Sem categoria

The Doors (1967) – Rompendo o stablishment do rock

3 set , 2015  

The Doors Pitadas do Sal

Gravado em míseros quatro canais, assim como o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles e lançado no mesmo ano, o álbum de estréia do grupo californiano The Doors foi diferente de tudo que já se tinha ouvido no rock. E é muito bom. 

O registro do álbum aconteceu  em agosto de 1966, com lançamento na primeira semana de 1967, o disco foi batizado com o mesmo nome do grupo, “The Doors” e a foto de capa soturna destacava o vocalista James Douglas Morrison, com o restante da banda em segundo plano. Um pecado, já que foi a unidade do quarteto complementado por Ray Manzarek (teclados); Robby Krieger (guitarra) e John Desmore (bateria) que dava o som característico e único do The Doors.

the-doors-first-album.jpg

Utilizando elementos do blues, jazz e até flamenco e “bossa-nova”, o primeiro disco do The Doors é tão pungente e possui tanta qualidade em suas canções, que pode soar como uma coletânea dos maiores sucessos da banda aos mais desavisados. Ali estão contidos clássicos como Break on Through (To the Other Side), Light My Fire, Back Door Man, Crystal Ship e a épica The End, só para ficarmos nas mais óbvias.

Gravado em poucos dias, com muitas músicas sendo registradas para a posteridade em um único take, The Doors, o disco, teve como primeiro single o clássico “Morrisiano” Break On Throuh e sua batida “bossa nova” acelerada. Foi idéia do batera, Desmore, dar esse molho latino a canção de Jim Morrison que exultava romper para o outro lado. Para a promoção do singe, ele mesmo e Manzarek, amigos do curso de cinema que faziam na Universidade da Califórnia (UCLA), dirigiram o filme, um dos precursores dos videoclipes.

Mas foi uma canção composta por Krieger e depois elaborada em inúmeros ensaios e shows antes do registro definitivo no álbum, que se tornou a canção do verão de 1967. Light My Fire incendiou o mundo e colocou o The Doors, ao lado dos Grateful Dead e os Jefferson Airplane, como ícones da contracultura da América.

Seja por suas performances bombásticas, pela interpretação passional das canções ou pela curta e profícua carreira do grupo, esse cartão de apresentação da banda, o primeiro disco, é item necessário na coleção de qualquer aspirante a roqueiro.

The+Doors+1967+Billboard+on+Sunset+Strip

Outdoor de divulgação promovido pela Elektra, gravadora do The Doors

, , , , , , , ,

Pitadas

Lições da vida – Porque não empresto minhas coisas

28 jul , 2014  

Tirinha02

Uma coisa é certa: Assim como não gosto de emprestar nada, também não peço emprestado. Não tem jeito, por mais caprichoso que aquele seu amigo seja ninguém vai cuidar melhor de suas coisas do que você mesmo. Claro que eu falo isso de algo que tem um valor especial, seja sentimental ou que represente uma conquista pessoal, ou mesmo aquele item bacana de uma coleção. Quer me acusar de egoísta? Não ligo… mas, explico por que penso assim…

Quando eu leio um livro muito bom morro de vontade de compartilhar a experiência com alguém e, se a pessoa não leu, prefiro dar um livro igual de presente do que emprestar aquele meu.

Lembro nos idos dos anos 1990, só pra citar um exemplo, quando consegui adquirir com muito custo a biografia do Jim Morrison (do The Doors), importada, batizada “Daqui Ninguém Sai Vivo”, pois não havia sido lançada no Brasil. Era a época do filme do Oliver Stone, que contava a história da banda e do Rei Lagarto. O livro, inclusive, foi referência para o filme.

Pois bem, li o livro de cabo a rabo em questão de poucos dias e precisava conversar sobre aquilo. Na época, um amigo que também gostava da banda se mostrou interessado em  ler. Como era um livro “raro” e caro, ele não iria comprar. Emprestei o meu. Uns quatro meses depois, após muita cobrança minha pela devolução, recebi o livro de volta… em frangalhos. Eu não sei como o cara manuseou o livro, só sei que ele devolveu com vááááááárias folhas soltas, despencadas, um dó. Eu fiquei sem ação com o livro naquele estado nas mãos e ele, sem graça, não sabia explicar o motivo de estar daquele jeito. Resultado? Não empresto mais livros para ninguém! Cedo a minha casa se a pessoa quiser ir lá ler alguns dos volumes de minha coleção, mas emprestar… nope!

Disco também era a mesma coisa. Na época dos LPs sempre vinha com uma faixa pulando (quando não vinha arranhada mesmo), com a capa suja ou amassada e isso quando devolviam. Minha coleção de vinil era para contar com muito mais do que tenho hoje, mas, infelizmente, muitos não me foram devolvidos. Com os CDs os arranhões eram mais raros, mas a caixinha plástica quebrada ou o encarte com orelhas era comum, e isso sem contar também os que não foram devolvidos. Resultado? Não empresto mais. Faço uma cópia do disco e dou de presente, mas emprestar… nope!

Livros, discos, DVDs, Blu-rays, roupas, nada disso eu empresto e não é por que sou ruim, mas é porque só eu sei o duro que dei para conseguir aquelas coisas e tenho um carinho por todas essas peças. Alguém pode me acusar de “materialista”, ok. Minha consciência está tranquila… Aprendi a lição de que emprestar algo sempre acarreta em três consequências: Você fica sem o objeto, pois nunca mais o receberá de volta; você recebe o objeto danificado; você perde o amigo(?). Por isso, salvo raríssimas exceções, eu não empresto nada. Mas, fiquem tranquilo, pois como disse inicialmente no texto, também não peço emprestado.

Ah, e se você é daqueles que pegam emprestado e não devolvem, ou “se esquecem” de devolver, saiba que isso é feio, é muito feio… (alguém aí falou em furto?) rsrsrsrsrsrsrs

, , , , , , , ,