Adeus, B.B. King!

Como diria Zoli Claudio​ na clássica canção Noite do Prazer, do Brylho… vamos seguir na madrugada adentro com a “vitrola rolando um blues, tocando BB King​ sem parar”!

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Integrante do Hall da Fama do Rock and Roll desde 1987, B.B. King morreu na madrugada desta sexta, 15 de abril, em Las Vegas, aos 89 anos de idade.

O músico foi hospitalizado no início de abril após sofrer desidratação. King era portador de diabetes tipo 2 e havia sido internado novamente há poucos dias.

Mais uma perda irreparável para a música.

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10 maneiras de segurar um microfone (para iniciantes)

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Por que não tiveram essa ideia antes. O vlogueiro Jared Dines compilou em um vídeo hilário maneiras que roqueiros e metaleiros tem na hora de empunhar um microfone e encarar a plateia para passar o recado. Logo na primeira posição, T-Rex, não dá para não rir. Confira!

Rita Lee Mora ao Lado – O Musical

 

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Ovelha Negra da música brasileira ganha espetáculo musical

Paulistas, paulistanos e geral que estiver por essas duas cidades a partir de 04 de abril, se liga na parada… O espetáculo sobre a Ovelha Negra do rock nacional, chamado “Rita Lee Mora ao Lado – Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock” estreia nessa data, no Teatro da Artes. O musical vai contar a trajetória da roqueira brasileira, que não tem cara de bandido, de forma irreverente e baseado no livro homônimo de Henrique Bartsch.

De acordo com as informações divulgadas na imprensa, o espetáculo pretende mostrar a mulher por trás da artista, sua infância, adolescência, encontros amorosos e musicais. O musical vai apresentar os detalhes das parcerias musicais de Rita e artistas como Roberto Carlos, Wanderléa, Erasmo Carlos, Elis Regina, Raul Seixas, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa devem surgir ao longo da peça no palco do Tuca.

“Rita Lee Mora ao Lado – Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock” dirigido pelos diretores Débora Dubois e Márcio Macena é estrelado por Mel Lisboa. Como é comum nesse tipo de montagem, tanto teatral, quanto cinematográfica ou televisiva, a atriz passa por um processo de caracterização com aulas de canto e violão e ficou muito parecida com Rita Lee, conforme você pode conferir nas imagens abaixo.

A trama do espetáculo contará detalhes pouco conhecidos da história de Rita e irá mesclar realidade com ficção, falará dos amores da artista, e contextualizará parte da história do Brasil nesses últimos 40 anos. A trilha sonora, claro, contará com os clássicos sucessos da carreira da ex-Mutante, como “Agora Só Falta Você”, “Saúde”, “Banho de Espuma”, “Caso Sério” e “Ando Meio Desligado”.

Eu fico na torcida que esse musical faça muito sucesso e depois de uma temporada vitoriosa em Sampa, aporte em outras capitais brasileiras. Quero assistir essa história encenada e presenciar, com toda a emoção que o teatro proporciona, a vida de Rita Lee contada desde a infância até despontar na música, sua passagem pelos grupos Teenager Singers, Tutti Frutti e Mutantes, além da carreira solo e as parcerias com o marido Roberto de Carvalho.

Serviço: Teatro das Artes
Avenida Rebouças, 3970

Quando: 04 de abril à 29 de junho Sextas 21h30 – Sábados 21h – Domingo 19h
Quanto: R$ 60,00 e R$ 100,00

Campanha da Kiss FM – Simplesmente demais

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Quem assistir pode não concordar comigo, beleza, seguiremos numa boa, mas não posso deixar de comentar aqui que eu achei a ideia da da nova campanha publicitária da Rádio Kiss FM muito criativa e maravilhosamente executada. Sem contar que eu fiquei arrepiado com o clipe. A campanha completa será lançada nesta terça-feira, 18 de março.

Criada pela agência AlmapBBDO, a campanha institucional da Rádio Kiss FM, de São Paulo é composta de um clipe com 98 segundos de duração (com versões de 60 e 30 segundos), spot de rádio, mídia impressa e trabalhos digitais. A marca registrada da rádio, lógico, é o rock e o objetivo da campanha é destacar isso, a fidelidade ao ritmo, ao gênero sessentão que fez a cabeça da rapaziada de gerações passadas, mas que não está muito em alta, infelizmente, entre os jovens de hoje em dia. Mas há esperanças!

Eu assisti ao vídeo faz alguns minutinhos e nele é bacana de ver as referências surgindo na tela. Se você prestar atenção direitinho e, claro, for roqueiro, vai encontrar um porta retrato com a capa do disco do U2, outra fotografia com a capa do discaço do Bob DylanThe Freewheelin, outra do bluseiro Robert Johnson no cruxifixo do padre… Mas é quando soa o primeiro solo que os pelinhos arrepiam. Puta Que Pariu! Puxa que bacana! Como alguém pode preferir sertanejo universitário?

No clipe não há diálogo. O enredo trata de um “endorcismo”, que seria o contrário de um “exorcismo” e a ideia é fazer o espírito do rock’n’roll voltar ao corpo de um rapaz, possuído por outros “estilos musicais”, se é que dá para chamar aquelas coisas de música. É engraçado ver o carinha tentando reagir aos solos de rocks clássicos dançando e fazendo as coreografias ridículas dos outros ritmos. Durante a sessão de endorcismo outras imagens de capas de discos e artistas ícones do rock são mostradas rapidamente. Ah, o guitarrista modafóca é a cara do Neil Young.

Tá, escrevi demais… Assiste aí em alto e bom som!!!! Aumenta que isso aí é Rock’nRoll!!!

Ao todo, serão quatro anúncios ilustrados pelo designer americano David Moscati, que desenha, entre outras artes, cartazes de cinema. Foram estes cartazes que inspiraram a mídia impressa. No rádio, um dos spots é o depoimento do rapaz que passou pela sessão de endorcismo. No outro, o “endorcista” discute com as músicas ruins para afastá-las. A campanha digital deve ser lançada em breve. Será interativa e ligada ao filme.

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1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer

O livro 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer (1001 albums you must hear before you die), de Robert Dimery, vale a compra e lugar de destaque na estante, pois apresenta uma rica seleção de álbuns clássicos dos anos 1950 para cá (aqui no Brasil lembro de ter visto umas três reedições com atualização do catálogo). O forte é o bom e velho Rock’n’Roll, com todas as suas vertentes, mas também há menções ao Jazz, ao Blues, ao Soul e ao Hip-Hop.

São 90 jornalistas e críticos musicais internacionalmente reconhecidos que resenham os 1001 discos em questão. Ricamente ilustrado, a obra é referência básica ao apreciador de boa música que não se contenta só em ouví-la, mas necessita contextualizá-la. Há curiosidades sobre as gravações, dados biográficos do artista mencionado, detalhes dos bastidores da produção. Tudo muito bem escrito, num texto rápido, preciso e gostoso de ler.

Em 1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer, você encontra seus artistas e grupos favoritos e descobre/conhece dezenas de outros de relevância da música. Astros e Estrelas que fazem a cabeça das gerações de jovens dos 8 aos 180 anos.

Pode ser que um disco seu preferido não esteja listado no livro/guia, as chances disso ocorrer são pequenas, mas existem. Afinal, listas de “melhor” alguma coisa são sempre questionáveis, mas o trabalho do autor foi feito com esmero e você encontrará os álbuns clássicos de Elvis Presley, Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, Pink Floyd, U2, além dos clássicos absolutos, como Thriller, de Michael Jackson, ou Nevermind, do Nirvana. Sem contar com Baby One More Time, da Britney Spears. Ou você acha, mesmo não gostando, que esse álbum não causou impacto na indústria fonográfica quando foi lançado?

Ah! Os brasileiros também marcam presença com Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque, Mutantes e Sepultura. Afinal, nós fazemos música da melhor qualidade e merecemos constar em qualquer compilação desse porte.

Uma dica: Blog com 1001 clipes para assistir antes de morrer

A coleção 1001 “coisas” pra antes de morrer inclui uma série de temas. Música, filmes, vídeogame, vinhos, comidas, lugares… é só dar uma conferida nas livrarias.

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Low – O Exílio Voluntário de David Bowie

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Capa do disco Low

Não lembro quando foi que comecei a ouvir David Bowie a sério. Sei que foi tardiamente, perto dos 30 anos. Antes, só conhecia o que havia tocado nas rádios, na década de 1980. O camaleão Bowie me era familiar pelo clipe de Dancing in the Street, ao lado de Mick Jagger e do filme Labirinto, que não assisti, mas bombou na década mais pop da música ocidental. Mas foi movido pela curiosidade que fui vasculhar a discografia do cara. Ouvia dos mestres do assunto que os álbuns de 1970 é que eram o bicho. Então, fui garimpar.

Para os iniciados no rock o ano de 1977 é incontestável como o ano do punk, data fundamental para a história do ritmo e o louro de olhos bicolores já pressentia, quatro anos antes dessa subversão rítmica, os sintomas da estagnação por qual passava a música nessa década. Foi aí que ele trocou a Inglaterra, onde reinava absoluto, pela América.

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O cara chegou chutando o pau da barraca e em entrevistas que concedia nos Estados Unidos, chamava o rock de “música de gente burra”. Radical ou marqueteiro tentando chamar os holofotes americanos em sua direção? O fato é que ele anunciou sua inclusão à carreira de ator e a soul music “plastificada” dos sul dos EUA. Resultado? O álbum foi um dos precursores da discothèque.

Nos dois anos em que viveu em solo americano, antes de se isolar em Berlim, faturou um Grammy com Fame (parceria com John Lennon) e protagonizou o filme O Homem que Caiu na Terra. Ah, também gravou o álbum Station to Station, o qual o crítico Allan Jones, do Melody Maker, avaliou como “o mais revolucionário da década”. Pra mim, não foi.

Isso tudo eu quis contar para chegar no grande clássico do cara e que não pode faltar em sua coleção. O que eu considero revolucionário mesmo é o álbum de 1977, batizado Low, cuja capa é uma foto do filme que ele fez nos EUA e alude o tema central das poucas e curtas letras do disco.

O álbum gira em torno do tema que remete ao exílio voluntário à capital alemã. “Azul, elétrico azul/ é a cor do quarto onde vou viver/ venezianas fechadas o dia todo/ nada para ler, nada para dizer/ vou me sentar e esperar pelo dom de som e visão” (em “Sound and Vision”).

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Low é um dos discos mais influentes do rock e contou com a colaboração de outro mestre, Brian Eno (tecladista, ex-Roxy Music), dando início a trilogia de Berlin de Bowie (Heroes e Lodger completam a tríade, todos em colaboração com Eno).

Mas é em Low que Bowie inicia seu flerte com o rock alemão e incorpora a eletrônica na música de forma quase obsessiva. Eno, famoso pelo uso de sintetizadores em seus trabalhos, com seu domínio criativo da parafernália dos estúdios de gravação, deixa o velho camaleão fascinado.

Na época, Bowie declarou sobre as faixas instrumentais do lado B do álbum: “Essas músicas são mais uma observação, em termos musicais, de como eu via o Bloco Oriental. Era algo que não podia expressar em palavras. O que precisava era de texturas, e de todas as pessoas que eu já ouvi compor texturas, as de Brian Eno eram as que mais me agradavam”.

Não deu outra. As texturas sonoras criadas para Low foram chupadas por uma série de artistas e acabou virando gênero musical, chamado cold wave (espécie de tecnopop mais cerebral ou meditativo e desacelerado). Bowie abriu a torneira da fonte que outra lenda do rock, o Joy Division, iria beber no clássico Closer, lançado em 1980. Vale dizer que antes de se chamar Joy Division, o grupo atendia por Warsaw – extraído de “Warzawa”, faixa que abre o lado B de Low.

 


Se você conhece, que tal ouvir de novo? Se nunca ouviu, o que está esperando?

The Doors (1967) – Rompendo o stablishment do rock

Primeiro registro do The Doors em estúdio
Primeiro registro do The Doors em estúdio

Gravado em míseros quatro canais, assim como o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles e lançado no mesmo ano, o álbum de estréia do grupo californiano The Doors foi diferente de tudo que já se tinha ouvido no rock. E é muito bom. 

O registro do álbum aconteceu  em agosto de 1966, com lançamento na primeira semana de 1967, o disco foi batizado com o mesmo nome do grupo, “The Doors” e a foto de capa soturna destacava o vocalista James Douglas Morrison, com o restante da banda em segundo plano. Um pecado, já que foi a unidade do quarteto complementado por Ray Manzarek (teclados); Robby Krieger (guitarra) e John Desmore (bateria) que dava o som característico e único do The Doors.

Utilizando elementos do blues, jazz e até flamenco e “bossa-nova”, o primeiro disco do The Doors é tão pungente e possui tanta qualidade em suas canções, que pode soar como uma coletânea dos maiores sucessos da banda aos mais desavisados. Ali estão contidos clássicos como Break on Through (To the Other Side), Light My Fire, Back Door Man, Crystal Ship e a épica The End, só para ficarmos nas mais óbvias.

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Seleção de músicas do primeiro disco do The Doors é tão boa que parece coletânea de hits

Gravado em poucos dias, com muitas músicas sendo registradas para a posteridade em um único take, The Doors, o disco, teve como primeiro single o clássico “Morrisiano” Break On Throuh e sua batida “bossa nova” acelerada. Foi idéia do batera, Desmore, dar esse molho latino a canção de Jim Morrison que exultava romper para o outro lado. Para a promoção do singe, ele mesmo e Manzarek, amigos do curso de cinema que faziam na Universidade da Califórnia (UCLA), dirigiram o filme, um dos precursores dos videoclipes.

Mas foi uma canção composta por Krieger e depois elaborada em inúmeros ensaios e shows antes do registro definitivo no álbum, que se tornou a canção do verão de 1967. Light My Fire incendiou o mundo e colocou o The Doors, ao lado dos Grateful Dead e os Jefferson Airplane, como ícones da contracultura da América.

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Outdoor de divulgação promovido pela Elektra, gravadora do The Doors

Seja por suas performances bombásticas, pela interpretação passional nas canções ou pela curta e profícua carreira do grupo, esse cartão de apresentação da banda, o primeiro disco é item necessário na coleção de qualquer aspirante a roqueiro.

Barão Vermelho: O Primeiro a gente nunca esquece

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“Pouco importa o que essa gente vá falar mal, falem mal. Eu já to pra lá de rouco, louco total… Eu sou o teu amor entenda. Você precisa descobrir o que está perdendo. É, o que está perdendo!”. Assim o Barão Vermelho estreava em 1982, no primeiro álbum do grupo, batizado simplesmente como “Barão Vermelho”.

Vivendo ainda sob o regime da ditadura, um período mais “brando”, com o general João Figueiredo no poder, a juventude brasileira não se identificava muito com o que rolava no dial. Bastou uma cena carioca, uma rádio e um local de shows para impulsionar as bandas que já existiam. Pronto, estava dado o pontapé inicial no que foi considerado o “boom” do Rock Brasil, com Blitz, Lulu Santos e Barão Vermelho abrindo as portas.

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Gravado em dois finais de semana e lançado pela Som Livre em 27 de setembro, o primeiro álbum do Barão é o disco mais cru, visceral e genial do rock brasileiro. Seu som de garagem, gravado com urgência e pujança, foi mal registrado nos estúdios da gravadora, é verdade, o som é abafado e chapado, pois a mixagem não prezou pela qualidade, mas esse fato é menor ante a qualidade de suas canções. Letra e Música combinavam perfeitamente, com o punch stoneano que era evidente no som da molecada na faixa dos seus 18 anos. Guto Goffi, Maurício Barros, Dé Palmeira e Roberto Frejat possuíam o feeling das músicas, do rock travesso e Cazuza, o principal letrista e vocalista, se encaixava como uma luva com sua poesia e escracho.

Misturando Dolores Duran e Cartola, com Rolling Stones e Bob Dylan, blues, rhythm blues, rock e MPB fazem a fusão do caldeirão do Barão e faz com que o disco traga tantos petardos reunidos que fica difícil imaginar que uma garotada pudesse produzir som tão maduro. Sob a supervisão do saudoso Ezequiel Neves e Guto Graça Mello, “Down em Mim”, “Ponto Fraco”,” Billy Negão”, “Conto de Fadas”, “Bilhetinho Azul” e a clássica “Todo Amor que Houver Nessa Vida”, entre outras, não foram totalmente compreendidas, na época, pela galera que estava ouvindo “A vida melhor no futuro”, do Lulu, ou o “Chope com batata-frita” da Blitz e vendeu muito pouco, mas o tempo se encarregou de colocar o álbum e suas canções para a história.

A partir deste disco o Barão Vermelho deixou sua marca na história do rock brasileiro, sendo, ao lado de Titãs, Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, uma das mais influentes bandas brasileiras. O disco completou três décadas em 2012 e foi remixado pelos Barões remanescente para um lançamento comemorativo. Esse não pode faltar na sua coleção!

Guitarrista do Barão lança segundo solo instrumental com rock na veia

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Em meio a lançamentos de discos nacionais de qualidade questionável, um disco de Rock, no que de melhor o termo representa, vem bem a calhar. Quando esse disco se mantém fiel ao básico, ao Rock direto, certeiro, sem firúlas, mas com amor ao ritmo transbordando em cada acorde, a novidade é mais que bem vinda. Dessa forma, o novo trabalho solo do guitarrista e compositor Fernando Magalhães, Rock It! é um bálsamo para os ouvidos tanto dos puristas, quanto para os simples amantes do gênero.

Lançado digitalmente pela Agência Digital e recém editado em CD pelo selo Toca Discos, Rock It! é a segunda incursão de Fernando em mostrar ao público um trabalho inteiramente instrumental (seu solo de estreia foi em 2007).

As 10 faixas do disco foram compostas por Fernando e pelo ex-Herva Doce, Roberto Lly, que também produziu o disco. “O Roberto é um músico de extremo talento. Como produtor, é um cara que resolve as coisas, não é de ficar dando voltas: você sugere algo e ele prontamente tenta executar, geralmente melhor do você imaginou. É um mestre do estúdio, com um bom gosto impecável. Além de tudo isto, é um ser humano maravilhoso, um grande amigo e companheiro. Fico muito honrado dele estar comigo nos dois CDs”, comemora Fernando.

Sobre o fato de ser um disco de rock instrumental, Fernando sabe que o mercado brasileiro não é tão afeito a esse nicho, mas que há um público fiel e é essa demanda que Rock It! veio suprir. “A música instrumental no Brasil tem o seu foco em festivais de Jazz e Blues, acontece em lugares específicos, para apreciadores deste gênero musical. Agora, o Rock instrumental, até para estes poucos espaços, às vezes é visto com certa estranheza. É um tipo de música para os fãs de rock, que não tem vínculo com o que faz sucesso nas paradas. Acho que é este público alvo que tem que ser alcançado, por meio da internet, imprensa especializada e rádios rock sérias. É um público grande e muito fiel, apesar de não tão aparente como o de uma banda de pop/rock.

Para a gravação de Rock It”, Fernando foi buscar inspiração na fonte primordial do rock, como AC/DC, Rolling Stones, The Who, Tuti Frutti e rock clássico em geral. “Por curiosidade, sempre gostei de bandas, nunca fui muito de comprar e ouvir discos solo de guitarristas, mas é claro que adoro vários, como Jeff Beck, Robin Trower, Joe Satriani“, destaca o guitarrista que iniciou no instrumento no final da década de 1970. Dessa época, até 1985, Fernando tocou e compôs com várias bandas de amigos, até ingressar no Barão Vermelho, onde ajudou a moldar o som do grupo carioca.

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Fernando se inspira no rock clássico para compor seus sons

“Guitarras fazem o papel dos vocais”

Para o repertório do novo álbum, o guitarrista e compositor Fernando Magalhães lembra que as canções passeiam por ” variações e moods distintos: da aceleração da faixa título à suavidade de Olhando o Céu e Anos Luz“, explica. “Se você toca Jazz, Blues, Fusion, as pessoas compreendem mais o termo “instrumental”, mas com o Rock, parece haver um certo estranhamento. Eu abri dois shows do Joe Satriani, no Rio e em Sampa, e fui super bem recebido, o público ficou bem atento e interessado. Existe um público para o rock instrumental e quando ele gosta do que ouve, se torna fiel aos artistas”, acredita Fernando.

No estúdio, a parceria Fernando e Roberto Lly contou com os luxuosos auxílios de músicos e amigos com os quais tem muita afinidade: Pedro Strasser (baterista do Blues Etílicos), Sergio Villarim (teclados), que já haviam participado do disco de estreia do guitarrista, além de Sergio Melo (bateria), Kadu Menezes (bateria), Humberto Barros (teclados) e o Barão Mauricio Barros (teclados). Humberto Barros é autor ainda da Ilustração da capa do CD: “Este é um CD dedicado a minha infância e adolescência, no final dos anos 70. Passei esta ideia e o Humberto veio com esta capa linda, que diz tudo”.

Sobre as diferenças que pontuam seus dois solos, Fernando considera o segundo trabalho mais fácil, mais simples, e bem roqueiro. “Não é um disco apenas para os músicos ouvirem e gostarem, e sim para quem gosta de rock. O meu primeiro CD era mais Hard Rock, passeava por improvisações.Rock it! é mais Rock’n’Roll, mais reto, sem tantas mudanças dentro das músicas. Quando falo “fácil”, não estou dizendo que não tenha profundidade, mas sim que ele segue uma linha mais objetiva”, define.