propagandas de cigarro, com suas trilhas sonoras marcantes, que deixa no chinelo qualquer propagandinha da Red Bull (que não dá asas a ninguém). Queria uma sociedade mais ousada e criativa e penos chata e policiadora.

E  que dizer dessa obra prima? Será que passaria hoje em dia sem polêmica?

Comerciais

Mussum e a “pindureta”

A evolução dos comerciais do cigarro Hollywoos

Sátira do “meu primeiro sutiã, com Eduardo Sterblitch

E o original…

A linda história de Ryland e sua maravilhosa família

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Bom, eu poderia escrever um monte de coisas para explicar o motivo de postar esse vídeo aqui no Pitadas do Sal, mas o vídeo fala por si. Assim como a maravilhosa família de Ryland, eu também desejo que um dias as pessoas encarem situações como essa com naturalidade e não estranhamento. Eu acredito no amor e este sentimento pode tudo. Assista o vídeo…

Levy Fidelix promove discurso homofóbico em debate

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Entre as bizarrices que somos obrigados a nos deparar quando assistimos o Horário Eleitoral Gratuito ou os Debates promovidos com os presidenciáveis, o discurso homofóbico de Levy Fidelix (PRTB) na madrugada desta segunda-feira, 29, no debate promovido pela TV Record, foi um dos mais deploráveis.

Quando Luciana Genro (Psol) perguntou qual a sua posição frente aos direitos homoafetivos, Fidelix discorreu uma série de colocações ofensivas, preconceituosas e que incitavam a violência contra homossexuais. “Dois iguais não fazem filho”, “aparelho excretor não reproduz” e “Vamos ter coragem! Nós somos maioria! Vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los”, incitou, após até mesmo comparar gays a pedófilos.

Foram 90 segundos de discurso. Fidelix abandonou o discurso “politicamente correto” que adotou em momentos anteriores da campanha. O que se viu nessa madrugada foi uma série de impropérios de ódio aos gays. Isso em uma TV aberta. “Prefiro não ter esses votos, mas ser um pai, um avô, que tem vergonha na cara, que instrua seu filho, que instrua seu neto”, bradou sobre o fato de sua opinião o fazer perder votos.

Não satisfeito com o que já declarara, em sua tréplica continuou com seu preconceito: “Vai pra [Avenida] Paulista e anda lá e vê, é feio o negócio”. Ainda citou definindo os homossexuais como “esses que têm esses problemas” e finalizou: “que sejam atendidos no plano psicológico e afetivo mas bem longe da gente, bem longe mesmo, por aqui não dá”.

Bizarro e caricato, Levy Fidelix sempre foi visto como um “personagem” por jornalistas e eleitores. Um pseudopolítico à frente de um partido de aluguel. Agora é conhecido como um homem que incita a violência contra os homossexuais, com um discurso estúpido, demagógico e vulgar. Mas, o mais triste, é perceber que o riso da plateia e parte da população que acompanhou o debate da Record, apoiam o candidato nas redes sociais, com o discurso de que “ele teve coragem de dizer o que pensa”, provando que a violência contra os gays, infelizmente, é socialmente aceito.

Afirmo, Levy Fidelix não é corajoso, é um idiota. Deve ser responsável por seu discurso em rede nacional onde promoveu, para milhares de pessoas que assistiam, o ódio ao ser humano. Fidelix é um criminoso. E lamento os rumos dessa eleição. Ninguém repudiou o discurso deplorável de Fidelix, talvez por medo de perder votos daqueles que concordam com a sandice. Para terminar, deixo uma consideração ao fato, feita pelo jornalista Leonardo Sakamoto:

Pessoas como Levy Fidelix deveriam também ser responsabilizadas por conta de atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali – de ataques com lâmpadas fluorescentes na Avenida Paulista a espancamentos no interior do Nordeste. Pessoas como ele dizem que não incitam a violência. Não é a mão delas que segura a faca ou o revólver, mas é a sobreposicão de seus discursos ao longo do tempo que distorce o mundo e torna o ato de esfaquear, atirar e atacar banais. Ou, melhor dizendo, “necessários”, quase um pedido do céu. São pessoas como ele que alimentam lentamente a intolerância, que depois será consumida pelos malucos que fazem o serviço sujo.

 

Afinal, que diz a lei contra a homofobia?

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Devido a enorme repercussão do post Dez razões para NÃO aprovar o Casamento Gay no Brasil, eu resolvi republicar do meu antigo Blog, da época da faculdade, um outro post sobre um tema tão debatido nos últimos anos. O texto é de autoria do meu amigo jornalista William De Lucca Martinez. Boa leitura!

Entre a extensa lista de citações do filósofo grego Aristóteles, uma é essencial para que todo este texto faça sentido: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Ser gay não é o único motivo que me faz acreditar que o projeto de lei substitutivo 122, de 2006, adiciona a discriminação aos homossexuais a lista de crimes da lei º 7.716 seja benéfico para toda a sociedade. O que me faz acreditar neste projeto é seu texto, claro, conciso e objetivo.

Ao contrário do que vociferam pastores evangélicos Brasil a fora, como Silas Malafaia e o senador Magno Malta (PR/ES), a PL122 não torna os gays uma ‘categoria intocável’. A discriminação por orientação sexual (homo/bi/trans e hetero) passa a incorporar o texto de uma lei já existente, que pune o preconceito por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero e sexo. Aprovada a modificação, a lei ganha o texto ‘orientação sexual e identidade de gênero’ como complemento.

A lei, que já cita uma extensa lista de crimes contra estas fatias da sociedade, adiciona ainda impedir ou proibir o acesso a qualquer estabelecimento, negar ou impedir o acesso ao sistema educacional, recusar ou impedir a compra ou aluguel de imóveis ou impedir participação em processos seletivos ou promoções profissionais para as pessoas negras, brancas, evangélicas, budistas, mulheres, nordestinos, gaúchos, índios, homens heterossexuais, mulheres homossexuais, travestis, transexuais… pra TODO MUNDO! Ou seja, a lei não cria artifícios para beneficiar apenas os gays, mas para dar mais garantias de defesa de seus direitos para toda a sociedade, da qual a comunidade gay está inserida.

O único artigo que cita diretamente novos direitos constituídos a homossexuais é o oitavo, que torna crime “proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãos”, deixando claro que os direitos são de TODOS, e não apenas de um grupo seleto de pessoas.

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Mas e a liberdade de expressão?

O ponto mais criticado por evangélicos, especificamente, é a perda da liberdade de expressão. Ora, onde um deputado em sã consciência faria um projeto desta magnitude e não estudaria a fundo a constituição para evitar incompatibilidades? A PL122 apenas torna crime atos VIOLENTOS contra a moral e honra de homossexuais, o que não muda em nada o comportamento das igrejas neo-pentecostais em relação a crítica. Uma igreja pode dizer que ser gay é pecado? Pode. Assim como pode dizer que ser prostituta é pecado, ser promiscuo é pecado, ser qualquer coisa é pecado. A igreja pode dizer que gays podem deixar o comportamento homossexual de lado e entrar para a vida em comunhão com Jesus Cristo? Pode, claro! Tudo isso é permitido, se há homossexuais descontentes com sua orientação sexual, eles devem procurar um jeito de ser felizes, ou aceitando sua sexualidade ou tentando outro caminho, como a igreja, por exemplo.

Agora, uma igreja pode falar que negros são sujos, são uma sub-raça e que merecem voltar a condição de escravos? Pode dizer que mulheres são seres inferiores, que não podem trabalhar e estudar, e que devem ser propriedade dos maridos? Pode dizer que pessoas com deficiência física são incapazes e por isto devem ser afastadas do convívio social por não serem ‘normais’? Não, não podem. Da mesma forma, que igrejas não poderão dizer (mesmo porque é mentira) que ser gay é uma doença mental, que tem tratamento, que uma pessoa gay nunca poderá ser feliz e que tem de se ‘regenerar’. Isto é uma violência contra a moral e a honra dos homossexuais, e este tipo de conduta ofensiva será passiva de punição assim que a lei for aprovada.

O que a PL 122 faz é incluir. Ela não cria um ‘império Gay’, como quer inadvertidamente propagar um ou outro parlapatão no Senado. A PL 122 não deixa os homossexuais nem acima, nem abaixo da lei. Deixa dentro da lei. Quem prega contra a lei tem medo de perder o direito de ofender, de humilhar, de destruir seu objeto de ódio. Quem prega contra a PL 122 quer disseminar a intolerância. E tudo que nossa sociedade precisa hoje é aprender respeito e tolerância, e descobrir de uma vez por todas que é a pluralidade que torna nossas breves existências em algo tão extraordinário.

Texto publicado originalmente em 12/04/2010
por William De Lucca Martinez

 

Campanha – Violência contra a Mulher

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Vi esse curta-metragem, produzido pelo governo da Croácia e que alerta para um problema que aflige mulheres no mundo inteiro, a violência doméstica. Achei muito bacana, como um alerta. Ele incomoda, mas a mensagem no final eu questiono. Quem tem que se ajudar é a mulher que está nessa situação. Entendo que não seja fácil para muitas, mas só um basta fará com que ela saia de um círculo vicioso. Muitas mulheres também, dependentes financeiramente de seus homens, tem medo de abrir mão de uma falsa “segurança”. Sei de casos de mulheres que chegam a denunciar seus parceiros violentos, mas depois retiram a queixa por “medo”. O correto é se informar, buscar ajuda e sim, denunciar, pois só assim essa triste estatística poderá diminuir.

«Ajuda-me, eu não sei se posso esperar até amanhã.»,
diz a mensagem no papel que aparece no final do vídeo.

Partilhe esse post, espalhe a mensagem. Conheça também a PLP 2.0 Uma rede criada para combater a violência contra a mulher.

Dez razões para NÃO aprovar o Casamento Gay no Brasil

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  1. Ser gay não é natural. Brasileiros de verdade sempre rejeitam as coisas artificiais, como lentes de contato, poliéster e ar condicionado.
  2. O casamento gay vai encorajar pessoas a serem gays, da mesma forma que sair com pessoas altas vai fazer você ficar mais alto.
  3. Legalizar o casamento gay vai abrir um precedente pra todo o tipo de comportamento maluco. As pessoas podem até querer casar com seus bichos de estimação.
  4. O casamento hetero esteve aí este tempo todo e nunca mudou: mulheres continuam sendo propriedade dos homens, negros não podem casar com brancos e o divórcio continua ilegal.
  5. O casamento hetero perderia o sentido se o casamento gay fosse permitido. O sacramento do casamento só de zoação de 55 horas da Britney Spears seria destruído.
  6. Casamentos heteros são validos porque produzem crianças. Casais gays, pessoas inférteis e pessoas velhas não devem ter o casamento permitido, porque nossos orfanatos não estão cheios o suficiente, e o mundo precisa de mais crianças.
  7. Obviamente pais gays só criam filhos gays, assim como casais heteros só criam filhos heteros.
  8. O casamento gay não tem o apoio dos religiosos. Numa teocracia que nós vivemos, os valores de uma única religião têm que ser impostos sobre todas as pessoas do país inteiro. É por isso que temos apenas uma religião no Brasil.
  9. Crianças nunca podem ter sucesso sem o papel de um modelo de homem e mulher em casa. É por isso que na nossa sociedade é estritamente proibido pais ou mães solteiros criarem crianças sozinhas.
  10. O casamento gay vai mudar os fundamentos da sociedade; nós nunca poderemos nos adaptar a novas normas sociais. Assim como nós não nos adaptamos aos carros, ao terceiro setor, vidas mais longas e a internet.

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Antes que chova comentários hate, explico que o post, publicado originalmente no PGNMB, pelo meu amigo William De Lucca, critica, de forma sutil, o preconceito. Damos a isso o nome de “Ironia”.

“Este texto foi publicado várias vezes, em diversos fóruns sobre respeito a diversidade sexual, em inglês, e sem autoria. Achei que ele merecia ser lido em português, afinal, essa pouca vergonha de casamento gay realmente não faz sentido.”

William De Lucca
Que acha que essas maluquices só dão certo em paises sub-desenvolvidos, como o Canadá

Aproveite O Dia (carpe diem)

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Transforme sua vida no que você quiser!

Aproveite o dia!

Pense por si só!

Não se mede poesia!

 

Palavras podem mudar o mundo

Qual será seu verso?

Olhe ao redor

Encontre sua própria voz!

Descubra novos campos!

 

Há paixão na raça humana

Estamos vivos para amar

Aproveite o dia

É pra isso que estamos vivos!

 

Descubra novas maneiras de enxergar a vida

Sugue toda essência que ela nos dá

O homem só é livre em sonhos!

 

Rasgue tudo que não te agrada

Quebre todos que não valem nada

Encontre seu próprio passo

 

Abra caminho com as próprias mãos

Não há fronteiras ou religião

Que te impeçam de existir

 

Siga seu coração

Não se mede a alegria

Realize teu sonho

Aproveite o dia!

 

por Ariston Sal Junior

Uma caderno chamado Minha Vida

Há muito tempo em uma galáxia não tão distante, na verdade aqui mesmo, entre a segunda metade dos anos 1980 e início dos 1990, eu escrevia alguns textos sobre as coisas que aconteciam comigo… Eram nas páginas de um surrado caderno, o qual eu chamava de Minha Vida, que eu exorcizava meus fantasmas. Como não tinha grana para fazer uma terapia, eu escrevia. Alguns amigos me chamavam de “poeta”. Título muito nobre para um garoto que apenas escrevia o que sentia. O texto abaixo eu escrevi após dois episódios que vivenciei, seguidamente. O primeiro foi durante uma viagem de ônibus que fiz voltando do Leblon para Copacabana. O ônibus estava cheio, sem lugares para sentar e eu parei diante de uma menina, com minha velha mochila jeans, a qual estava o meu caderno dentro. Ela, gentilmente se ofereceu para “segurar” minha mochila. O segundo episódio foi alguns dias depois, em São Pedro d’Aldeia, na Praia do Sudoeste. Era a noite de um dia no meio da semana, férias de verão, eu e uns amigos iríamos ao “centro” da cidade. Uma de nossas amigas não quis ir, preferindo ficar sozinha na praia, que por ser no meio da semana, estava deserta. Eu entrei em casa, peguei meu caderno e a entreguei para que esse lhe servisse de companhia até voltarmos… No dia seguinte ela me devolveu o caderno com uma carta supercarinhosa, na qual me agradecia o gesto. Segue…

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Minha Vida

Apareceu você não sei bem de onde
Pediu a Minha Vida e a colocou em seu colo
Sem saber ao certo o que estava fazendo

Você folheou a Minha Vida
Sem saber que por onde seus olhos passavam
Era a Minha Vida

Minha Vida amassada
Gasta
Suja e rabiscada
Mas a Minha Vida

Você levou a Minha Vida para o seu quarto
E a deitou na sua cama
Dormiu
Sonhou
E se identificou com a minha vida

Você acordou com a Minha Vida por perto
E por dentro de ti

Chorou!
Sorriu!
E gozou com a Minha Vida

Por raros momentos Minha Vida fez parte da sua vida
Assim como de outras vidas
Hoje é apenas a minha vida

Minha Vida já andou por mãos delicadas
Foi vista por pessoas pequenas
E por olhos grandes como a lua

Minha Vida já viajou pra longe
E voltou pra minha vida

Já sorri muito e chorei demais para Minha Vida
Já inventei histórias verdadeiras para Minha Vida
Sobre a minha vida
Só a Minha Vida para aturar minha vida

A Minha Vida é o melhor e o pior da minha vida
A Minha Vida me dá forças para viver
A Minha Vida me vive
A minha vida é a Minha Vida!

E eu vivo a minha vida criando loucuras lúcidas
Num apetite voraz
De viver a Vida!

Lições da vida – Porque não empresto minhas coisas

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Uma coisa é certa: Assim como não gosto de emprestar nada, também não peço emprestado. Não tem jeito, por mais caprichoso que aquele seu amigo seja ninguém vai cuidar melhor de suas coisas do que você mesmo. Claro que eu falo isso de algo que tem um valor especial, seja sentimental ou que represente uma conquista pessoal, ou mesmo aquele item bacana de uma coleção. Quer me acusar de egoísta? Não ligo… mas, explico por que penso assim:

Quando eu leio um livro muito bom morro de vontade de compartilhar a experiência com alguém e, se a pessoa não leu, prefiro dar um livro igual de presente do que emprestar aquele meu.

Lembro nos idos dos anos 1990, só pra citar um exemplo, quando consegui adquirir com muito custo a biografia do Jim Morrison (do The Doors), importada, batizada “Daqui Ninguém Sai Vivo”, pois não havia sido lançada no Brasil. Era a época do filme do Oliver Stone, que contava a história da banda e do Rei Lagarto. O livro, inclusive, foi referência para o filme.

Pois bem, li o livro de cabo a rabo em questão de poucos dias e precisava conversar sobre aquilo. Na época, um amigo que também gostava da banda se mostrou interessado em  ler. Como era um livro “raro” e caro, ele não iria comprar. Emprestei o meu. Uns quatro meses depois, após muita cobrança minha pela devolução, recebi o livro de volta… em frangalhos. Eu não sei como o cara manuseou o livro, só sei que ele devolveu com vááááááárias folhas soltas, despencadas, uma dó. Eu fiquei sem ação com o livro naquele estado nas mãos e ele, sem graça, não sabia explicar o motivo de estar daquele jeito. Resultado? Não empresto mais livros para ninguém! Cedo a minha casa se a pessoa quiser ir lá ler alguns dos volumes de minha coleção, mas emprestar… nope!

Disco também era a mesma coisa. Na época dos LPs sempre vinha com uma faixa pulando (quando não vinha arranhada mesmo), com a capa suja ou amassada e isso quando devolviam. Minha coleção de vinil era para contar com muito mais do que tenho hoje, mas, infelizmente, muitos não me foram devolvidos. Com os CDs os arranhões eram mais raros, mas a caixinha plástica quebrada ou o encarte com orelhas era comum, e isso sem contar também os que não foram devolvidos. Resultado? Não empresto mais. Faço uma cópia do disco e dou de presente, mas emprestar…

Livros, discos, DVDs, Blu-rays, roupas, nada disso eu empresto e não é por que sou ruim, mas é porque só eu sei o duro que dei para conseguir aquelas coisas e tenho um carinho por todas essas peças. Alguém pode me acusar de “materialista”, ok. Minha consciência está tranquila… Aprendi a lição de que emprestar algo sempre acarreta em três consequências: Você fica sem o objeto, pois nunca mais o receberá de volta; você recebe o objeto danificado; você perde o amigo(?). Por isso, salvo raríssimas exceções, eu não empresto nada. Mas, fiquem tranquilo, pois como disse inicialmente no texto, também não peço emprestado.

Ah, e se você é daqueles que pegam emprestado e não devolvem, ou “se esquecem” de devolver, saiba que isso é feio, é muito feio… (alguém aí falou em furto?) rsrsrsrsrsrsrs

Infectados pelo HIV diminui no mundo, mas cresce no Brasil

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A geração que iniciou sua vida sexual agora, ou mesmo nos últimos anos, não cresceu sobre o fantasma da Aids* que assolava o mundo na segunda metade dos anos 1980 e início dos anos 1990. Pensar em transar sem camisinha era muito improvável, pois o medo de se infectar era real, próximo, estava na mídia o tempo todo, estava nos casos de famosos morrendo em consequência do HIV e isso bastava para que uma minoria não se protegesse para o ato sexual.

Atualmente esse panorama mudou. A morte em consequência do vírus parece ter se tornado distante, não palpável. Como se fosse “ficcão”, ou uma história somente de gerações passadas. Prova disso são os comentários esdrúxulos, tipo: “não sou o Batman para usar ‘capa'”! Resultado? O número de infectados mundialmente caiu 27,5% entre 2005  2013 e no Brasil o número aumentou 11% no mesmo período.

* As principais formas de contágio são: Sexo sem camisinha; compartilhar seringas; instrumentos que furam ou cortam não esterilizados e de mãe para filho.

Ostentação cristã e o templo da Igreja Universal que põe limites para visitantes

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Parece que humildade e “demonstração” de fé não caminham lado a lado no cristianismo. Digo isso dada a ostentação de alguns templos construídos. O que me chamou muito a atenção nos últimos dias, foi o que a  Igreja Universal do bispo Edir Macedo ergueu na cidade de São Paulo. O Templo de Salomão, como foi batizado a estrutura, tem capacidade para 10 mil pessoas e teve um custo estimado de R$650 milhões. A área construída é quatro vezes maior que a do Santuário de Aparecida.

Mas, não é só isso. Não basta ser o mais ostensivo. Para fazer uma “visitinha” ao templo, há que se submeter às regras da Universal. Não há uma cartilha com as especificações das roupas a serem trajadas mas, os fiéis são proibidos de fazer certas coisas, como por exemplo, as listadas abaixo no blog da igreja:

Para as mulheres, é vetado o uso de “minissaias ou outros tipos de roupas curtas, decotadas ou sensuais”. Já os homens deverão deixar no armário as camisetas de times de futebol, bermudas, regatas e chinelos.

Também não são permitidas roupas com mensagens políticas ou comerciais, bonés e óculos escuros. “Todos são bem vindos ao templo, mas um vestuário decente é esperado”, afirma o genro de Macedo, Renato Cardoso.

Ah, o “selfie” está proibido também no Templo de Salomão. De acordo com uma matéria publicada na Revista Exame,

Durante o início do funcionamento, a visitação será limitada a pessoas credenciadas com antecedência em outras unidades da Universal, que se dirigirão ao local com ônibus de caravanas oficiais.

No entanto, os fiéis privilegiados que já garantiram seus ingressos não poderão compartilhar nas redes sociais sua visita.

Assistam ao vídeo com as regras para o Templo de Salomão…

Segundo o vídeo, para garantir o respeito ao lugar sagrado, é expressamente proibido entrar com câmeras fotográficas, smartphones, tabletes, ou outros aparelhos eletrônicos, mesmo que desligados. Os visitantes serão revistados por guardas com detectores de metais.

As únicas imagens autorizadas serão feitas por fotógrafos da própria igreja e apenas na área externa do local. Elas poderão ser baixadas posteriormente pela internet.

A tal da Geração “Só a Cabecinha”

 

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Li neste último final de semana um artigo interessante, na revista Galileu, sobre comportamento. Especificamente de usuários de Internet. Nele, a autora, Bia Granja comenta o “excesso” de informação na rede e o fato de que as pessoas não lêem/assistem durante muito tempo as postagens e cita uma pesquisa que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. A autora se impressiona e diz que “o mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento”. Ela destaca que se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, “o que acontece com o resto das coisas?”.

Quero deixar claro minha opinião frente a rede mundial de computadores, que acho uma maravilha, mas eu assino embaixo da corrente que prega que a WEB é aquilo que fazemos dela. A tal Geração “Só a Cabecinha”, do título deste post e do artigo de Bia é que me faz refletir o rumo que estamos tomando.

Muitos, muitos mesmo, compartilham ou curtem uma postagem sem ler o conteúdo. Fazem isso apenas pelo título ou pela consideração ao amigo que criou ou compartilhou primeiro a informação. Há inúmeros casos assim. Posso relatar duas experiências que tive. A primeira é em relação ao Pitadas do Sal. Criei uma página no Facebook para ajudar a divulgar o blog e meus posts do Facebook sobre as postagens possuem muito mais curtidas do que realmente visualizações lá no Pitadas. Isso quer dizer que as pessoas curtem um conteúdo que não leram.

Outro exemplo: há alguns meses circula em texto na Internet sobre “Músicas que cantamos errado, achando que era certo”… Ou algo parecido. Até aí tudo bem, tem exemplo do mais famoso Virundum já criado, que é a música do grupo Brylho, onde o Cláudio Zoli cantava “Na madrugada vitrola rolando um blues, tocando B.B. King sem parar…” e geral cantava “Trocando de biquini sem parar”. O “problema” foi quando citaram que na letra de “Menina Veneno”, clássico do músico Ritchie, a cor do abajur era “carmim” ao invés de “cor de carne”… Precisou o músico se pronunciar no próprio Facebook, para explicar o óbvio.

Reprodução Facebook
Reprodução Facebook

Em relação ao ocorrido, escrevi ao Ritchie:

Ritchie, um dos problemas em redes sociais, como o Facebook, é que a maioria dessa galera que frequenta não é muito propensa a pensar. É mais fácil curtir e compartilhar, mesmo sem checar a veracidade do post, do que que criar conteúdo próprio. Se alguém publicar que a canção “Atirei o pau no gato”, foi composta por uma menininha de 8 anos, que morava no interior de MG e que tinha o hábito de espancar os gatos da vizinhança e era filha da Dona Xica, uma mãe permissiva, provavelmente terá infinitos “likes”, se for bem escrito.

No próprio artigo da revista Galileu, cita um dado curioso:

Quem não tem paciência de ouvir cinco segundos de uma música tem menos paciência ainda pra ler uma notícia inteira. Pesquisas já mostraram que a maioria das pessoas compartilha reportagens sem ler. Viramos a Geração “só a cabecinha”, um amontoado de pessoas que vivem com pressa, ansiosas demais pra se aprofundar nas coisas. Somos a geração que lê o título, comenta sobre ele, compartilha, mas não vai até o fim do texto. Não precisa, ninguém lê!

Porém, o artigo dá uma justificativa “rasa” para o fenômeno propalado nas redes sociais, e embora “compreensível”, a meu ver não justifica a falta de “aprofundamento”:

A timeline corre 24 horas por dia, 7 dias da semana e é veloz. Daí que muita gente acaba reagindo aos conteúdos com a mesma rapidez com que eles chegam. Nas redes sociais, um link dura em média 3 horas. Esse é o tempo entre ser divulgado, espalhar-se e morrer completamente. Se for uma notícia, o ciclo de vida é ainda menor: 5 minutos. CINCO MINUTOS! Não podemos nos dar ao luxo de ficar de fora do assunto do momento, certo? Então é melhor emitir logo qualquer opinião ou dar aquele compartilhar maroto só pra mostrar que estamos por dentro. Não precisa aprofundar, daqui a pouco vem outro assunto mesmo.

Não quero dizer que você precise saber de tudo, mas curta/comente/compartilhe aquilo que leu. É o mínimo.

Se você leu o texto aqui, meus sinceros parabéns e agradecimento!
Para ler o artigo da Bia, no site da revista Galileu, clique aqui.

por Ariston Sal Junior

A incrível geração das mulheres chatas – por Mariliz Pereira Jorge

Interessante o ponto de vista sobre as mulheres, vindas de uma… mulher
A colunista do jornal Folha de São Paulo, Mariliz Pereira, publicou semanas atrás em seu espaço do periódico uma ótima crônica, onde faz uma “análise” do comportamento feminino de algumas mulheres. Acredito que muitas mulheres se identificarão com o ponto de vista de Mariliz e outras acharão um absurdo… Tire suas próprias conclusões. Vale muito a leitura!

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Não faz nem um mês eu disse aqui que a melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes.
Uma ova.
E posso afirmar: a cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida – mas muito mais esperta do que você – sendo bem sucedida na dança do acasalamento. E você aí, sozinha no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos… Clique aqui para continuar lendo o texto.

por Mariliz Pereira Jorge
Colunista da Folha

 

PS> A pedidos da autora, tive que linkar para o texto original no site da Folha de São Paulo para a leitura completa da crônica.

Mulheres, não esqueçam… vocês são donas do próprio corpo

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Me deparei com essas ilustrações sendo compartilhadas pelo Facebook hoje e achei genial. A ilustradora mineira Carol Rossetti teve a iniciativa de combater o machismo e o preconceito que as mulheres estão sujeitas com desenhos. As ilustrações tratam desde celulite a opção sexual, passando por tatuagens, racismo e homofobia. Tantos os desenhos, quanto as frases que complementam as obras, são perfeitos. Confira a galeria, curta e o post e compartilhe essa ideia!

 

 

 

Tempestade Vermelha

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L’Extase Amoureuse : La Danaé de Gustav Klimt

Uma gota de silêncio escorre pela tua boca
Louca poesia que convida ao paraíso branco
Pranto teu que não foi meu trincado na garganta
Tanta fantasia aplicada sem razão
Paixão esmiuçada a troco de nada
Fada que pranteia a noite vagando
Pensando no carinho que nunca mais vou ver

Ter a solidão merecida por engano
Pano surrado que substitui o frágil véu
Céu ingrato de tempestade vermelha
Centelha que espalha o fogo que arde
Tarde demais e eu me arrependo

Uma gota de esperança escorre pelos meus lábios
Sábios poemas com vida contida — lamento !
Sofrimento teu que também é meu trancado no coração
Ilusão arrancada da razão
Solidão acompanhada ainda somos
Gnomos que incendeiam a noite pensando
Vagando no caminho que nunca mais vou ter

Ser a paixão merecida por um ano
Engano te oferecer o céu
Véu vermelho de tempestade ingrata
Reparta o fogo que te arde
Pra se arrepender nunca é tarde!

por Ariston “Sal” Junior

Brasil x Alemanha – Inacreditável! (ou O Que Aconteceu Com a Seleção Brasileira?)

Não gosto de futebol, acompanhei profissionalmente a Copa no Brasil, mas aceitei o desafio do meu editor Márcio Schalinski, em escrever um texto literário para a matéria sobre a derrota do Brasil para a Alemanha. Segue:

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Vergonha!

Talvez essa seja a melhor tradução para expressar o sentimento do torcedor brasileiro na noite de ontem, quando a Seleção Brasileira, pentacampeã do mundo, caiu diante da Alemanha, de forma vexatória, por 7 x 1.

A maior derrota da Seleção Brasileira, que sediava o mundial, e que na pior das previsões, poderia perder da Alemanha sim, mas não tomar um verdadeiro “passeio”, para usar um termo empregado no universo futebolístico.

A equipe do Brasil já venceu sem convencer em outros mundiais. Neste, a história apenas se repetia. Mas, como “o jogo só acaba quando termina” e o “futebol é uma caixinha de surpresa”, a cada partida deste mundial a torcida acreditava em uma provável final com a Seleção Brasileira. Mas, o que aconteceu no Mineirão, deixou evidente o despreparo da equipe, ou, para ser mais preciso, a ausência de uma. E não, não me venha com a desculpa de que os jogadores estavam abalados pela ausência de Neymar. Um time é coletivo, não pode se sustentar apenas em um pilar. Afinal, possuímos alguns dos “melhores” jogadores do mundo em suas posições.

O que aconteceu na capital mineira no dia de ontem, só não foi pior porque não perdemos para a Argentina. Mas prevaleceu a técnica sobre a sorte, a competência sobre o mero acaso. A Alemanha foi merecedora da vitória.

E que a derrota para a Alemanha jamais seja esquecida. Que sirva de lição para as formações futuras da seleção, que sirva de lição para nós brasileiros. Que sirva de exemplo que para vencer não basta ginga, samba e malandragem, mas um trabalho sólido, aplicado, com dedicação e que um povo deve ter mais que o futebol para se orgulhar.

 

Texto que escrevi para a edição de 9/72013
do jornal Folha SC – Jaraguá do Sul

Fotos feitas no Jaraguá do Sul Park Shopping, no 2º tempo do jogo entre Brasil x Alemanha

Enquanto isso, no Horário Político…

propaganda eleitoralEsse ano, além da Copa do Mundo, tem eleições e com ela, o famigerado horário político. O site Noo.com.br fez uma coletânea dos nossos mais carismáticos candidatos de eleições passadas. O que fica evidente é que a criatividade anda lado a lado com a cara de pau. Mas confesso que dei boas risadas das figuras bizarras mostradas no vídeo abaixo… Sesóstris!!!

Vale lembrar que a mudança que muitos clamam, só vem no voto. Aproveitem as próximas eleições e qundo for a urna escolher seu presidente e vice-presidente da República, deputados federais, senadores, governadores e vice-governadores, deputados estaduais; o governador e vice-governador do Distrito Federal e os deputados do Distrito Federal, faça de forma consciente. Saiba mais sobre seu candidato antes de tentar elegê-lo!!!