Se Pablo Picasso retratasse os heróis… e vilões dos quadrinhos

Inspirados nos traços do pintor espanhol Pablo Picasso, um trio de fotógrafos/designers da Wonder Bros criaram imagens de alguns heróis e vilões dos quadrinhos. Dá um confere aí na galeria. Se gostou, dá até para comprar, por aqui, as obras dos caras.

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Heroínas com seus belos e sexys uniformes

Poderosa e Supergirl

Muitos garotos, e marmanjos também, gostam de apreciar belas garotas em uniformes de heroínas. Se a “super” tem personalidade e baixa uns cascudos nos vilões, melhor ainda. Abaixo uma galeria que fiz com algumas beldades dos quadrinhos que escolhi para compor esse post.

Emma Frost

Mulher Gato

Tigresa

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A Morte do Super-Homem – quando comecei a colecionar quadrinhos

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Em 1992 o Superman, que aqui no Brasil ainda se chamava Super-Homem, morria e eu comecei a colecionar e admirar a arte dos quadrinhos. Na época esse evento fez barulho não apenas na mídia especializada, mas vários veículos de comunicação alardearam a notícia para todos saberem que o maior herói de todos os tempos iria morrer. Aqui no Brasil, até o Fantástico fez matéria sobre o assunto.

DC Comics   editora do Super, atravessava um grande dilema sobre o que fazer com as revistas do azulão. Pensaram até mesmo em cancelar os títulos, mas isso iria trazer mais problemas do que soluções. Falar em solução, a idéia da editora foi reunir a equipe criativa do personagem para criar uma grande história a fim de alavancar as vendas das revistas.

Na época com 54 anos de idade, o personagem já tinha sua marca mais do que solidificada e movimentava uma grande soma em dinheiro em merchandising. Mike Carlin, editor das revistas do Superman nos EUA, planejou junto com a equipe de artistas envolvidos nos títulos do Super colocar o herói no centro das atenções, através de uma história em que ele lutava com um novo personagem, o Doomsday, aqui no Brasil batizado de Apocalipse. Mas Superman só conseguiria deter o vilão pagando com a própria vida.

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Longe de ser um clássico dos quadrinhos, como Watchmen, Batman – O Cavaleiros das Trevas, ou A Piada Mortal, A Morte do Superman tem toda pinta de que foi feita as pressas e a carência de uma boa história é visível no desenrolar da trama a cada página que folheamos. Mesmo assim a estratégia da DC deu certo e a saga foi um sucesso avassalador. As vendas foram recordes e até mesmo quem não gostava do Super comprou a revista para ver sua morte.

Aqui no Brasil a história saiu publicada pela Editora Abril, em um único volume, diferente dos EUA, onde o desenrolar da saga saiu em várias revistas do Superman. Um especial intitulado A Morte do Super-Homem, onde a capa, com efeito em relevo, trazia o famoso símbolo do herói sangrando.

A Morte do Super-Homem capa

A partir dessa edição foi que eu comecei a comprar quadrinhos. Depois da Morte do Super, eu queria saber o desenrolar daquele universo, como a Lois Lane ficaria, os pais de Clark Kent e os outros heróis? As revistas que comprei em seguida a morte foi “Funeral para um Amigo” e “Além da Morte”, que traziam as consequências diretas do combate mortal.

Acabei comprando mensalmente as revistas do Super em banca. Claro que ele retornou da morte em um especial que também vendeu muito bem, chamado O Retorno do Super-Homem. Ampliei para os outros heróis da DC (Batman, Liga da Justiça…) e fui catar em sebos do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Santa Maria-RS as edições anteriores.

Colecionei por 10 anos. Ainda tenho muito bem guardadas cerca de duas mil revistas. Alguns clássicos, raros, mas isso é uma outra história.

Interessou? Vc pode comprar a reedição dessa história aqui e aqui, mas é uma pena ser tão caro.

A DC também lançou uma versão animada em DVD e Blu-Ray, em 2007. Confira o trailler:

Resgate – Texto escrito em 17 de Novembro de 2012

Watchmen – O Filme

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Adaptações para o cinema de obras literárias nem sempre são bem vindas. Quando se tenta transpor para as telonas uma obra criada originalmente para os quadrinhos então, nem se fala. Essas transposições, quase sempre, são alvo de críticas negativas, pois os fãs de HQs são os mais exigentes. Os filmes Mulher-Gato, Demolidor, Elektra e Justiceiro, são exemplos de que a tarefa não é das mais fáceis. Não é sempre que o diretor consegue um grande sucesso de público e crítica como Batman – O Cavaleiro das Trevas, Homem-Aranha ou X-Men. Agora, imagina tentar realizar um filme da melhor história em quadrinhos já criada, na opinião de milhões de fãs? Coube a Zack Snyder a difícil missão de converter em 2009 a obra clássica dos quadrinhos, Watchmen.

Na minha opinião, a versão cinematográfica de Watchmen é subestimada e é uma das adaptações mais bacanas que eu já assisti. Recomendo para quem gosta de um bom filme de ação, com lutas bem coreografadas, efeitos bem bacanas e uma trilha que não compromete o resultado final.

Vamos relembrar alguns dados dessa adaptação…

Depois de muitas, muitas idas e vindas e algumas brigas judiciais, que duraram 20 anos,  Watchmen – O Filme chegou às telas de cinema em 2009, contrariando os do contra, que consideravam esse feito impossível. Coube a Snyder conduzir com maestria e manter as ideias originais da história escrita por Alan Moore, desenhada por Dave Gibbons e publicada pela primeira vez em 1986.  Snyder ainda teve de aparar algumas arestas necessárias para tornar a trama, no cinema, mais interessante. Tudo integrado a história original. A adaptação é fidelíssima a obra, mesmo com um final diferente, mas que não deve chatear os fãs mais puristas bem resolvidos, pois mantêm a integridade ideológica da graphic novel.

WatchmenEquipe reunida para foto de divulgação do filme 😉

Watchmen é um filme para os fãs da história, feita por um fã que conseguiu incutir nos atores, quase todos desconhecidos do circuitão hollywoodiano na época do lançamento, a importância da obra. Talvez o filme precise, para muitos, de uma análise amadurecida sobre a trama, assim como na história em quadrinhos. A iminência de uma guerra nuclear em larga escala entre os Estados Unidos e a União Soviética é o mote da história. Mas, torço eu que o filme em alguns anos, tenha o merecido respeito e ocupe o seu lugar de destaque no panteão das grandes obras cinematográficas adaptadas dos quadrinhos.