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Paul McCartney nos anos 70 – Man on The Run

1 fev , 2017   Gallery

Paul McCartney nos anos 70 - Man on The Run

“Na verdade tento levar uma vida bem normal. (…) A única anormalidade é ser Paul McCartney.”

Acabei de ler o livro Man on the run: Paul McCartney nos anos 1970, da editora Leya. Confesso que nas primeiras páginas já considerava a leitura uma grata surpresa. Explico: Tendo lido várias biografias dos Beatles, Lennon e váááááááárias do Macca, confesso, logo que comprei o livro me veio o pensamento – será que vai valer a pena? Será que terá algo que já não li/sei? – Tinha. =)

Por se concentrar no período relatado no título, contextualizando o leitor o fim dos anos 1960, quando ocorreu o rompimento dos Beatles, o autor Tom Doyle nos apresenta a intimidade da família McCartney, e como o espírito hippie permeava Paul em suas tomadas de decisões, além do estilo de vida ao lado de Linda e filhos. Os anos 1970 para Paul é um período conturbado e pouco explorado por biógrafos.

O texto de Doyle passa a sensação de depressão, de perda e falta de rumo que Sir McCartney teve que enfrentar logo após a extinção dos Beatles e, principalmente, com o rompimento da relação com seu melhor amigo, Mr. John Lennon. Também mostra sua inaptidão inicial para tratar dos negócios e mesmo as escolhas para repertório de seus discos.

Não havia mais o seu parceiro para lhe aparar arestas e manter o senso de desafio em querer fazer sempre o melhor com suas composições. O que atormentava o músico era, aos 27 anos, saber como reconstituiria sua vida com o peso de ser um ex-Beatle.

Doyle teve acesso a entrevistas exclusivas com McCartney e obteve diversos outros registros históricos para retratar a década na vida. Contratação de músicos que fizeram parte do Wings, turnês em universidades, avião personalizado, prisões por porte de maconha e como se relacionou com Lennon durante o período são descritos de forma clara e objetiva, sem firulas. Terminar de ler o livro só confirmou o fato imutável de que Macca é um músico ímpar e merece todo o respeito, pois foi, é, e seguirá sendo um dos artistas mais fodas que tive o prazer de ver.

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Pitadas

A primeira biografia sobre os Beatles – por Hunter Davies

24 jan , 2017  

Finalmente adquiri e terminei de ler a primeira biografia sobre os Beatles. A única autorizada que existe, escrita por Hunter Davies. Foram duas semanas ininterruptas para ler as, cerca de, 600 páginas que conta a trajetória dos rapazes de Liverpool, desde a concepção de cada integrante até 1967, auge da carreira do grupo, quando lançaram o clássico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. O livro foi lançado em 1968.

Para quem nunca leu nenhuma biografia do grupo, a leitura aqui vale muito, pois a história é contada por Davies de forma fluida, em ordem cronológica e contou com a colaboração e incentivo dos próprios músicos. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr estavam no auge e no centro das atenções, quando foram entrevistados diversas vezes pelo autor da obra.

Como adiantei anteriormente, Davies conta detalhes da infância dos músicos, histórias de bastidores, curiosidades sobre composições, a relação com o empresário Brian Epstein e mais. A edição que li é a mais recente, de 2015, e além de várias fotos de arquivo da banda, traz ainda uma letra inédita de George Harrison. Para a introdução, Davies reservou algumas páginas para contextualizar a obra e traz algumas informações necessárias, desde o fim do grupo, em 1970 até os dias atuais.

Apesar de já ter lido diversas biografias dos Beatles, além das de Paul e John, individualmente, indico tranquilamente a leitura desta do Hunter Davies, facilmente encontrada nas livrarias. É um retrato de uma época, da maior banda que já existiu, goste você ou não dos Beatles. Ah, vale lembrar também que esta, por ter sido a primeira bio da rapaziada, influenciou outros autores que vieram posteriormente. Uma leitura obrigatória e gostosa para fãs e apreciadores da boa música.

Hunter Davies nasceu na Escócia, em 1936 e tornou-se mundialmente famoso ao escrever a biografia dos Beatles, em 1968. Autor de dezenas de biografias, romances e contos infantis, Davies atualmente colabora na redação de The New Statesman, The Sunday Times e Daily Mail.

 

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Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles

14 jan , 2016  

Here, There and Everywhere - Minha Vida Gravando os Beatles
Here, There and Everywhere - Minha Vida Gravando os Beatles

Livro narra os bastidores das gravações mais lendárias dos Beatles

Lançado nos EUA em 2006 pelo engenheiro de som dos estúdios EMI, Geoff Emerick, com a ajuda do jornalista Howard Massey, Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles narra a trajetória de Geoff, desde sua adolescência, quando conseguiu a vaga de estagiário de assistente de engenharia de som no lendário estúdio Abbey Road até os dias atuais. Porém, como o próprio título do livro entrega, é a sua convivência nos estúdios com os quatro rapazes de Liverpool, desde sua primeira gravação, em 1962, até o último álbum da banda, em 1969, a cereja do bolo e a razão de ser das memórias de Geoff no livro.

Aqui no Brasil o livro chegou apenas no final de 2013, através da editora Novo Século, o livro é mais voltado aos fãs dos Beatles, ou para aqueles interessados em como as gravações funcionavam 50 anos atrás. De forma simples, mas não menos interessante, Geoff conta detalhes técnicos e truques usados nos estúdios de gravação para dar forma as ideias pouco convencionais de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Sempre sob o olhar atento do produtor George Martin, o leitor entra nas estruturas do estúdio e viaja no tempo em que clássicos álbuns como Revolver e Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band foram registrados em míseros quatro canais de gravação.

Here, There and Everywhere - Minha Vida Gravando os Beatles

Geoff em algum momento dos anos 2000

Mesmo na correria do dia a dia, eu consegui a proeza de ler o livro em apenas uma semana, tamanha é a sede de saber mais e mais sobre as gravações contadas de maneira atraente pelo autor. Confesso que, após concluir a leitura, eu fui ouvir várias das músicas gravadas por Geoff, com fones de ouvido, para prestar atenção nos detalhes, nas minúcias, nos truques e “erros” abordados de forma apaixonada pelo engenheiro de som. Faça a experiência. Confesso que você jamais ouvirá A Day In The Life ou Tomorrow Never Knows, da mesma maneira que antes.

Geoff, por amar tanto a música é capaz de enxergar cores quando a ouve, por isso, diz que pinta quadros com as canções. Por seu amor e dedicação sabemos como um pedido inusitado de Lennon como, “faça minha voz soar como o Dalai Lama cantando no alto de uma montanha”, para Tomorrow Never Knows, tomou forma em 1966, na gravação do disco Revolver, usando os parcos recursos que mesmo um grandioso estúdio, como o da EMI (que só viria a ser chamado de Abbey Road após o lançamento do disco dos Beatles com o mesmo nome), oferecia na época.

Here, There and Everywhere - Minha Vida Gravando os Beatles

Ringo Starr entrega ao engenheiro de som, Geoff Emerick, o Grammy de “Melhor Engenharia de Gravação” para Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, enquanto o produtor George Martin apenas observa (Mar/1968)

Além de narrar os bastidores das gravações de vários clássicos dos Beatles, Geoff também nos brinda com particularidades sobre as personalidades de cada um dos integrantes no estúdio, durante as várias fases da carreira do grupo. O engenheiro de som, cargo que conquistou aos 19 anos, às vésperas da gravação de Revolver, nos mostra desde a época em que os Beatles eram vistos com desconfiança pelos funcionários da EMI em 1962, os dias de glória e inovações nos estúdios – quando os quatro músicos resolvem parar de excursionar e se dedicar apenas às gravações a partir de Revolver – a fase “pesada” do registro do Álbum Branco, até a despedida com Abbey Road, quando nunca mais os quatro se reuniram para qualquer outra atividade musical.

Muito já se escreveu sobre os Beatles, alguns livros são muito bons, outros apenas caça níqueis. Minha avaliação sobre se vale a pena ler Here, There and Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles é, SIM. Geoff nasceu para ser engenheiro de som, mais que isso, ele nasceu para gravar os Beatles. Por ser testemunha ocular da história musical dos Fab Four, Geoff nos apresenta um relato diferenciado, uma nova visão da banda, ao contrário do maciçamente abordado em tantas outras que existem por aí.

Parabéns para editora Novo Século em trazer este livro para o Brasil. Antes tarde do que nunca.
Boa leitura! 😉

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Instantes – Londres (Savile Row)

30 jan , 2014  

Saville Road Pitadas do Sal Beatles RoofTop

O telhado desse prédio de tijolinhos a vista, atrás de mim, abrigava os escritórios dos Beatles no final da década de 1960. E foi ali, há exatos 45 anos que John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Ringo Starr se presentaram ao vivo, juntos, pela última vez.  O blogueiro Walace Arantes relembra o episódio aqui.

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Across The Universe, o Filme

20 jan , 2014  

Across The Universe, o Filme

Across The Universe Movie pitadas do sal

Across The Universe, o Filme é muito bom, muito bacana, tem muito Beatles e você, se é fã da banda de Liverpool precisa assistir. Eu sei que tem muita gente que torce o nariz para musicais. Eu gosto de muitos, principalmente os clássicos, mas não de todos. O filme Across The Universe se encontra na primeira categoria. Além de ser um musical muito bacana, ele é conduzido pelas músicas dos Beatles em versões emocionantes, ao menos pra mim, e bem diferentes das originais.

Dirigido por Julie Taymor, esse longa americano foi lançado em 2007 e traz uma história de amor ambientada na turbulenta década de 1960. A trilha dos Fab Four e as referências a obra deles fará a cabeça de novos e velhos fãs do quarteto.

No elenco estão os ingleses Jim Sturgess e Joe Anderson e a americana Evan Rachel Wood. Além do trio, o filme traz deliciosas participações especiais de Bono Vox, Joe Cocker e Salma Hayek. Jim e Evan dão vida aos protagonistas da história, Jude e Lucy (olha a referência aos Beatles aí). Os dois, aliados a uma pequena trupe, são atraídos pelos movimentos contrários a guerra e da contracultura, além das viagens para explorar a mente e o embalo do rock n roll.

Across The Universe, o Filme

Para a viagem, Dr. Robert e Mr kite (mais referências), vividos por Bono e Eddie Izzard, são os guias. Personagens fantásticos em uma época que os comportava. Tudo isso regado as composições de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison e… Ringo Starr (sim, ele compôs Flying junto com os outros três).

Liverpool e Greenwich Village são alguns dos cenários na trama. No meio de um turbilhão de emoções e conflitos o jovem casal de separa. Mas é aí que Jude e Lucy, contra todos e tudo, precisam encontrar um jeito de voltarem um para o outro. Tudo no filme é relacionado aos Beatles e possui várias referências a obra do quarteto em cenas e diálogos. Se você ainda não teve a oportunidade de assistir, não perca tempo. Se já viu, vale ou não vale o repeteco? Nem que seja para escutar os clássicos com nova roupagem. Ah, tb é uma dica bacana para assistir com a(o) namorada(o), esposa (marido), amigo, amante e se transportar para um mundo mágico que somente os bons musicais proporcionam.

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